Obra CRÔNICAS DE ANAJATUBA de Mauro Rêgo

Obra CRÔNICAS DE ANAJATUBA de Mauro Rêgo
Encontra-se à venda na Livraria AMEI no São Luís Shopping o livro do baixadeiro Mauro Rêgo, conforme postagem no Facebook:
“As crônicas de Anajatuba – um livro que retrata muito bem a história, os acontecimentos, aquilo que foi vivido nesse lugar encantado de sua gente, costumes, tradições.
É o próprio Mauro Rêgo quem nos diz:
“Eu falo do campo. Dos espíritos que povoam a imaginação dos homens da baixada; falo das almas penadas que moram sob as águas dos igarapés e nas enseadas verdes; falo das luzes caminheiro que partem do campo e percorrem as ruas da cidade; falo do aboio dos vaqueiros, do canto dos pescadores, da magia do peixe apanhado de anzol. Falo das nossas crendices, do rufar dos tambores do Divino subindo a encosta dos morros, da dança ancestral do tambor de
São Benedito…”
À venda por apenas R$40,00. 📌
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Lembranças, lembranças, eternas lembranças

Lembranças, lembranças, eternas lembranças

Autor João Carlos

Ouvir o CD “Canto para um Canto” de autoria do meu amigo de infância Luís Kleber, Kebinha, é como viajar numa máquina do tempo, num retorno aos áureos tempos, tempos de beleza, amizade, brincadeiras, sonhos, um retorno não só possível, mas principalmente, desejado, almejado ardentemente de coração. As músicas cantadas na maviosa voz de Torlene, nas surpreendentes vozes de Alinson, (Lalá-), e Marcelo, junto com um extraordinário arranjo, deram o exato tom intimista, necessário ás grandes obras. Não deixando, na minha modesta opinião, a desejar para quaisquer outras composições da MPB ou MPM. – Música Popular Maranhense-.

Embora falando de uma cidadezinha ignara nos confins da Baixada Maranhense, o disco não se torna piegas, provinciano, pelo contrário, universaliza os tons, as letras, mais ou menos, guardando as proporções, como o filósofo Imanuel Kant, que sem sair da pequena Konisberg, encravada na região portuária da Prússia, tornou sua obra universal, ou Luís Gonzaga, Geraldo Azevedo, Elomar Filgueiras, Xangai, Cora Coralina, dentre outros tantos, que também fizeram o mesmo.

E as lembranças fluem graciosas, nos elegantes versos. Rememoramos o canto de seu Miguel, tio Ademar, Juca Amaral, mamãe; uma esquina da Rua Cel Antonio Augusto com rua Dr Afonso Matos, que ficará para sempre em nossos corações, como as ruas que brincávamos, banhávamos na chuva, sem nenhuma preocupação.

Quem se esquece do cajueiro do mercado, imponente, majestoso, de João Djiba, e suas inúmeras traquinices?; Ou do banho na baixa de Grijosto, e a consequente surra ao chegar em casa, coberto de lodo e de satisfação ? O papagaio suro, com cerol na linha, que tão felizes pegávamos para brincar? Correndo esbaforidos, os joelhos arranhados e os pés cheios de espinho?

Quem sabe uma vida feliz, ditosa, não seria com uma rosa no dedo, nos contando e até lembrando coisas belas da sua vida nas matas, que o homem de forma inexplicável e maldosa luta para acabar? Talvez num espelho em um banheiro de pindoba? Num banho de poço no juçaral?

João Carlos

A verdadeira felicidade não estaria em comer um caroço de pequi, daqueles carnudos lá de Meia Légua, Aquiri, Belas Águas? Ou ainda nos bagres pescados nos igarapés, da Rosa Maxixe, de Buranga, Quebra bunda, com bicho de tucum? Triste realidade a que estamos expostos, contradiz tudo que aprendemos, a infância, o amor a velha Matinha, que mesmo nessa realidade tenebrosa, insiste em ainda se manter nas lembranças que são imorredouras.

Kebinha de modo incisivo e autêntico, nos faz esses questionamentos, ficamos então, ao término das canções, com a sensação de que o progresso, do modo como vem sendo desenvolvido e utilizado, está tirando toda a magia, deixando um débito muito grande com a humanidade, a sociedade, as pessoas. E mais uma vez evocando a filosofia, relembro Rousseau, e seus conceitos sobre a natureza do homem e os percalços ao qual está sujeita.

Fica então uma certeza: ser feliz, feliz de verdade, de modo pleno e absoluto, talvez só voltando a Matinha de antanho, num regresso aos tempos de menino, de conversas nos fundos dos quintais, revivendo velhos tempos, as belezas dos antigos carnavais, comendo manga com farinha até lambuzar o nariz.

Beco, um matinhense das antigas

Autor João Carlos

Quando do lançamento do CD de Kleber, “Canto para um canto”, tive oportunidade de rever um cara que povoou minha infância e adolescência, um homem acima do seu tempo, verdadeiro desbravador, referencia em audácia pra minha geração, Beco de Maria Carneiro, o Dias, como é conhecido em São Luís.

Beco é aquela pessoa que nos faz voltar à Matinha do passado. Saiu de lá a quase quarenta anos atrás, sua mente ainda pensa e vive naqueles tempos. De memórias gostosas, ainda não confundidas pela modernidade que assola nossa cidade. Dotado de uma sensibilidade marcante, nos recebeu gentilmente em sua residência, que mais parece um museu, com as paredes entupidas de quadros, fazendo-me lembrar o livro que atualmente estou lendo, de Chico Buarque de Holanda, “O Irmão Alemão”, onde o autor, escreve que na sua casa, “as paredes eram feitas de livros”. Na casa de Beco tudo respira cultura, arte, retorno ao passado, lembranças.

Recordo-me bem de quando morava em Matinha. Tenho marcado o dia em que inventou uma nova forma de vender bananas: cantando a plenos pulmões aquela musica de Jorge Benjor, que fazia muito sucesso, “Olha a banana, olha o bananeiro”; ou então um inesquecível desfile de moçoilas vestindo biquínis,- um verdadeiro atentado ao pudor para aquela época-, em que ele era o mestre de cerimônias, sem nenhuma cerimônia.

Conversar com ele, além de agradável aos sentidos, é uma volta as pescarias no igarapé de Zezé Veloso; uma ida ao mangal e o palmeiral de Maria Teixeira; o refresco de Flávio Penha; as peladas no campo do Machado; as viagens na lancha de Benedito de Osvaldo, no porto de Canem; os cambos de peixes vendidos por Xuxeta e Valério; as tapagens na Enseada da Mata. Eu poderia ficar horas enumerando fatos e passagens daquele espaço geográfico e temporal, onde Beco morava que nós chamamos de forma jocosa e talvez até um pouco preconceituosa de “lá em baixo”.

Hoje vive em são Luís, mantém um ateliê de reforma de móveis, engrandecendo nossa terra com sua insuperável técnica e beleza na recuperação de quaisquer tipos de sofá, cadeiras, ou outra modalidade. Estando já acima dos 50 anos, – idade em que Platão diz: a sabedoria acontece melhor, e outro filósofo, menos conhecido, o Reverendo Valdir Mariano, diz que já podemos falar o que quisermos, sem medo de chocar os outros-, Beco desfila doxas sobre tudo. Ficou encantado com esse projeto de tentarmos reunir conterrâneos, que estamos querendo colocar em prática, dispondo-se imediatamente a elaborar ideias e devaneios para abrilhantar novos encontros, já fazendo planos para todos juntos, fazermos um piquenique, daqueles de antigamente.

Enfim, conviver com Beco, dá-nos a sensação de estarmos ao lado de alguém rico em conhecimento, e que só nos traz sentimentos belos e saudáveis, capazes de renovar ou emergir reminiscências que aquecem nossa alma, inesquecíveis recordações da nossa querida Matinha.

Parabéns… Matinha querida

Autor César Brito*

Muitos se foram, outros tantos estão por chegar, todos, iremos passar, nesta terra gloriosa. vidas vividas, sonhos sonhados, tristezas, alegrias, noites vazias. doces recordações, eternas lembranças.

As palmas das mãos unidas com que eu rezava, eram as mesmas com que bebia a água da fonte.

Água da fonte…

Lembrar tuas águas é lavar minha alma…

Os filhos que de longe pensam em ti, pois, não seguem sem pensar, trazem no peito a vontade de voltar.

Tua gente é mais forte no calor do teu solo, na paz dos teus braços, no aconchego do teu colo.

Como cegos vagando numa dura caminhada, vão construindo com o tempo perdido, horizontes e fronteiras, premissa do que é nosso dever, fardo de ilusão, medo da solidão, realização ou mesmo, frustração.

Despercebida passa tua sutil gratidão, teu afago fraterno no orvalho das manhãs, a benção de poder acordar e levantar com o brilho do sol, olhar no alto das palmeiras, samambaias, periquito jandaia, ouvir o badalar das palhas, respirar ar puro, contemplar o reflexo dourado da lua no espelho das águas.

Obrigado mãe gentil, paz, luz e bênçãos.

Aos teus dirigentes, serenidade, sabedoria, desapego da vaidade, ética, comprometimento com a cidade, só assim, teremos progresso e prosperidade, educação, cultura e igualdade.

Abençoada seja, querida matinha.

Vamos festejar com alegria neste sublime dia, brilhos, cores, desfiles, esperança, rojões e felicitações, com harmonia e união em homenagem a nossa terra adorada, merecedora de uma bela e calorosa alvorada.

Parabéns Matinha, parabéns povo matinhense.

MATINHA FOI EMANCIPADA EM 31/12/1948 ATRAVÉS DA LEI 267/48 – (MARCO DA FUNDAÇÃO); 15/02/1949 – DATA DA CONSOLIDAÇÃO E INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MATINHA (ANIVERSÁRIO).

MATINHA, TERRA ENCANTADA

Autor CésarBritoImagem de Internet

Guardiana

Nas águas do Piraí…

Luar de prata, índios se abrigam lá na mata,

Desbravadores viajantes se encantam com a beleza,

Dessa terra verdejante, lindos campos, Cacoal e exuberante mangal;

Mata frondosa, paparaúba, ingá, cajá, bacuri, bacurizinho, goiaba araçá,

Terra gloriosa, caneleira, Axixá, sumaúma, Ervacidreira, jatobá,

Mata nativa, mata formosa, Enseada da Mata, mata, Matinha,

Subia o Genipaí a tribo dos Criviris, sob as águas do Caiada descansa Jaibara, sombra, água fresca, cachaça tiquira e juçara;

Caboclo meche a farinha com suor e alegria, parcela que teve o negro, com trabalho e devoção, importante integrante dessa miscigenação,

Levanta Santa Maria, o melaço belo dia, Vida doce, que alegria,

Esperança e Boa Fé abençoa Frei Antônio o Engenho Nazaré,

Enseada Grande no Lago Aquiri, tudo é lindo por aqui, capim boiador, agapéua, língua de vaca, pajé, orelha de veado, brilha arroz do campo, Balcedo, espelho d’água que encanto, espia o rosto mãe Iara, Reforma, Jacarequara, Sembal, Os Paulos, Charalamba, Cotias, Curral de Vara, São José dos Araras e também Ponta da Capivara,

Em São José de Bruno tem Felicidade, Antônio Augusto que saudade, meu padrinho sua benção, que Deus te guarde nessa nova dimensão.

Poucos lembram de Osmundo e Marco Camaleão, da passagem de um rio, muitas águas no grotão, resta ainda uma ponte que um dia foi passagem, no tempo uma viagem, para aqueles que ainda lembram, apenas recordação, pois a mata recobriu onde foi habitação,

Meia Légua, Malhada Grande, Caminho do fio, em Cafusa é beira campo e Roque ainda tem peixe e bastante algodão do campo, por lá canta bem-te-vi, bico de brasa, Curica e Bico de Ferro, menino, pé no chão, pé de moleque, pé de chinelo, saliva doce caramelo, sobe a Rampa dos Meireles até o alto da pedra, Monte Cristo, suplica meu Bom Jesus, Graças, Aleluia, Azevedo, Salva Terra agricultor, boa safra está por vir, te apega a Santa Rita, Santa Tereza, São Francisco, Contenda, esperança e Bom Fim, Valei-me meu Santo Antônio, São Raimundo, São Caetano, abençoa quem aqui está, quem já esteve e quem está por vir,

Ponta Grossa de Baiardo, Campinas, Coroatá, Nova Brasília, Cabaceira, Preguiças, Roma e Mendonça e até Ponta do Chá, Olho D’água, Palestina, Enseada do Cajá, Belas Águas, Santaninha que lugar,

Ilha Bela, Ilha Verde, São Rufo, Tronco, Primavera, Rodrigues, Ilha do meio, tem também, São José dos Gaspar,

Galego, Simeão, Jacuíca, Itapera e João Luís, “êta” povo feliz,

Do Chulanga, Tanque, Caranguejo, Vilinha ao Itãns, são famílias coirmãs, tios, tias, irmãos, irmãs, boiadeiros, doutor, agricultor, pescadores e tecelãs, formam o misto de um povo, alegre e hospitaleiro, deste lindo pedaço de chão do nordeste brasileiro, olhos presos no futuro, consciente do esplendor, denota satisfação a sua consecução, olhos voltados pra beleza, ouvidos musicais, criativo com a arte, alegria nos carnavais, felicidade pelo ar, sob a sombra dos mangais, por amar e ser amado, alegria de viver, nos realça o prazer desta terra conhecer como surgiu como vai ser, assentadas por escrito e nas mentes dos antigos, testemunhas dessa história, registrada nos anais. Só peço a São Felipe, Santa Isabel, Santa Vitória, que proteja esse povo, suas águas, nascentes e mananciais, suas matas, sítios e mangais, mãe natureza agradece esses filtros naturais, consciência e atitude, é o que falta pra essa gente, olhos firmes para frente, coração cheio de amor e um rosto sorridente, respeitar a natureza é premissa de quem sabe o que é bom pra se viver em paz e harmonia como um simples passa tempo, nesta terra encantada, neste solo matinhense da baixada maranhense.

PADRE GUIDO: um homem digno de Palmas

Autor João Carlos

Estávamos na segunda metade da década de 60. O mundo vivia um turbilhão de mudanças: a guerra fria entre os Estados Unidos da América, e URSS – União das Republicas Socialistas Soviéticas-, além do conflito bélico no Vietnam, mostrava uma nova face, o controle do espaço; na China, Mao Tse Tung, instituía a Revolução Cultural; Beatles e Rolling Stones, estavam no seu auge; o modo hippie de viver era a grande discussão na sociedade, vivíamos a época dos grandes movimentos libertários.

No Brasil, os anos de chumbo, instaurados com a deposição de João Goulart, e iniciando a sequência de generais na presidência, traziam o terror para estudantes, artistas/intelectuais, políticos de esquerda e trabalhadores. Foram proibidas as eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos das capitais. O lema da nação era, “Brasil, ame-o ou deixe-o”.  

No Maranhão, começava o governo de um jovem intelectual, chamado José Sarney, que vencera a eleição, se dizendo a novidade, contra as velhas oligarquias, representadas por Vitorino Freire.

Em Matinha, o novo também apareceria, após duas derrotas para o grupo adversário, os Silva Costa, ascendem à prefeitura da cidade, que fora emancipada em 1948, representando a oposição, o dr. Francisco das Chagas Araújo.

Nesse cenário, chega a terra das mangas, cidade ainda moçoila, um jovem padre italiano, homem moldado e enviado por Deus, para pastorear a paróquia de São Sebastião, filiada à diocese de Viana, o Pe. Guido Palmas.

Nascido na cidade de Segariu, região da Sardenha – Itália, o nosso querido pároco tomou posse, no ano de 1967, ficando até 1973, quando por motivos pessoais teve que voltar a sua terra natal, deixando para o povo matinhense muita saudade, carinho, respeito e admiração.

Mesclando oração e ação, Pe. Guido protagonizou episódios e atos que foram e continuam sendo essenciais, em diversos aspectos, como por exemplo, educação, trabalho, moradia, transportes, etc., não só para Matinha hodierna, mas com reflexos em toda a Baixada Maranhense.

Possuidor de invulgar conhecimento do processo civilizatório, este humanista, tornou–se padre em julho de 1954; foi vigário das paróquias San Jorge Martir, em Quartucciu, Sardenha, de 1954 a 1959; de S. Elia em Cagliari, de 1959 a 1963, e ainda, de Santa Barbara, em Sinnai de 1963 a 1967.

Chega ao Brasil, em 1967, numa remota cidadezinha, do interior do Maranhão, um estado paupérrimo do nordeste, onde a carência grassava em todos os fundamentos, exatamente para cumprir com a missão que lhe fora ordenada pela igreja, “Fidei Donum”, para missões em continentes mais pobres.

Buscou, logo após sua posse, juntar na forma da cruz de Cristo, a verticalidade do amor ágape, a Deus; com a horizontalidade do amor philia, aos seres humanos; independentemente do seu credo. E pôs as mãos no arado.

A história perpetua então, registrados pelo livro Paróquia de São Sebastião em Matinha: “50 e mais anos da história da nossa fé”, muitas das ações desse missionário europeu em terras do Maranhão, que eu tentarei resumir, mas que sei, tenho certeza, não conseguirei, pois foram superabundantes as atividades, os serviços, as peripécias, protagonizadas por este homem, o italiano Pe. Guido Palmas, (perdoem a redundância), digno de ser homenageado com palmas, milhares de palmas.

Seu batismo nas tarefas   pastorais (segundo relato das professoras Maria Vitoria França Nunes, Maria do Socorro Neves Silva, Marly Silva Neves e Euzébia Silva Costa), deu-se com os festejos de São Raimundo Nonato; a partir desse ato desdobrou-se dia a dia, numa memorável e profícua campanha em prol da terra e região que fora escolhida para trabalhar.

Criação, com apoio do prefeito de Matinha, do Jardim de Infância São Sebastião; visitas as comunidades de Sacaitaua, São Rufo e João Luís; reforma e ampliação da igreja matriz; escolha para diretor do Ginásio Bandeirantes, criado pelo governo estadual, até então um sonho para os matinhenses, que desejavam continuar seus estudos do ginasial, sem sair cidade.

Primeiro encontro de catequistas dos povoados Coroatá, Itans, Boa Fé, São Felipe, Aquiri e Piriaí; realização da procissão de Corpus Cristi; instalação com a ajuda de sua irmã Bruna, da disciplina Técnicas Agrícolas, objetivando que cada aluno do recém criado Ginásio, confeccionasse uma horta caseira; além da instalação de um laboratório na referida escola.

Eu ainda lembro, embora pequeno, mas já curioso, o meu olhar espantado, ante as novidades das provetas e utensílios do laboratório, bem como a visão de legumes alienígenas até então pra mim, e toda a Matinha, como berinjelas e pepinos de metro, introduzidos e cultivados nas referidas hortas.

Os fatos elencados, só reafirmam, corroboram, a visão progressista, social e vinculada aos menos favorecidos, que este italiano, proveniente de um mundo diferente, com parâmetros de desenvolvimento bem acima do que agora tomava contato, operacionalizou para o cumprimento da sua honrosa missão.

Campanha para a criação da escola “João de Barro”, projeto do governo estadual, em Matinha; efetivação de um internato para que jovens de baixa renda, oriundos  dos povoados, pudessem  estudar em escolas da sede; organização de cursos através da paróquia, visando que rapazes e moças  entrassem no mercado de trabalho; construção da casa chamada Fraternidade, para que  catequistas pudessem ter uma melhor formação; incentivo à construção de cemitérios nos povoados, permitindo  que entes queridos pudessem ser sepultados mais próximo dos familiares.

De todos estes atos, outros três eu considero como fundamentais para a realidade do nosso povo, de notável e duradoura repercussão para o futuro, colocando o Pe. Guido na categoria não só de um fervoroso homem de Deus, como também de um visionário, uma pessoa de percepção além do seu tempo.

Sua articulação em conjunto com Dom Hélio,  na construção da estrada Viana-Arari,  um embrião do que hoje denominamos  MA 014; o estimulo à edificação de casas para famílias de baixa ou nenhuma  renda, efetuando  convênios com entidades italianas, proporcionando a estes,  habitações dignas; e por último a ajuda na criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais  de Matinha, uma entidade que serviu  e ainda hoje auxilia a defesa dos trabalhadores rurais na sua luta por melhores condições de vida.

Este é apenas um pequeno resumo da belíssima e enobrecedora história deste digno pastor, sua trajetória entre nós, e o quanto fez pela cidade e povo de Matinha.

Queremos portanto, desejar vida longa ao Padre Guido Palmas, confrade com muito orgulho na Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), onde ocupa a cadeira de número 20, patroneada por Raimunda Ferreira Silva.  Que a sua vida e obras sejam pra sempre amadas e valorizadas, e as bênçãos de Deus se derramem sobre ele e seu profícuo ministério.

Palmas, intensas e copiosas palmas, ao pe. Guido Palmas.

Obituário Matinhense

Obituário Matinhense

Autor João Carlos

Hoje, dia 2 de novembro, Dia de Finados, acordei lembrando Papai, Juvêncio Capijuba, do cheiro (cheiro?) do seu molheiro, das batidas no flandres quando preparava as lamparinas, das suas canções, das pescarias de anzol no igarapé.  Lembrei-me das histórias (causos) de Miguel Brito, do carinho de tia Terezinha. Da carne vendida por Machado, de Nézio Jaburu, o maior pescador que conheci. Do bilhar de João Lima, da voz de Ribamar de Nhozão, de Corujinha, das articulações de Juarez Costa, e da calma de Antoninho Costa: meus amigos, de Zé Aroucha, estrategista, da bela caligrafia de Antonio Pedro Brito, Dr. Araújo, Nhonhô Barros. De tia Ana e Vicente Teixeira, Misael, de Manoel Teixeira, Marisa e Flávio Moraes, e sua relação de amor e ódio com Ana Rita no hospital, João Perna, Luis Dotô, Tatá e Maria Baixinha, Baiardo, Zé Pecuapá.  

Lembrei Cantidio, Tatico, Gordura, Roberval, Pitoca. Das pregações de Zé Conceição, dona Vicência, Romana, Zé Carlos, Seu Alcebíades, Marcos Aires. Do amem tríplice do Rev. Amaral: inigualável. Do amor e do carinho do Rev. Adiel por minha família, do futebol de Zé Raimundo de Jiruca, Maria Teixeira, Manduca e Puca, Antonio Augusto, Antonio Rola e Antonio Bolinha, tio Raimundinho de Belas Águas, Zé Raimundo Legó, João Neto, Leonardo, João de Mico, Forra Preta, Paturi, Janeiro, Silvino Rodrigues, e suas impagáveis gargalhadas nos velórios, João Diba,  Durvalzinho, João Gaguinho, Walbinho de Olinda, Teodomiro, Zé Preto, Diolinda, Belinha Soeiro, Floripes, Zé Pedro de Ventura, – de Bastião do Mangá, Venceslau do Galego e Barroso, – os três Sócrates de Matinha (quem conhece Filosofia Antiga, apreende).

Lembrei de Isaias Irara, Prisco do São Raimundo, Lalau, (ou Chico?), – todos conhecemos a piada-, Lidoca, Zé Maria de Itans, do conhecimento de Aderson, Didica, Zé Rico, Barnabé, Joaquim Tangará e João Costa, da Boa Fé. Tio Heráclito, – João Pombeiro, Seu Jerônimo, Maçica, Zé Meireles, Siriaco, chamado de fueiro, D. Angela, Teodomiro Penha, Mundiquinho Viana, Pereira da usina, Apolinário, Crispim: fui longe-. Santinho de Chico Quatrolho, Ataíde, “talihoo”, Raimundinho Barata, do caminhão de Juca Amaral, Titinha, Aniquinha, Zilda, Justina.

Lembrei das partidas de xadrez com Eldo RoneLuis e Matias Sousa, Silvestre Mendonça. Das Toyotas de Eugênio Furtado, Dioclécio Galvão, Jorge Galvão, Ademir e João Soldado, Joquinha, Clistenes e Raquel Amaral, Débora, Dolores, Léia, D. Glaci, Zé Morgado, Dico Solha, João Berredo, Dudu Mota, Zé da Caema, meu compadre, João Preto, Brás e Marcelino Costa, Doninha, Bima, Santoca, Henrique, Livramento, Nonato Padeiro, Getúlio, Oscar, Zé Fininho, Zé de Teotônio, Jeferson e Bajeba, Zé Borges, Joventina, Joca e Ana Maria de Aliete, Mambó, Pupu, Edgar, Domingos Marques, Raimundo Pito, Zeferino Farinha Boa, Raimundo Cutrim, Teodora e Nonato Costa, Mundico Lima, D. Nhadica e Rita. Ainda, João de Dico e Das Dores, Tio Barbosa, Aquino, Augusto de Afra, Escolástica, Nazaré de Chico e Nazaré de Lucilia, Maria Euzébia, Daziza, e suas mãos abençoadas.

Lembrei de Zé Prego, Adofina, do gosto musical de Gedeão, Juvencinho, meu” Mano”, João e Onésimo de Desidério, Zé Pedro de Chico e Neném de Bijoca, trocadores de cavalo. Dedé Cofo e João de Nem, Antonio Joacy, Zeruia e Dedé, Flávio Penha, Cel. Eurípedes e suas tiradas, Nego e sua mãe Ducarmo de Beatriz, Onésimo Tinga, Ribamar Ribeiro e suas sacadas “geniais”. De meu compadre Dominguinhos de Boa Fé, Valdo,  Joca Quarenta, Carlos Cesar, Marcio Amaral, Claudio, Saco Jr, que pra mim era  “Zaco Jr”, de Demóstenes.  Dos “palavrões” de Wilson,  Benedito de Grisosto, Augusto Teixeira, do trombone de Costinha, Nonato e Dondom, João Heráclito, (“Bolinha”) e meu companheiro do xadrez, Hercules. Das duas Mudas e o Mudinho, Cirilo Mendonça, Joaquim Bocá, Manoel Costa da Campina, Zé Berredo Novo e  Velho, Carrapicho, D. Roxa, Domingos Serra, Rubem e Regina, Abraão do Coroatá, Sivirino, Maneco Sena, Seu Dico Sena, Benedito de Osvaldo, e sua alegria em falar de política, Cherré, Chengo e Ribamar Fofinho, Canem, e sua lancha, D. Raimunda Furtado, Mundiquinho Ribeiro.

Lembro de Dr. Messias, amigo, companheiro, Tancredo Ferreiro, Dona Biluca, Ribamar Pinguinho, Benito, “Arroiz de Pranta”,  Leonice, Zé Furtado, D. Joana e  Boaventura, contador de causos, Benedito Veloso, D. Jerusa, Carpina, Nilo, D. Tonica,  Chinga,  Ulisses Silva, Gaida, João Diniz, Manoel Silva, Rocha. Da D-20 de Zezé Veloso, Raimundo Leal,  de Camu e Norberto, amigos  e anjos da guarda de papai. De tio Sinhozinho,  Babita, Coronel, Maria Berredo, primeira professora,  D. Aliete, Coló, Matico, tia Ninita, Zé Oliveira, Lucas Seixas, Anastácio, João Barqueiro, Ana de tio Barbosa, Netinho, Ninrod Cutrim, Jackson, Pretinho e Gilvan, Binas e Saint Clair de  Itans, Zezeca de Ilha Verde, Nicácio, Gonzaguinha, Chiquinho, Duduzinho,  Antonio Fonseca,  Chucheta, Vico, Professora Didi,  Canguelo,  Zé de Lelis, Nizinha, Valderez, mais que amigas, irmãs, de mamãe. Pixilau, D. Raquima, Juju Silva, Abraão e Bastião de Bita, D. Josefa, Raimundo Abel, Raimundo Silva Costa, João Soeiro, Domingos Ferreiro, D. Noeme, Alberice, Justino Cutrim, e sua celebre frase do tanque, D. Pedrolina, Ulisses motorista, Ivanildo Sousa, Geraldo, Zé Maria Serra, Sisnandes, Paulo Gogo, Borel, tio Gregório Ferreiro, Rogenis e Rogivaldo, Tutuca.

Por último, mas não em último lugar, minhas duas mães: Ana Rita, Mãe Ita, Them, (assim eu a chamava), – nunca entendi o porquê-, a pessoa mais despojada que conheci, fazia da profissão um sacerdócio, atendia a todos, independentemente de cor, religião ou condição social e financeira, adorava o que fazia. Indescritível sua dedicação e amor ao próximo. Vereadora por três legislaturas, seu slogan era “A amiga certa das horas incertas”, nada mais verdadeiro.  Conduziu à vida, segundo meus cálculos , mais de 4 mil crianças, não lembro nenhum óbito de alguma mulher grávida. E Maria de Lola, minha mãe biológica, uma leoa na defesa dos seus, um amor devotado, paixão sem limites, palavra de afeto sempre nos lábios, vida dedicada aos filhos, marido e a Deus. Sem contar o peixe no leite de coco, feito por ela, imitado, mas nunca igualado.

Devo ter esquecido muitos nomes,….  Mas esses que citei, são personagens da minha infância, mocidade e também da fase adulta. Ficaram como diria Carlos Drummond de Andrade: “… Na vida de minhas retinas tão fatigadas”. Também no coração. Lembranças indeléveis, reminiscências abençoadas, contraditórias: tristes e belas recordações.  A eles, seus descendentes, amigos, saudosistas como eu, minhas sinceras homenagens.

A Luz Elétrica

A Luz Elétrica

Autor Aroucha Filho*

O ano era o de 1960, à frente do executivo municipal, o prefeito João Amaral da Silva, Juca Amaral, o segundo prefeito da emancipada cidade de Matinha, que em esforço hercúleo buscava consolidar a feição da recém-nascida cidade, fazer igualar-se às suas vizinhas Viana, cidade mãe, e Penalva, estas mais antigas e de referência. Viana e Penalva já ofereciam o serviço de iluminação pública aos seus munícipes no período noturno, até às dez horas da noite.

Juca Amaral, grande protagonista da emancipação política de Matinha, agora como prefeito, queria dotá-la de todos os serviços públicos possíveis para contemplar os habitantes daquela cidade em formação. Com esse propósito assumiu o desafio de implantar a “Luz Elétrica’, na cidade de Matinha. Um grande desafio.

As dificuldades iam desde os recursos para adquirir os equipamentos de geração de energia, caríssimos, até a logística de transporte para levá-los de São Luís à Matinha. Nessa época não haviam estradas de acesso à Baixada Maranhense, os transportes de passageiros e cargas eram feitos por barcos e lanchas.

Adquirido em São Luís o grupo gerador, um potente conjunto das marcas MWM/WEG, que geraria a energia elétrica para acender as lâmpadas e inserir Matinha no status das poucas cidades do Maranhão que possuíam “Luz Elétrica”. Ainda tinham outros desafios a serem vencidos.

Discutida a logística de transporte, passou-se ao planejamento da operação. O grupo gerador foi seccionado, desmontado o conjunto, separado o motor do gerador para facilitar o embarque/desembarque e transporte desse pesado equipamento até o seu destino final. O transporte foi feito em lancha que atracou em Ponta Grossa, dali transportado em carros de boi até Matinha. Tudo, carga e descarga, feito em braços de homens.

À espera do grupo gerador, o prefeito Juca construiu um abrigo, que chamávamos de “Usina”, edificada bem ao lado do antigo Mercado. O maior desafio seria montar e operar esse equipamento, Matinha possuía nessa era, apenas dois motores à explosão, de propriedade do Sr. João Amaral, um utilizado no pilador de arroz, o outro movia o caminhão marca Ford, modelo 1949. Tinha que importar mão de obra. Para tanto foi contratado o mecânico Pereira, extremamente competente, senhor simpático que facilmente foi acolhido pela população, fixou residência, e vários dos seus filhos nasceram ali.

A rede elétrica para distribuição da energia, composta de duas fases e um neutro, em fios 100% cobre, era apoiada em postes de madeira de lei, lavrados a machado, provenientes da Mata do Bom Jesus, de propriedade do prefeito Juca Amaral, que abnegado e com grande altruísmo, uma das suas várias virtudes, forneceu em doação toda a madeira necessária para o posteamento. Gesto de estadista.

Obstáculos heroicamente superados, tudo pronto, imensa ansiedade no aguardo do grande dia, a luz elétrica era o assunto de todos. A autoestima dos matinhenses estava em alta.

Dia do marcante evento, a inauguração da “Luz Elétrica”, população eufórica. Não lembro a data. Lembro que a festa foi merecidamente grande, uma majestosa noite para ficar marcada na história de MATINHA. Foi um grande banquete, com muitos e variados quitutes, rojões soltados pelo Sr. Elpídio, orquestra tocando, todos os olhos voltados para as lâmpadas alojadas em modestos abajures em formato de prato, branco leitoso na parte côncava e verde na parte convexa. Ao acionar a chave da luz o prefeito João Amaral da Silva poderia ter dito: FIAT LUX ELECTRICA. Não lembro suas palavras. Lembro do seu largo e angelical sorriso.

Na minha tenra idade vivi e guardei na memória todos esses detalhes, até a dificuldade que tive para me desfazer de uma azeitona que acompanhava uma das iguarias servidas no banquete. Não conhecia, provei e não gostei. Matinha definitivamente tinha cara de cidade, de dia e de noite.

PS: A luz elétrica funcionava somente no período noturno, acendia no início da noite e apagava às 21:30h. Às 21:00h piscava duas vezes, era o que denominávamos de “sinal”, indicava que apagaria em 30 minutos.

* José Ribamar Aroucha Filho (Arouchinha) é natural do município de Matinha-MA, Engenheiro Agrônomo aposentado do INCRA, exerceu os cargos de Executor do Projeto Fundiário do Vale do Pindaré e Executor do Projeto Colonização Barra do Corda. Ex Superintendente do INCRA Maranhão. Foi Superintendente da OCEMA e Chefe de Gabinete da SAGRIMA.

OS SINOS

OS SINOS

Autora Gracilene Pinto*

Do outro lado da Praça

Escondida no arvoredo,

Onde os poetas com graça

Entoam trovas sem medo,

Está a velha igrejinha,

Com sua torre secular,

Dedicada a São Vicente,

O pregador de além-mar.

Branca, linda, pequenina…

E os sinos a bimbalhar

Tem alegria de menina

E singeleza sem par.

Sua voz ecoa no campo

Enfeitado de aguapé

Penetra nos corações

Renovando a nossa fé.

O MERCADO

O MERCADO

Autor Aroucha Filho*

Verdadeiramente um mercado moderno, bem construído e funcional, bela fachada. Era, sem dúvidas, o melhor mercado da região, em todos os aspectos.

Na década de 50, na gestão do Prefeito Aniceto Costa, primeiro prefeito eleito de Matinha, portanto no início da emancipação política do município, período das obras estruturantes tão necessárias para a sede do município adquirir a feição de cidade, foi construído o Mercado Municipal de Matinha.

O mercado apresentava-se como uma obra bastante avançada àquela época, tanto pelo aspecto arquitetônico, como pela concepção urbanística. A localização escolhida foi o centro da cidade, buscando equidistância de percurso aos frequentadores daquele importante logradouro público.

O conceito arquitetônico da obra, optou pelo formato geométrico de um quadrilátero, com acesso pelos quatros lados, possibilitado por amplas portas em arcos, no centro de cada lado. Chamava à atenção a sua fachada simétrica, igual em qualquer ângulo de visão frontal. Quatro faces iguais. Destaque ao telhado com quatro águas invertidas, isto é, a queda d’água era para a parte interna do mercado, em um quadrado de piso rebaixado, essa área era descoberta e bem no centro existia um poço, devidamente revestido com tijolos compactos, com poial e tampa de madeira.

O destaque, da bonita fachada do prédio, era o “platibanda”, recurso da arquitetura moderna, que permitia embutir, encobrir a vista do telhado. A primeira obra em Matinha com esse recurso da arquitetura.

O ponto alto dessa simbólica obra foi a funcionalidade projetada, concebida para esse período tão remoto. A começar pela localização na parte central da cidade, edificado quase no centro de um grande espaço vazio, hoje Praça Juarez Silva Costa, antes, Praça Professora Etelvina Gomes Pinheiro. Diz-se que a edificação não ocorreu no centro desse espaço para não sacrificar um frondoso pé de bacaba (Oenocarpus bacaba ), ali existente. Demonstração de avançado sentimento de preservação ambiental.

O prédio era circundado por uma larga calçada, em torno de dois metros de largura. Em razão do desnível do terreno o lado que ficava voltado para a praça, a calçada era alta com degraus. Nos quatros cantos, face externa, tinha espaço reservado para lojas, mercearias ou quitanda como denominávamos esse tipo de estabelecimento comercial. Eram espaços razoáveis, com uma porta de cada lado. Pela parte interna, em cada canto, ficavam os cortes, açougues, destinados à venda de carne verde (bovina e suína) e pescados. Os ambientes eram equipados, com ganchos, mesa, balança com conjunto de pesos e uma tora de madeira onde os açougueiros com a ajuda de machado de cabo curto, cortavam os ossos das rezes em desmonte.

Açougueiros que a memória alcança, trabalharam no mercado, os senhores: Seixas, Maneco Sena, Machado, Domingos Serra, Zé Sena (Zé de Maneco).

* José Ribamar Aroucha Filho (Arouchinha) é natural do município de Matinha-MA, Engenheiro Agrônomo aposentado do INCRA, exerceu os cargos de Executor do Projeto Fundiário do Vale do Pindaré e Executor do Projeto Colonização Barra do Corda. Ex Superintendente do INCRA Maranhão. Foi Superintendente da OCEMA e Chefe de Gabinete da SAGRIMA.