Plano de enfrentamento da seca e alagamento da Baixada Maranhense

Plano de enfrentamento da seca e alagamento da Baixada Maranhense

Ontem (24/01/2024), ocorreu a segunda reunião para definirmos os eixos que deverão constar num Plano de enfrentamento da seca e alagamento da nossa Região. Nas instalações do MULTICENTER SEBRAE, participaram: o consultor do SEBRAE Dr. Tadeu, Expedito, Valente, Eduardo, Lorena, Alexandre, César, Valmir e Silveira. Foram discutidas várias questões direcionadas às soluções das causas da seca na Baixada.

O engenheiro Civil e vice-presidente do Fórum da Baixada, ANTÔNIO VALENTE apresentou um diagnóstico e parecer que foi discutido e acordado por todos. Agora, estamos disponibilizando aos companheiros para analisá-lo, sugerir ou aprová-lo. É provável que este documento seja transformado, aperfeiçoado e formatado, todo ou em parte, para ser apresentado ao GOVERNADOR num encontro no qual, além da peça escrita, deverá ser acompanhada de um audiovisual.

Lembramos que este Plano se refere, exclusivamente, ao enfrentamento da seca, cheias e suas consequências. Outros projetos que tanto necessitamos prosseguiremos com os que já foram aprovados no início da Gestão do Flávio Braga.
OBS. Pretendemos estar com esta apresentação montada até o dia 5/2/24.
Precisamos coletar fotos, vídeos, áudios, etc. sobre o tema.

Expedito Moraes

Presidente do FDBM

Presidente do FDBM, Expedito Moares, convida para reunião de Planejamento

Presidente do FDBM, Expedito Moares, convida para reunião de Planejamento

“O desenvolvimento regional compreende um esforço das sociedades locais na formulação de políticas regionais com o intuito de discutir as questões que tornem a região sujeito de seu processo de desenvolvimento”. Rodolfo Alves Pena

O presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) convoca para reunião de Planejamento que se dará com a assessoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MA), nos seguintes termos:

Prezados Companheiros Forenses,

  1. REUNIÃO: DIREÇÃO DO FORUM/SEBRAE
  2. OBJETIVO: Traçar as Diretrizes básicas. (Diretrizes: servem para orientar a tomada de decisões e ações em determinada área, processo ou atividade. Elas têm como propósito principal garantir a qualidade, eficiência e segurança nas práticas desenvolvidas, além de promover uma uniformidade e padronização que facilitem a gestão e controle dos processos.), ou seja construir um Plano eficaz e possível;
  3. LOCAL: MULTICENTER SEBRAE ao lado do Centro de Convenções e Assembleia Legislativa;
  4. DIA E HORÁRIO: 12.01.24 (sexta feira), das 16 às 18 HORAS

Os nossos ancestrais, assim como nós, conviveram e convivem com os flagelos das secas e enchentes na nossa região por séculos. É possível solucionar isto? Eu acredito que sim. Como? Essa resposta é que pretendemos ter num ou vários em encontros com técnicos, estudiosos, nativos, gestores municipais, estaduais, federais, universidades, etc. A  ideia é definir um Plano para execução a curto, médio e longo prazo. Esse plano deverá fazer parte do Plano de Estado.

De posse desse Plano teremos resposta para, entre outras coisas, responder perguntas que há pouco foram feitas pelo nosso Governador aos baixadeiros: “…digam o que eu posso fazer?”. Porém, os nossos representantes, também, não sabem. E nem nós sabemos responder como podem ser feitas obras estruturantes de que necessitamos. Só sabemos que temos que apresentar um Plano, Programa e Projeto, para isso temos que nos dispor a formulá-los, pois:

O PLANO 

É mais abrangente e geral;

Deve contemplar as linhas políticas, estratégias e diretrizes;

Marco de referência para estudos setoriais e/ou regionais para subsidiar a elaboração de programas e projetos específicos;

Deve sistematizar objetivos e metas;

Deve contemplar os tipos e a magnitude dos recursos humanos, físico e instrumentais indispensáveis, acompanhados, sempre que possível, de cronograma;

Deve atribuir responsabilidades de execução, controle e avaliação dos resultados;

Deve especificar as fontes e/ou modalidades de financiamento;

Maior nível de agregação de decisões.

PROGRAMA 

É o desdobramento do plano;

Os objetivos setoriais do plano constituirão os objetivos gerais do programa;

Permite projeções mais detalhadas;

Deve conter a estratégia e a dinâmica de trabalho a serem adotadas para a realização do programa;

Contempla as atividades e os projetos que comporão o programa, bem como os recursos humanos, físicos e materiais a serem mobilizados.

PROJETO 

Sistematiza e estabelece o traçado prévio da operação de um conjunto de ações;

Proposição de produção de algum bem ou serviço, com emprego de técnicas determinadas, com a finalidade de obter resultados definidos em um período temporal específico e conforme limite de recursos;

É a menor unidade do processo de planejamento;

Executa empreendimentos mais específicos;

Deve haver simplicidade e clareza na redação e

Descreve cada operação da ação.

Para tanto, necessitamos de ajuda profissional. Nesse sentindo contamos com a ajuda do SEBRAE, nosso parceiro que nos reuniremos no dia 12/01/2024 (sexta-feira), para início à elaboração dos referidos documentos.

 

Respeitosamente,

Expedito Moraes

Presidente do FDBM

PASSEIO PELA BAIXADA MARANHENSE

PASSEIO PELA BAIXADA MARANHENSE

A Baixada no olhar de João Silveira*

Fui dar um pulo na Baxada,
Começando pur Arari,
Ondi cumi melancia
E travessei o miarim.
Passei drento de Vitória,
Mar num achei nada ali.
Ino in Garapé do Meio
Pro mode cumprá farinha,
Arresorvi i in Monção
Ispiá o que lá tinha,
E travessei pra Cajari,
Cidade piquinininha.
Peguei no rumo de Viana
Pra vê se um peixe eu cumia,
Mar de peixe num achei nada,
Lá só tinha carestia.
Daí rumei pra Penalva,

Lugar de boa cachaça,
Terra de bom pescadô,
Cabôco bom de tarrafa.
Num cheguei in Jacaré,
Pois num dava pra ir de a pé
E carro pra lá num passa.
Desci pa Pedo do Rosário,
Mar de lá tive que vortá
Pra incurtá o caminho
E por Matinha passar,
Pra mode cumê u’as mangas,
Qui é produto do lugar.
Seguindo no rumo da venta,
Em Olinda Nova eu parei,
Mas resorvi i adiante
E em São João armoceí.
Terra de caboco home,
Grandes criador de gado.

Lá tem muita gente grande,
Muito cabra indinherado.
Disimbargador e médico,
Já deu inté deputado.
Mar, dizem que a aligria
É quando o boi tá laçado.
Deichando São João Batista,
Pra São Vicente eu rumei,
Quiria cumê carambola,
Pena que num encontrei.
Num sei se num era tempo,
Ou foi um azar que eu dei.
Sai no rumo do campo,
Pra viage continuar.

Passei pur Bacurituba
Mar lá num quis incostar.
Fui inté Cajapió,
Tinha praga pra daná,
Vortei pur riba do rasto
Pra pernoitar in São Bento,
Cumeno um queijinho bom,
Saboreando um mussum
E arroz cum jaçanã dento…
Mar num achei nada disso
Pur lá in lugar ninhum.
Andei, andei… e só vi mermo
Um pução e muinto anum.
Pensei qui in Parmeirândia
Pudesse me arrumar.
Ou mesmo in Peri Mirim,
Qui diz qui é piquinininha,
Mar, eu acho qui né tanto assim.
Entonce, indo adiante
Fui batê in Bequimão,
Cidade bem cuidadinha.

Pur nosso amigo João.
Diz que tem té ponte nova,
Mar pur lá num passei não.
Dali, vortei pra Pinheiro
A princesa da Baixada,
Que, se num é das mais bela,
Mar é uma cidade arretada.
O seu povo todo é rico
E a cidade abastada.
Não pude dechá de ir
In Prisidente Sarney,
U’a cidade pequena
Que fica naquele mei.
Na sagrada Santa Helena,
Da bera do rio vortei.
Pur curpa da Geografia
Eu num fui ao litoral.
Nim Guimarães, Porto Rico,
Cururupu e Cedral,

Muinto meno in Central,
Qui já num son mar Baixada,
Sigundo os intelectual.
Me discurpe os cumpanhero,
Os verso de pé quebrado
I a viage mal’arrumada.
Tava sem tempo i dinhero,
Mar cum o peito apertado
De sardade da Baixada.

(*João Silveira é piscicultor, natural de Matinha – Maranhão, membro fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM).