Parabéns… Matinha querida

Autor César Brito*

Muitos se foram, outros tantos estão por chegar, todos, iremos passar, nesta terra gloriosa. vidas vividas, sonhos sonhados, tristezas, alegrias, noites vazias. doces recordações, eternas lembranças.

As palmas das mãos unidas com que eu rezava, eram as mesmas com que bebia a água da fonte.

Água da fonte…

Lembrar tuas águas é lavar minha alma…

Os filhos que de longe pensam em ti, pois, não seguem sem pensar, trazem no peito a vontade de voltar.

Tua gente é mais forte no calor do teu solo, na paz dos teus braços, no aconchego do teu colo.

Como cegos vagando numa dura caminhada, vão construindo com o tempo perdido, horizontes e fronteiras, premissa do que é nosso dever, fardo de ilusão, medo da solidão, realização ou mesmo, frustração.

Despercebida passa tua sutil gratidão, teu afago fraterno no orvalho das manhãs, a benção de poder acordar e levantar com o brilho do sol, olhar no alto das palmeiras, samambaias, periquito jandaia, ouvir o badalar das palhas, respirar ar puro, contemplar o reflexo dourado da lua no espelho das águas.

Obrigado mãe gentil, paz, luz e bênçãos.

Aos teus dirigentes, serenidade, sabedoria, desapego da vaidade, ética, comprometimento com a cidade, só assim, teremos progresso e prosperidade, educação, cultura e igualdade.

Abençoada seja, querida matinha.

Vamos festejar com alegria neste sublime dia, brilhos, cores, desfiles, esperança, rojões e felicitações, com harmonia e união em homenagem a nossa terra adorada, merecedora de uma bela e calorosa alvorada.

Parabéns Matinha, parabéns povo matinhense.

MATINHA FOI EMANCIPADA EM 31/12/1948 ATRAVÉS DA LEI 267/48 – (MARCO DA FUNDAÇÃO); 15/02/1949 – DATA DA CONSOLIDAÇÃO E INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MATINHA (ANIVERSÁRIO).

MATINHA, TERRA ENCANTADA

Autor CésarBritoImagem de Internet

Guardiana

Nas águas do Piraí…

Luar de prata, índios se abrigam lá na mata,

Desbravadores viajantes se encantam com a beleza,

Dessa terra verdejante, lindos campos, Cacoal e exuberante mangal;

Mata frondosa, paparaúba, ingá, cajá, bacuri, bacurizinho, goiaba araçá,

Terra gloriosa, caneleira, Axixá, sumaúma, Ervacidreira, jatobá,

Mata nativa, mata formosa, Enseada da Mata, mata, Matinha,

Subia o Genipaí a tribo dos Criviris, sob as águas do Caiada descansa Jaibara, sombra, água fresca, cachaça tiquira e juçara;

Caboclo meche a farinha com suor e alegria, parcela que teve o negro, com trabalho e devoção, importante integrante dessa miscigenação,

Levanta Santa Maria, o melaço belo dia, Vida doce, que alegria,

Esperança e Boa Fé abençoa Frei Antônio o Engenho Nazaré,

Enseada Grande no Lago Aquiri, tudo é lindo por aqui, capim boiador, agapéua, língua de vaca, pajé, orelha de veado, brilha arroz do campo, Balcedo, espelho d’água que encanto, espia o rosto mãe Iara, Reforma, Jacarequara, Sembal, Os Paulos, Charalamba, Cotias, Curral de Vara, São José dos Araras e também Ponta da Capivara,

Em São José de Bruno tem Felicidade, Antônio Augusto que saudade, meu padrinho sua benção, que Deus te guarde nessa nova dimensão.

Poucos lembram de Osmundo e Marco Camaleão, da passagem de um rio, muitas águas no grotão, resta ainda uma ponte que um dia foi passagem, no tempo uma viagem, para aqueles que ainda lembram, apenas recordação, pois a mata recobriu onde foi habitação,

Meia Légua, Malhada Grande, Caminho do fio, em Cafusa é beira campo e Roque ainda tem peixe e bastante algodão do campo, por lá canta bem-te-vi, bico de brasa, Curica e Bico de Ferro, menino, pé no chão, pé de moleque, pé de chinelo, saliva doce caramelo, sobe a Rampa dos Meireles até o alto da pedra, Monte Cristo, suplica meu Bom Jesus, Graças, Aleluia, Azevedo, Salva Terra agricultor, boa safra está por vir, te apega a Santa Rita, Santa Tereza, São Francisco, Contenda, esperança e Bom Fim, Valei-me meu Santo Antônio, São Raimundo, São Caetano, abençoa quem aqui está, quem já esteve e quem está por vir,

Ponta Grossa de Baiardo, Campinas, Coroatá, Nova Brasília, Cabaceira, Preguiças, Roma e Mendonça e até Ponta do Chá, Olho D’água, Palestina, Enseada do Cajá, Belas Águas, Santaninha que lugar,

Ilha Bela, Ilha Verde, São Rufo, Tronco, Primavera, Rodrigues, Ilha do meio, tem também, São José dos Gaspar,

Galego, Simeão, Jacuíca, Itapera e João Luís, “êta” povo feliz,

Do Chulanga, Tanque, Caranguejo, Vilinha ao Itãns, são famílias coirmãs, tios, tias, irmãos, irmãs, boiadeiros, doutor, agricultor, pescadores e tecelãs, formam o misto de um povo, alegre e hospitaleiro, deste lindo pedaço de chão do nordeste brasileiro, olhos presos no futuro, consciente do esplendor, denota satisfação a sua consecução, olhos voltados pra beleza, ouvidos musicais, criativo com a arte, alegria nos carnavais, felicidade pelo ar, sob a sombra dos mangais, por amar e ser amado, alegria de viver, nos realça o prazer desta terra conhecer como surgiu como vai ser, assentadas por escrito e nas mentes dos antigos, testemunhas dessa história, registrada nos anais. Só peço a São Felipe, Santa Isabel, Santa Vitória, que proteja esse povo, suas águas, nascentes e mananciais, suas matas, sítios e mangais, mãe natureza agradece esses filtros naturais, consciência e atitude, é o que falta pra essa gente, olhos firmes para frente, coração cheio de amor e um rosto sorridente, respeitar a natureza é premissa de quem sabe o que é bom pra se viver em paz e harmonia como um simples passa tempo, nesta terra encantada, neste solo matinhense da baixada maranhense.

PADRE GUIDO: um homem digno de Palmas

Autor João Carlos

Estávamos na segunda metade da década de 60. O mundo vivia um turbilhão de mudanças: a guerra fria entre os Estados Unidos da América, e URSS – União das Republicas Socialistas Soviéticas-, além do conflito bélico no Vietnam, mostrava uma nova face, o controle do espaço; na China, Mao Tse Tung, instituía a Revolução Cultural; Beatles e Rolling Stones, estavam no seu auge; o modo hippie de viver era a grande discussão na sociedade, vivíamos a época dos grandes movimentos libertários.

No Brasil, os anos de chumbo, instaurados com a deposição de João Goulart, e iniciando a sequência de generais na presidência, traziam o terror para estudantes, artistas/intelectuais, políticos de esquerda e trabalhadores. Foram proibidas as eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos das capitais. O lema da nação era, “Brasil, ame-o ou deixe-o”.  

No Maranhão, começava o governo de um jovem intelectual, chamado José Sarney, que vencera a eleição, se dizendo a novidade, contra as velhas oligarquias, representadas por Vitorino Freire.

Em Matinha, o novo também apareceria, após duas derrotas para o grupo adversário, os Silva Costa, ascendem à prefeitura da cidade, que fora emancipada em 1948, representando a oposição, o dr. Francisco das Chagas Araújo.

Nesse cenário, chega a terra das mangas, cidade ainda moçoila, um jovem padre italiano, homem moldado e enviado por Deus, para pastorear a paróquia de São Sebastião, filiada à diocese de Viana, o Pe. Guido Palmas.

Nascido na cidade de Segariu, região da Sardenha – Itália, o nosso querido pároco tomou posse, no ano de 1967, ficando até 1973, quando por motivos pessoais teve que voltar a sua terra natal, deixando para o povo matinhense muita saudade, carinho, respeito e admiração.

Mesclando oração e ação, Pe. Guido protagonizou episódios e atos que foram e continuam sendo essenciais, em diversos aspectos, como por exemplo, educação, trabalho, moradia, transportes, etc., não só para Matinha hodierna, mas com reflexos em toda a Baixada Maranhense.

Possuidor de invulgar conhecimento do processo civilizatório, este humanista, tornou–se padre em julho de 1954; foi vigário das paróquias San Jorge Martir, em Quartucciu, Sardenha, de 1954 a 1959; de S. Elia em Cagliari, de 1959 a 1963, e ainda, de Santa Barbara, em Sinnai de 1963 a 1967.

Chega ao Brasil, em 1967, numa remota cidadezinha, do interior do Maranhão, um estado paupérrimo do nordeste, onde a carência grassava em todos os fundamentos, exatamente para cumprir com a missão que lhe fora ordenada pela igreja, “Fidei Donum”, para missões em continentes mais pobres.

Buscou, logo após sua posse, juntar na forma da cruz de Cristo, a verticalidade do amor ágape, a Deus; com a horizontalidade do amor philia, aos seres humanos; independentemente do seu credo. E pôs as mãos no arado.

A história perpetua então, registrados pelo livro Paróquia de São Sebastião em Matinha: “50 e mais anos da história da nossa fé”, muitas das ações desse missionário europeu em terras do Maranhão, que eu tentarei resumir, mas que sei, tenho certeza, não conseguirei, pois foram superabundantes as atividades, os serviços, as peripécias, protagonizadas por este homem, o italiano Pe. Guido Palmas, (perdoem a redundância), digno de ser homenageado com palmas, milhares de palmas.

Seu batismo nas tarefas   pastorais (segundo relato das professoras Maria Vitoria França Nunes, Maria do Socorro Neves Silva, Marly Silva Neves e Euzébia Silva Costa), deu-se com os festejos de São Raimundo Nonato; a partir desse ato desdobrou-se dia a dia, numa memorável e profícua campanha em prol da terra e região que fora escolhida para trabalhar.

Criação, com apoio do prefeito de Matinha, do Jardim de Infância São Sebastião; visitas as comunidades de Sacaitaua, São Rufo e João Luís; reforma e ampliação da igreja matriz; escolha para diretor do Ginásio Bandeirantes, criado pelo governo estadual, até então um sonho para os matinhenses, que desejavam continuar seus estudos do ginasial, sem sair cidade.

Primeiro encontro de catequistas dos povoados Coroatá, Itans, Boa Fé, São Felipe, Aquiri e Piriaí; realização da procissão de Corpus Cristi; instalação com a ajuda de sua irmã Bruna, da disciplina Técnicas Agrícolas, objetivando que cada aluno do recém criado Ginásio, confeccionasse uma horta caseira; além da instalação de um laboratório na referida escola.

Eu ainda lembro, embora pequeno, mas já curioso, o meu olhar espantado, ante as novidades das provetas e utensílios do laboratório, bem como a visão de legumes alienígenas até então pra mim, e toda a Matinha, como berinjelas e pepinos de metro, introduzidos e cultivados nas referidas hortas.

Os fatos elencados, só reafirmam, corroboram, a visão progressista, social e vinculada aos menos favorecidos, que este italiano, proveniente de um mundo diferente, com parâmetros de desenvolvimento bem acima do que agora tomava contato, operacionalizou para o cumprimento da sua honrosa missão.

Campanha para a criação da escola “João de Barro”, projeto do governo estadual, em Matinha; efetivação de um internato para que jovens de baixa renda, oriundos  dos povoados, pudessem  estudar em escolas da sede; organização de cursos através da paróquia, visando que rapazes e moças  entrassem no mercado de trabalho; construção da casa chamada Fraternidade, para que  catequistas pudessem ter uma melhor formação; incentivo à construção de cemitérios nos povoados, permitindo  que entes queridos pudessem ser sepultados mais próximo dos familiares.

De todos estes atos, outros três eu considero como fundamentais para a realidade do nosso povo, de notável e duradoura repercussão para o futuro, colocando o Pe. Guido na categoria não só de um fervoroso homem de Deus, como também de um visionário, uma pessoa de percepção além do seu tempo.

Sua articulação em conjunto com Dom Hélio,  na construção da estrada Viana-Arari,  um embrião do que hoje denominamos  MA 014; o estimulo à edificação de casas para famílias de baixa ou nenhuma  renda, efetuando  convênios com entidades italianas, proporcionando a estes,  habitações dignas; e por último a ajuda na criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais  de Matinha, uma entidade que serviu  e ainda hoje auxilia a defesa dos trabalhadores rurais na sua luta por melhores condições de vida.

Este é apenas um pequeno resumo da belíssima e enobrecedora história deste digno pastor, sua trajetória entre nós, e o quanto fez pela cidade e povo de Matinha.

Queremos portanto, desejar vida longa ao Padre Guido Palmas, confrade com muito orgulho na Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), onde ocupa a cadeira de número 20, patroneada por Raimunda Ferreira Silva.  Que a sua vida e obras sejam pra sempre amadas e valorizadas, e as bênçãos de Deus se derramem sobre ele e seu profícuo ministério.

Palmas, intensas e copiosas palmas, ao pe. Guido Palmas.

Obituário Matinhense

Obituário Matinhense

Autor João Carlos

Hoje, dia 2 de novembro, Dia de Finados, acordei lembrando Papai, Juvêncio Capijuba, do cheiro (cheiro?) do seu molheiro, das batidas no flandres quando preparava as lamparinas, das suas canções, das pescarias de anzol no igarapé.  Lembrei-me das histórias (causos) de Miguel Brito, do carinho de tia Terezinha. Da carne vendida por Machado, de Nézio Jaburu, o maior pescador que conheci. Do bilhar de João Lima, da voz de Ribamar de Nhozão, de Corujinha, das articulações de Juarez Costa, e da calma de Antoninho Costa: meus amigos, de Zé Aroucha, estrategista, da bela caligrafia de Antonio Pedro Brito, Dr. Araújo, Nhonhô Barros. De tia Ana e Vicente Teixeira, Misael, de Manoel Teixeira, Marisa e Flávio Moraes, e sua relação de amor e ódio com Ana Rita no hospital, João Perna, Luis Dotô, Tatá e Maria Baixinha, Baiardo, Zé Pecuapá.  

Lembrei Cantidio, Tatico, Gordura, Roberval, Pitoca. Das pregações de Zé Conceição, dona Vicência, Romana, Zé Carlos, Seu Alcebíades, Marcos Aires. Do amem tríplice do Rev. Amaral: inigualável. Do amor e do carinho do Rev. Adiel por minha família, do futebol de Zé Raimundo de Jiruca, Maria Teixeira, Manduca e Puca, Antonio Augusto, Antonio Rola e Antonio Bolinha, tio Raimundinho de Belas Águas, Zé Raimundo Legó, João Neto, Leonardo, João de Mico, Forra Preta, Paturi, Janeiro, Silvino Rodrigues, e suas impagáveis gargalhadas nos velórios, João Diba,  Durvalzinho, João Gaguinho, Walbinho de Olinda, Teodomiro, Zé Preto, Diolinda, Belinha Soeiro, Floripes, Zé Pedro de Ventura, – de Bastião do Mangá, Venceslau do Galego e Barroso, – os três Sócrates de Matinha (quem conhece Filosofia Antiga, apreende).

Lembrei de Isaias Irara, Prisco do São Raimundo, Lalau, (ou Chico?), – todos conhecemos a piada-, Lidoca, Zé Maria de Itans, do conhecimento de Aderson, Didica, Zé Rico, Barnabé, Joaquim Tangará e João Costa, da Boa Fé. Tio Heráclito, – João Pombeiro, Seu Jerônimo, Maçica, Zé Meireles, Siriaco, chamado de fueiro, D. Angela, Teodomiro Penha, Mundiquinho Viana, Pereira da usina, Apolinário, Crispim: fui longe-. Santinho de Chico Quatrolho, Ataíde, “talihoo”, Raimundinho Barata, do caminhão de Juca Amaral, Titinha, Aniquinha, Zilda, Justina.

Lembrei das partidas de xadrez com Eldo RoneLuis e Matias Sousa, Silvestre Mendonça. Das Toyotas de Eugênio Furtado, Dioclécio Galvão, Jorge Galvão, Ademir e João Soldado, Joquinha, Clistenes e Raquel Amaral, Débora, Dolores, Léia, D. Glaci, Zé Morgado, Dico Solha, João Berredo, Dudu Mota, Zé da Caema, meu compadre, João Preto, Brás e Marcelino Costa, Doninha, Bima, Santoca, Henrique, Livramento, Nonato Padeiro, Getúlio, Oscar, Zé Fininho, Zé de Teotônio, Jeferson e Bajeba, Zé Borges, Joventina, Joca e Ana Maria de Aliete, Mambó, Pupu, Edgar, Domingos Marques, Raimundo Pito, Zeferino Farinha Boa, Raimundo Cutrim, Teodora e Nonato Costa, Mundico Lima, D. Nhadica e Rita. Ainda, João de Dico e Das Dores, Tio Barbosa, Aquino, Augusto de Afra, Escolástica, Nazaré de Chico e Nazaré de Lucilia, Maria Euzébia, Daziza, e suas mãos abençoadas.

Lembrei de Zé Prego, Adofina, do gosto musical de Gedeão, Juvencinho, meu” Mano”, João e Onésimo de Desidério, Zé Pedro de Chico e Neném de Bijoca, trocadores de cavalo. Dedé Cofo e João de Nem, Antonio Joacy, Zeruia e Dedé, Flávio Penha, Cel. Eurípedes e suas tiradas, Nego e sua mãe Ducarmo de Beatriz, Onésimo Tinga, Ribamar Ribeiro e suas sacadas “geniais”. De meu compadre Dominguinhos de Boa Fé, Valdo,  Joca Quarenta, Carlos Cesar, Marcio Amaral, Claudio, Saco Jr, que pra mim era  “Zaco Jr”, de Demóstenes.  Dos “palavrões” de Wilson,  Benedito de Grisosto, Augusto Teixeira, do trombone de Costinha, Nonato e Dondom, João Heráclito, (“Bolinha”) e meu companheiro do xadrez, Hercules. Das duas Mudas e o Mudinho, Cirilo Mendonça, Joaquim Bocá, Manoel Costa da Campina, Zé Berredo Novo e  Velho, Carrapicho, D. Roxa, Domingos Serra, Rubem e Regina, Abraão do Coroatá, Sivirino, Maneco Sena, Seu Dico Sena, Benedito de Osvaldo, e sua alegria em falar de política, Cherré, Chengo e Ribamar Fofinho, Canem, e sua lancha, D. Raimunda Furtado, Mundiquinho Ribeiro.

Lembro de Dr. Messias, amigo, companheiro, Tancredo Ferreiro, Dona Biluca, Ribamar Pinguinho, Benito, “Arroiz de Pranta”,  Leonice, Zé Furtado, D. Joana e  Boaventura, contador de causos, Benedito Veloso, D. Jerusa, Carpina, Nilo, D. Tonica,  Chinga,  Ulisses Silva, Gaida, João Diniz, Manoel Silva, Rocha. Da D-20 de Zezé Veloso, Raimundo Leal,  de Camu e Norberto, amigos  e anjos da guarda de papai. De tio Sinhozinho,  Babita, Coronel, Maria Berredo, primeira professora,  D. Aliete, Coló, Matico, tia Ninita, Zé Oliveira, Lucas Seixas, Anastácio, João Barqueiro, Ana de tio Barbosa, Netinho, Ninrod Cutrim, Jackson, Pretinho e Gilvan, Binas e Saint Clair de  Itans, Zezeca de Ilha Verde, Nicácio, Gonzaguinha, Chiquinho, Duduzinho,  Antonio Fonseca,  Chucheta, Vico, Professora Didi,  Canguelo,  Zé de Lelis, Nizinha, Valderez, mais que amigas, irmãs, de mamãe. Pixilau, D. Raquima, Juju Silva, Abraão e Bastião de Bita, D. Josefa, Raimundo Abel, Raimundo Silva Costa, João Soeiro, Domingos Ferreiro, D. Noeme, Alberice, Justino Cutrim, e sua celebre frase do tanque, D. Pedrolina, Ulisses motorista, Ivanildo Sousa, Geraldo, Zé Maria Serra, Sisnandes, Paulo Gogo, Borel, tio Gregório Ferreiro, Rogenis e Rogivaldo, Tutuca.

Por último, mas não em último lugar, minhas duas mães: Ana Rita, Mãe Ita, Them, (assim eu a chamava), – nunca entendi o porquê-, a pessoa mais despojada que conheci, fazia da profissão um sacerdócio, atendia a todos, independentemente de cor, religião ou condição social e financeira, adorava o que fazia. Indescritível sua dedicação e amor ao próximo. Vereadora por três legislaturas, seu slogan era “A amiga certa das horas incertas”, nada mais verdadeiro.  Conduziu à vida, segundo meus cálculos , mais de 4 mil crianças, não lembro nenhum óbito de alguma mulher grávida. E Maria de Lola, minha mãe biológica, uma leoa na defesa dos seus, um amor devotado, paixão sem limites, palavra de afeto sempre nos lábios, vida dedicada aos filhos, marido e a Deus. Sem contar o peixe no leite de coco, feito por ela, imitado, mas nunca igualado.

Devo ter esquecido muitos nomes,….  Mas esses que citei, são personagens da minha infância, mocidade e também da fase adulta. Ficaram como diria Carlos Drummond de Andrade: “… Na vida de minhas retinas tão fatigadas”. Também no coração. Lembranças indeléveis, reminiscências abençoadas, contraditórias: tristes e belas recordações.  A eles, seus descendentes, amigos, saudosistas como eu, minhas sinceras homenagens.