UEMA promove a VIII Semana Acadêmica das Ciências Agrárias

Em 12 de setembro de 2019 0:27

Ocorrerá no período de 17 a 20 de setembro, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a VIII Semana Acadêmica das Ciências Agrárias, com o tema “O PROFISSIONAL DAS CIÊNCIAS AGRÁRIAS: Desafios e Perspectivas”, envolvendo os cursos de Agronomia, Engenharia de Pesca, Medicina Veterinária e Zootecnia.

O evento conta com uma programação diversificada, visando o intercâmbio de conhecimentos relacionados com a área das Ciências Agrárias, como complementação extracurricular para os discentes e docentes dos referidos cursos, bem como a interação com docentes de outras universidades, profissionais, empresas e a comunidade em geral, com a visão para as novas tecnologias, a inserção destes no mercado de trabalho e contribuir para a formação ou atualização destes profissionais.

O tema é muito importante para os baixadeiros, pois é sabido que a assistência técnica no campo é fundamental para o desenvolvimento sustentável da Baixada Maranhense; a exemplo de vários arranjos produtivos como hortas comunitárias e nas escolas, criação de peixes, abelhas, ovinos, caprinos e outros. O tema chamou bastante atenção  dos forenses, especialmente dos estudantes de Ciências Agrárias do Instituto Federal de Educação – IFMA/Maracanã, David Cutrim, que é membro da diretoria do Fórum em Defesa da Baixada (FDBM) e Leuzanira Furtado, a Rainha das Expedições do FDBM. 

Destaca-se, ainda, o envolvimento dos gestores do Projeto Bosques na Baixada, os doutores José Ribamar Gusmão Araújo e Jucivan Ribeiro Lopes., que são professores do curso de Agronomia da UEMA.

O FDBM deseja que a VIII Semana Acadêmica das Ciências Agrária seja coroada de êxito.

Mais informações no www.cca.uema.br.

Fonte: https://www.uema.br/2019/07/uema-realiza-a-viii-semana-academica-das-ciencias-agrarias/#prettyPhoto

Dia de Campo na Comunidade de Santa Luzia em Peri-Mirim

Em 28 de agosto de 2019 3:17

O evento será realizado no dia 04 de setembro de 2019, a partir de 7 horas da manhã na Comunidade de Santa Luzia, em Peri-Mirim-MA. A comunidade inclui 10 (dez) famílias de pequenos agricultores que produzem: milho, cebolinha, quiabo, alface, vinagreira, cheiro verde, coentro, melancia, entres outros. A atividade é desenvolvida em parceria com a AGERP – Pinheiro, sob a coordenação do Engenheiro Agrônomo Teresinho Alves, que é natural de Per-Mirim. O trabalho conta com o total apoio do gestor da Agerp – Pinheiro, Rodrigo Belloti e da presidente estadual da Agerp, Loroana Coutinho de Santana.

Agrônomo Teresinho Alves e Daniel, líder da Comunidade

Daniel enfatizou que “antes da intervenção da Agerp, a gente trabalhava como nossos pais e avós, roçando e queimando as árvores, nem se sabia o que era cultivo sustentável, que causava danos ao solo e a produção era pequena. Com as práticas aprendidas, conseguimos melhorias não só para nós, mas para toda a população vizinha que pode olhar e fazer igual”, disse o agricultor, líder comunitário e multiplicador da tecnologia repassada pela Agerp.

Na última segunda-feira (dia 26/08/19), após comunicação com o agrônomo Teresinho, visitaram o local, os representantes da Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense (ALCAP) e a Presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM).

Representantes da Comunidade, da ALCAP e FDBM

Os visitantes ficaram surpresos com a beleza das verduras e hortaliças, cultivadas com a aplicação de técnicas modernas de agricultura e comprometeram-se em divulgar o evento, a fim de que mais pessoas possam conhecer o brilhante trabalho desenvolvido pela Agerp, o qual está sendo muito bem aceito pelas comunidades, além de estar sendo fator de desenvolvimento e segurança alimentar das pessoas.

O Fórum da Baixada promoverá eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal

Em 19 de agosto de 2019 20:46

Fórum da Baixada em Matinha

A votação será realizada no Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping, às 15:00h do dia 28 de setembro de 2019 (sábado). A eleição para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal será realizada por votação direta e secreta para um mandato de 2 (dois) anos., conforme Edital.

A Diretoria Executiva é o órgão de representação da Sociedade em Defesa da Baixada Maranhense, eleita simultaneamente com o Conselho Fiscal, e será constituída do Presidente, primeiro Vice-Presidente, segundo Vice-Presidente, Primeiro e Segundo Secretários e Primeiro e Segundo Tesoureiros. O Conselho Fiscal é constituído por 3 (três) membros efetivos e seus respectivos suplentes.

As chapas que concorrerão à eleição serão compostas para todos os cargos previstos no Estatuto e poderão ser registradas até 72 (setenta e duas) horas antes da data do pleito, mediante comunicação à Sociedade em Defesa da Baixada Maranhense e em 24 (vinte e quatro) horas antes da data da eleição, deverá ser dada publicidade sobre a composição de todas as chapas inscritas, conforme Edital.

Logo após a proclamação do resultado da eleição da nova Diretoria Executiva e do novo Conselho Fiscal, os membros eleitos serão empossados.

Na oportunidade será promovido o relançamento da 2ª edição do Livro Dicionário do Baixadês, de autoria de Flávio Braga, primeiro presidente da Sociedade, pela relevância do tema para divulgação das peculiaridades da Baixada Maranhense e Exposição dos Livros do Selo FDBM.

A atual presidente da Sociedade, Ana Creusa Martins dos Santos, informou que não concorrerá à reeleição e que deseja boa sorte à nova Diretoria do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), bem como agradece a colaboração e compreensão de todos.

Fórum da Baixada: Retrospectiva 2018

Em 22 de dezembro de 2018 4:51

Read more

O Fórum da Baixada é “Gente que Faz”

Em 30 de novembro de 2018 19:08

O Fórum da Baixada em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM participou do 1.º Fórum de Desenvolvimento Regional do Programa Liderança para o Desenvolvimento Regional – Líder Litoral Ocidental, realizado no município de Cururupu, no último dia 29/11/2018. O evento foi promovido pelo Sebrae/MA, com a participação de prefeitos e líderes municipais da microrregião do Litoral Ocidental Maranhense.

Além dos líderes dos 11 municípios, participaram do encontro  os prefeitos da microrregião, a gerente de políticas públicas e desenvolvimento territorial do Sebrae Maranhão, Cristiane Correa, a gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Graça Fernandes e o Diretor Superintendente do Sebrae Maranhão, João Martins, incumbido de realizar a abertura oficial do evento.

Na ocasião, a Presidente do FDBM, Ana Creusa Martins dos Santos, proferiu palestra sobre a Constituição e Projetos da Sociedade em Defesa da Baixada Maranhense, dentro no tema “Gente que Faz”.

A Presidente discorreu sobre as atividades de constituição jurídica: registo em cartório do Estatuto da Sociedade; inscrição no CNPJ, abertura de conta bancária, entrega de declarações, certidões negativa e planejamento estratégico.

Na sequência, detalhou os projetos em andamento, como: Diques da Baixada; Academias na Baixada; Bosques na Baixada, Desenvolvimento Institucional, bem como a contribuição na edição de obras literárias, como o Livro Ecos da Baixada.

Aproveitou a oportunidade para discorrer sobre as expedições do FDBM que têm sido fonte de conhecimento e divulgação das demandas da região.

Ao final, ocorreu um profícuo debate, em que os presentes dirimiram suas dívidas sobre os projetos, com troca de experiências exitosas.

Usando da palavra, o Forense e Superintendente do Sebrae, Dr. João Martins, reafirmou seu apreço e satisfação em fazer parte do FDBM, bem como sugeriu que o Fórum dos Guarás seguisse o exemplo do Fórum da Baixada, com a consequente formalização e adotasse algumas bandeiras de luta, como a consecução da Ponte sobre o Rio Pericumã, por exemplo.

O interesse foi geral, especialmente pelo Projeto dos Diques da Baixada, Academias na Baixada e sobre o Projeto Paricás em Paricatiua. O encontro foi uma experiência exitosa para o FDBM, especialmente pela troca de informações, pois a busca pelo aprimoramento é urgente e necessária.

 

A fronteira dos invisíveis

Em 30 de agosto de 2018 17:55

Maria da Conceição dos Santos Arrais, natural de São Vicente Férrer – Maranhão, lançou, no último dia 28/08, a obra A fronteira dos invisíveis, durante o VI Congresso Internacional de Núcleo de Estudos das Américas, que teve como tema: América Latina e o Mundo Globalizado, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ.

O trabalho decorre da transformação em livro de sua Monografia no curso de especialização em “Fé e Política” realizado em Brasília. Na obra, Maria da Conceição Arrais, relata a saga  de 30 (trinta) jovens vicentinos que trabalharam em canaviais de São Paulo e Minas Gerais, em condições análogas às condições de escravo. 

A partir de uma visão sociopolítica e educativa, a autora analisa a carência gerada na vida rural, especialmente na Baixada Maranhense, fomentadora da escassez de trabalho, que leva o pai de família aos canaviais da região sudeste. Fenômeno este que se verifica em outros estados e são desencadeadoras do êxodo rural.

Com a sensação de dever cumprido por estar dando sua parcela de contribuição para denunciar e combater o flagelo do êxodo rural, bem como as condições degradantes de trabalho a que seus conterrâneos são submetidos, Maria se emociona e declara: “Confesso que estou vivendo dias de muita emoção e expectativa! De fato, um projeto ousado, porque não contava que fosse possível concretizá-lo!” 

Os livros chegarão a São Luís no início de setembro e estarão disponíveis para venda na Livraria AMEI no São Luís Shopping. 

Fórum da Baixada em Matinha: um dia inesquecível

Em 30 de agosto de 2018 2:57

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM reuniu-se no último domingo, 26/08/2018, no município de Matinha para falar de seus projetos. Dentre eles, a construção dos Diques da Baixada, a instituição de Academias na Baixada e a criação de Bosques na Baixada, como o Bosque de Paricás em Paricatiua.

Foi uma excelente oportunidade para conhecer os projetos do FDBM, ouvir palestras de alto nível com o Engenheiro civil Alexandre (TCE); o Professor Mestre Manoel (UFMA) e com o Prof. Dr. Gusmão (UEMA) e, também, para dirimir dúvidas e colher sugestões sobre projetos ambientais, ressaltou a Profª do IFMA/Maracanã e vice-presidente da Academia Matinhense, Edileuza Brito.

Foi organizada uma concorrida expedição que saiu de São Luís às 04 horas da manhã, em um confortável ônibus cedido pela Universidade Federal do Maranhão. A Academia Perimiriense também organizou expedição. As expedições foram recebidas no Povoado Ponta Grossa pelos anfitriões Ângela e César, ocasião em que foi servido um delicioso café da manhã.

 O evento iniciou-se com a execução do Hino do Município, na voz de Simão Pedro, cantor lírico e membro da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras – AMCAL, que foi acompanhado pelos matinhenses – um momento de grande emoção.

Os presentes foram saudados pelos chefes dos poderes executivo e legislativo, pela presidente do FDBM e pelo Presidente da AMCAL, que destacaram a importância do encontro.

A primeira palestra foi sobre os Diques da Baixada, em que Dr. Alexandre Abreu que destacou a necessidade da construção dos diques com a dupla finalidade: reter a água doce nos campos por mais tempo, evitando o flagelo da seca, bem como conter a invasão da água salgada nos campos, que seria um desastre para o ecossistema da Baixada.

O interesse sobre o tema dos Diques da Baixada foi geral, com vários questionamentos e sugestões, inclusive que se faça uma Carta-Compromisso, que seria assinada pela classe política da Baixada, bem como exibir vídeos de animação sobre o tema, a palestra foi encerrada com um sonoro: “Diques da Baixada Já”!

Na sequência foi apresentada uma dança portuguesa, que na ocasião recebeu um certificado de reconhecimento, fornecido pelo Ministério da Cultura. Ao meio-dia foi servido um delicioso almoço.

No início da tarde, houve a palestra do Prof. Manoel, Coordenador do Curso de História da UFMA e gestor do Projeto Academias na Baixada, destacando a importância da criação de academias na Baixada. Segundo o forense e membro da AMCAL, João Carlos da Costa Leite, “o mestre chamou atenção pela sua empatia com o público, pela capacidade de usar palavras mesclando o erudito e o popular, explicando ou indicando léxicos desconhecidos para pesquisa”.

A última palestra foi sobre “Paricás em Paricatiua”, proferida por Dr. Gusmão Araújo, ele explicou que o projeto visa o plantio mudas de Paricás no povoado cujo nome significa abundância de Paricás, porém, a planta foi extinta do lugar. Ao final, o palestrante doou duas mudas de Paricás ao anfitrião do evento, César Brito, bem como se disponibilizou a ajudar na formação de um Bosque de Mangueiras em Matinha. A ideia foi prontamente aceita pela Prefeita Linielda, presente durante todo o evento.

Para encerrar, com chave de ouro, houve a apresentação do Tambor de Crioula, oportunidade em que muitos “caíram na dança”. As manifestações culturais deram um brilho especial e foi motivo de confraternização entre os convidados.

O sucesso do encontro originou poesias, palavras de agradecimentos e vários sentimentos de gratidão ao município, à prefeita e sua equipe, aos forenses, aos expedicionários, aos palestrantes e aos anfitriões, registrem-se algumas manifestações:

1) “Um dia memorável, de muito aprendizado e um grande exemplo de união e força parabéns Forenses, Parabéns baixadeiros e VIVA A BAIXADA MARANHENSE” – Leuzanira Furtado;

2) “Nosso encontro foi poético! Com todos os sentidos polissêmicos possíveis… Sinto-me particularmente feliz” – Zilda Cantanehese;

3) “O último domingo de agosto de 2018, ficará deveras nas memórias e corações destes baixadeiros e baixadeiras que fazem, vivem; são protagonistas e sujeitos de suas histórias. Avante FDBM” – Zilda Cantanhede;

4) “Ficamos encantados com tanta beleza do lugar, agradecidos pela acolhida e deslumbrados com tanto conhecimento adquirido no dia de ontem, obrigada a todos, parabéns pele o excelente evento” – Leuzanira Furtado;

5) “Obrigado por ter nos proporcionado um dia tão feliz em seu Santuário Ecológico. O meu presente de aniversário hoje recebi ontem, por ter conhecido tanta gente inteligente e inspiradora, cheia de ideias e entusiasmo” – Gusmão Araújo;

6) “É com sentimento de realização e muita satisfação, enquanto Prefeita da minha amada Matinha, que agradeço de coração a todos que estiveram presentes no evento deste domingo, em Ponta Grossa”- Linielda;

7) “O Fórum deu um grandessíssimo passo na realização desse evento em Matinha. O Fórum, na sua administração, tá ainda mais com a cara da Baixada…Eu sempre digo que este órgão tem que pensar a Baixada a partir da Baixada, e não a partir de São Luis…viva a nossa presidente Ana Creusa” – Jaílson Mendes;

8) “Hino de Matinha cantado a capela e os matinhenses sabem o hino do seu município. Lindo lindo. Simão Pedro e o coral de vozes” – Elinajara Pereira;

9) “Obrigado, mais muito obrigado mesmo, pela oportunidade proporcionada por você, amigo César, de nós fazer conhecer um ambiente tão lindo. Obrigado pela afetividade das pessoas, que marcaram com carinho e encanto o nosso encontro” – Francisco Viegas;

10) “Dentre tantos êxitos, feitos de alta relevância, conseguidos pelo FDBM, este domingo se tornou o marco da consolidação dos propósitos e ideias de até nobilíssimo Fórum. Pelo que pude ver através dos relatos, não tenho dúvidas, só lamento não poder estar presente, dado a compromissos da minha missão Pastoral. Fica aqui o meu registro de aplausos apoio e de parabéns a todos que de uma ou outra forma contribuíram para tão grande evento. Oxalá todos os administradores públicos dos municípios abrangidos juntassem forças o tenham no coração esse ardor que hoje é patente na vida e ação dos forenses. Parabéns mais uma vez aos bravos e destemidos forenses” – João Silveira e

11) “Desejo a todos, muito estímulo para seguir crescendo e aprendendo continuamente.  Os meus mais sinceros agradecimentos!” – César Brito, anfitrião do Evento.

Foram tantas manifestações de carinho que o FDBM só tem palavras de agradecimentos aos matinhenses, forenses e todos que compareceram ao Santuário Ecológico de Ponta Grossa, para demonstrar interesse pelos temas que ajudarão no desenvolvimento da Baixada. Viva a Baixada!!

FDBM em Matinha

Em 23 de agosto de 2018 21:29

No próximo domingo, dia 26 de agosto, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) estará no município de Matinha, no Povoado Ponta Grossa – Sítio de César Brito § Ângela, para um ciclo de palestras e debates sobre os Diques da Baixada; Academias na Baixada e sobre o Projeto Paricás em Paricatiua. As palestras serão proferidas pelos renomados especialistas, os forenses: Alexandre Abreu, Manoel Barros e José Ribamar Gusmão, respectivamente.

Além da oportunidade de conhecimento sobre os projetos de interesse da Baixada, o evento é uma oportunidade para confraternização entre os baixadeiros, que serão agraciados com várias atrações culturais do município.

Os forenses residentes em São Luís sairão em expedição para Matinha, com saída prevista para as 04 horas da manhã, com local de encontro na Prefeitura do Campus do Bacanga da Universidade Federal do Maranhão – UFMA.

O município de Matinha foi selecionado para sediar o encontro por reunir o maior número de associados do FDBM e por ser pioneiro na implantação da academia de ciências, artes e letras, dentro dos princípios do Projeto Academias na Baixada.

PROGRAMAÇÃO

Horário                 Atividade
09:00h Acolhida da Expedição no Sítio pelos proprietários.
09:15h Abertura do Evento: pelos chefes dos poderes Executivo e Legislativo do Município de Matinha, Presidente do Fórum da Baixada; Presidente da Academia de Matinha.
10:00h Lanche
10:30h Palestra sobre o Projeto Diques da Baixada. Palestrante: Alexandre Ayton Muniz Abreu, forense, Engenheiro Civil, Auditor Estadual de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.
11:15h Atração cultural
12:00h Almoço
13:00h Atração cultural
14:00h Palestra sobre o Projeto Academias na Baixada. Palestrante: Manoel de Jesus Martins Barros, forense, Historiador, Coordenador do Curso de História da Universidade Federal do Maranhão.
15:00h Palestra sobre o Projeto Paricás em Paricatiua. Palestrante: José Ribamar Gusmão Araújo, forense, Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia (Horticultura), professor do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade da Universidade Estadual do Maranhão.
16:00h Atração cultural e encerramento

 

Um novo olhar sobre a Baixada Maranhense

Em 24 de junho de 2018 8:36

São quase 18 mil km² de diversidade única, encravada no coração do Maranhão, na porção mais ao norte do Estado. Uma planície baixa, de onde provém sua denominação, que forma o mais rico bioma maranhense. Cultura, costumes, tradições, culinária, fauna, flora, clima e sua gente dão características peculiares a essa região que ficou conhecida como Baixada Maranhense.

Dentre os seus 21 valorosos municípios está minha amada Cajari, terra onde pude deleitar de seus campos e lagos, seja na labuta da pesada rotina ou nas brincadeiras de criança, ficando registrada minha saudação. Mas peço licença ao meu torrão para dedicar minha fala a toda Baixada, com toda sua abundância e riqueza.

Efeito direto do clima predominante na região norte do Maranhão, a Baixada é atingida por abundantes chuvas no período de janeiro a junho, o que garante água e fartura na mesa do baixadeiro. Peixes, aves e outros animais se multiplicam como em um milagre proposto pela generosa mãe natureza. Criam-se, assim, condições perfeitas para o plantio.

Atravessada por rios e repleta de lagos, é tida como o maior conjunto de bacias lacustres do Nordeste, o que lhe conferiu o título de “Pantanal Maranhense”.  Toda essa riqueza faz da região uma fonte de vida para os moradores, principalmente aqueles que dependem diretamente dos rios – como o Pindaré, Mearim, Pericumã e Maracu – e dos lagos – tais como Capivari, Formoso, Coqueiro, Cajari e Viana.

Águas de acarás, traíra, bagrinhos, surubins, camurins, aracus, curimatás, jejus, pacus, cascudos, mandis, calambanjes e tantos outros peixes. Campos onde gorjeiam bacuraus, garças, gaviões, guarás, gueguéus, graúnas, jaburus, jaçanãs, japeçocas, juritis, maçaricos, pato-do-mato, siriquara, tetéu. Um espetáculo fascinante só visto em terras baixadeiras.

A bacia, onde a natureza se encontra com ela mesma, forma um ecossistema perfeito para a exploração de atividades que, mesmo de forma modesta, movimentam a economia local, baseada na agricultura familiar, extrativismo, pesca e pecuária, esta última ancorada na cultura bubalina.

Não se pode deixar de destacar a rica cultura da região. Aos poucos indígenas somam-se a remanescentes de quilombos, pescadores e agricultores familiares. Juntos, eles são responsáveis pela maior parte das manifestações culturais da região, muitas das quais abrilhantam festejos juninos em todo o Estado. Além disso, há a rica produção de artesanatos e técnicas culinárias só vistas na Baixada.

Mas apesar de toda riqueza a ser explorada, a Baixada também tem uma face cruel, que se manifesta com mais veemência nos períodos de seca. A abundância no período da cheia, quase que restrita a atividades de subsistência, não garante alimento e renda para todo o ano, cenário comprovado pelo baixo PIB per capita, que gira na casa de R$ 3 mil, menos da metade da média estadual, em dados de 2014.

Destaca-se que um grande percentual da população ainda depende de ações afirmativas desenvolvidas pelo poder público. Metade da população maranhense recebe, por exemplo, o bolsa-família, programa assistencial do Governo Federal, o que também é uma realidade na vida dos baixadeiros.

Aliado a fatores econômicos, estão problemas que surgiram com o crescimento populacional dos municípios e que vêm gerando impactos negativos, principalmente quanto à sustentabilidade. Falta de tratamento de esgotos, criação descontrolada de búfalos, além do extrativismo, caça e pesca predatórios, que estão entre os principais problemas a serem enfrentados. Razões que já ameaçam de extinção várias espécies locais.

Costumo dizer que a Baixada Maranhense é um diamante bruto e sua lapidação passa necessariamente por um plano de manejo eficiente integrado, capaz de aliar o desenvolvimento cultural, o aumento da produção agrícola e a exploração sustentável dos seus recursos. O seu grande potencial não pode ser subestimado e pode contribuir com o desenvolvimento do Maranhão, garantindo comida farta na mesa do maranhense.

Conjugar a geração de emprego e renda, valorização da cultura local e manutenção do meio ambiente equilibrado é um desafio a ser assumido por todos e um dever dos gestores públicos em promover ações de fomento a esse objetivo. Destaca-se, aqui, o valoroso trabalho desenvolvido pelo Fórum em Defesa da Baixada, entidade que vem chamando a atenção das autoridades para a necessidade de intervenções positivas na região.

Ao longo das últimas décadas, foi possível observar várias iniciativas que comprovam que basta ir além do discurso para realizar projetos que garantam as condições de trabalho ao povo baixadeiro, a exemplo da simples construção de diques em vários municípios, o que garante a reserva de água para a lavoura no período de estiagem.

Como se vê, a Baixada tem jeito, mas ainda é preciso avançar na aplicação de tecnologias e métodos mais modernos de produção. Não é sonhar alto esperar que a Baixada Maranhense desenvolva culturas que deem sustentação à produção maranhense, posto que a região foi destaque no século XIX, quando o algodão lá produzido abastecia o mercado internacional.

Tempos áureos não são meros fenômenos da natureza, não se concretizam como em passo de mágica, mas pelas oportunidades construídas pelo homem. Com inteligência e investimento é possível fazer a Baixada Maranhense florescer novamente.

Omar Gomes

Abertas inscrições para o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor

Em 14 de março de 2018 17:35

Aconteceu hoje (14/03/18)  pela manhã no auditório do Sebrae em Pinheiro o Workshop Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor (PSPE), que reuniu, gestores públicos municipais, agentes de desenvolvimento, secretários e representantes de prefeituras da Baixada e do Litoral Ocidental Maranhense.

O workshop visou orientar os participantes sobre o processo de inscrição, prazos, as etapas, projetos possíveis, sistemática de preenchimento, categorias e outras orientações importantes do prêmio que, no Maranhão, está com as inscrições abertas até o próximo dia 20 de maio.

Três prefeitos participaram do workshop. Zezildo Almeida, prefeito de Santa Helena, professora Rosinha, prefeita de Cururupu e Ismael Monteiro, prefeito de Central do Maranhão.

Segundo o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, o prêmio, ao fomentar o empreendedorismo e o desenvolvimento local sustentável, vem não só dando visibilidade a boas práticas de gestão pública como até estimulando-as. “O Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor é uma estratégia para incentivar os gestores a adotarem políticas públicas para estimular a abertura de novas empresas e desenvolver negócios que geram emprego e renda aos munícipes. Estando os municípios com a economia fortalecida, consequentemente, a economia do Maranhão também estará”, enfatizou.

Os municípios podem inscrever projetos com foco nos pequenos negócios formais ou em processo de formalização, individuais ou organizados em consórcios e associações, podendo ser de qualquer setor e localizados em áreas urbanas ou rurais. Lembrando-se que projetos inscritos em edições anteriores do PSPE podem ser reapresentados, desde que sejam comprovadas evoluções e resultados significativos.

Para os gestores interessados em participar do PSPE, o regulamento já está disponível no site da premiação (www.prefeitoempreendedor.sebrae.com.br). 

Fonte SEBRAE/PSPE/Pinheiro.