A Baixada não é problema, é solução

Em 4 de setembro de 2019 12:29

A Baixada Maranhense é uma microrregião geográfica composta por 21 municípios, habitada por mais de meio milhão de pessoas, numa área superior a 20.000 km quadrados, com uma localização privilegiada, não apenas pela proximidade da Capital, mas também por ser zona de transição entre o semiárido nordestino e a região amazônica, o que torna as suas terras férteis e produtivas.

Formando uma enorme planície, quase ao nível do mar,na época das chuvas acumula uma lâmina d´água de aproximadamente um metro e é constituída pela imensidão de campos naturais, ostentando fauna e flora só comparáveis ao pantanal mato-grossense.

O seu ecossistema serve como berçário natural para uma majestosa biodiversidade, composta por animais, aves e peixes bem característicos do pantanal maranhense.

A Baixada possui um potencial hídrico extraordinário, reforçado pela existência dos rios Aurá, Maracu, Pericumã, Turiaçu, Pindaré, Mearim e outros, potencial esse que necessita de investimentos urgentes para contenção da água doce que escoa para o mar, deixando uma extensa área desertificada durante vários meses, todos os anos.

A eletrificação com a energia de Boa Esperança, a implantação de rodovias asfaltadas, o transporte por meio de ferry boats e projetos ainda a serem implementados, como os diques da Baixada, a ligação rodofluvial entre São Luís e os municípios de São João Batista e Cajapió, via município de Bacabeira, representam ações e planos de governo que contribuem e ainda vão contribuir bastante para o melhora-mento da qualidade de vida da população baixadeira.

Diante desse quadro, é hora de pensarmos no PLANO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DA BAIXADA MARANHENSE, alicerçado na implantação de projetos estruturantes e arranjos produtivos de grande alcance econômico e social, que transformarão a região numa grande produtora de alimentos, dentre outros fatores de crescimento.

A espinha dorsal da Baixada é a MA-014 (rodovia Vitória do Mearim-Três Marias), que cruza a maioria dos municípios. De suma importância também é a MA-106 (rodovia Cujupe-Pinheiro). Isso sem contar os ramais de acesso às sedes de vários municípios e as estradas vicinais.

Para iniciar esse processo de desenvolvimento seriam implantadas mini-usinas de etanol e biodiesel, sustentadas com o cultivo da cana de açúcar, girassol, mamona e aproveitamento do coco babaçu. A instalação de usinas eólicas e experiências com energia solar também deveriam ser priorizadas, devido à abundância de ventos e de luminosidade existentes na região. No Brasil, onde verificamos atualmente uma grande instabilidade climática em diversas regiões, vemos a Baixada mantendo uma regularidade propícia à sua autossustentação energética.

Incentivo ao desenvolvimento agropecuário e da agroindústria, com a implantação de uma bacia leiteira capaz de suprir a região metropolitana de São Luís e outras regiões do Estado; industrialização de laticínios e derivados; projetos de piscicultura, rizicultura e carcinicultura; criação de aves (frangos, patos, marrecos e outros); criação de abelhas, considerando a grande floragem durante vários meses do ano; campos agrícolas comunitários para produção específica de mandioca, milho, arroz, melancias e hortaliças. Tudo isso é possível para transformarmos a região da Baixada numa das mais prósperas do Estado, com investimentos públicos e privados e com base no PLANO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DA BAIXADA MARANHENSE.

O Governo Estadual daria um grande passo para reduzir a pobreza e garantir o desenvolvimento econômico-social, a partir da criação de uma “comissão de alto nível”, formada por técnicos identificados com a Baixada, contando ainda com o empenho de parlamentares estaduais e federais, que recebem o respaldo do eleitorado da região, para a alavancagem dessa iniciativa junto às diversas esferas governamentais. Somos de um tempo em que a Baixada elegia seus próprios filhos como parlamentares intransigentes e resolutos na defesa de seus mais legítimos interesses, o que infelizmente não ocorre hoje.

Todos que amam a Baixada devem lutar com tenacidade buscando a intervenção do Poder Público para a consecução desse sonho, viabilizando a construção dos Diques da Baixada (obra redentora da Baixada Maranhense), projeto reivindicado ao longo de muitos anos e que se encontra sob a responsabilidade da Codevasf, em fase de levantamento cartográfico e de estudos ambientais.

A Baixada não é problema, precisa somente da sensibilidade dos nossos governantes.

Crônica de Luiz Figueiredo, publicada no Livro Ecos da Baixada, nas páginas 28/31.

A Baixada continua clamando!

Em 13 de janeiro de 2019 8:44

O governador Flávio Dino divulgou as principais metas do seu segundo mandato, com a previsão de quarenta grandes obras em todo o Estado.
Com relação a Baixada Maranhense, uma das regiões mais próximas da capital e com um potencial muito grande para fortalecer a economia do estado, tomo a liberdade de sugerir dois grandes projetos que beneficiarão diretamente toda a população que ali vive: – a construção dos diques da baixada e a estrada ligando o município de Bacabeira ‘a região, com uma redução de 200 km e consequentemente diminuição do tempo de viagem, do preço das passagens, fretes e uma grande economia de combustível, além da integração da Baixada ao Polo de Bacabeira.

Muito se tem falado e debatido sobre a Baixada Maranhense nos últimos anos, tudo girando em torno de projetos que possam contribuir para o seu desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida da população que aqui vive.
A Baixada não é problema, é solução, com incentivos para empresas produtivas, capazes de gerar emprego e renda, fazendo com que a região volte a ser o que foi , até o meados do século XX, o grande celeiro abastecedor da capital maranhense.
Isto depende exclusivamente de decisão política, já que os nossos governantes não tem tido a capacidade ou o interesse de implementar políticas públicas com a finalidade de atingir a médio prazo esses objetivos.
As características naturais da região são propícias a implantação de várias atividades econômicas que transformariam as empresas ali instaladas em alavancas desse processo de mudança.
Temos uma excelente localização em relação a cidade de São Luís, temos terras férteis e de preços atrativos, infraestrutura rodoviária, elétrica e de transportes totalmente implantadas, contamos com o serviço dos ferry-bouts e com vários outros pontos de embarque e desembarque, portanto com possibilidade de acesso a qualquer cidade litorânea.

No Equador, país sulamericano, existe uma região chamada Guaaquyl, com as mesmas características da nossa baixada, até a área territorial é bem aproximada, bastante desenvolvida e com uma produção industrial muito grande, portanto o que precisamos é de investimento, e decisão de governo.
Só com a construção dos diques teremos uma solução definitiva para recuperação dos campos naturais com um potencial capaz de beneficiar pobres e ricos, porque ali se desenvolve a agropecuária, uma quantidade incalculável de peixes, a caça, e o represanento da água essencial para todos, e inclusive para a irrigação, evitando também a salinização dos campos.
Os chamados diques da produção é uma solução paliativa, localizada, que não contribui para a preservação do ecossistema e da biodiversidade características da região.
Destaco a atuação do Fórum em Defesa da Baixada, formado por líderes e técnicos profundos conhecedores dos problemas que afligem a Baixada e todos clamam por uma solução rápida. Cito o do Dr Flávio Braga idealizador e apoiador desse grande movimento, que persiste com objetivo de conseguir viabilizar projetos e recursos para esse fim.
Eu particularmente também venho procurando dar a minha colaboração com dois projetos fundamentais para completar a implantação da infraestrutura básica; a construção dos diques e a ligação rodo-fluvial via Bacabeira.
O projeto dos diques vem se arrastando há mais de trinta anos.
Passado todo esse tempo,em dezembro de 2006, levei técnicos do governo para visitar” in loco” as áreas mais afetadas pela estiagem e a partir daí foram retomados os trabalhos de elaboração de novo projeto no Governo Jackson Lago.
O grupo inicialmente foi formado por Reginaldo Teles, Leo Costa, Manoel Bordalo, e eu, com o apoio de Neiva Moreira e Luiz Raimundo Azevedo, Júlio Noronha e outros. Já se vão mais doze anos de muita luta, e o governo parece inerte, insensível.Mas não desistiremos!
Além dos projetos acima referidos, ainda temos sugestões para um grande programa de desenvolvimento integrado capaz de transformar a nossa Baixada Maranhense na terra berço que tanto sonhamos…

 

Luiz Figueiredo

Em 13 de janeiro de 2019 8:13

Luiz Figueiredo

É natural de São João Batista (MA), graduado em Ciências da Administração. Foi vereador e prefeito de São João Batista, presidente do Escritório Técnico de Administração Municipal (ETAM) e funcionário do Banco do Brasil. É presidente da Fundação Chiquinho Figueiredo, Diretor da Rádio Beira Campo e empresário da construção civil. Cronista do Livro Ecos da Baixada.

Luiz Figueiredo

Em 20 de fevereiro de 2018 22:23