Caju emplumado

Em 19 de março de 2018 23:21

Um grupo de professores que prestavam serviço durante uma semana na
bonita cidade de Pinheiro na Baixada Maranhense para a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), para o extinto Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (PROCAD) estava reunido em uma mesa de bar após um dia exaustivo de trabalho por volta das cinco horas da tarde.

Resolveram tomar umas cervejas pra relaxar um pouco e, com eles foi também a coordenadora do pólo. Após terem tomado umas cinco cervejas Paulo, um dos professores, apontando para cima comentou:
– Olhem um caju bem madurinho lá no alto todo amarelinho!
Todos voltaram-se para a direção que Paulo apontou. Carla a coordenadora disse:
– Vejam só que beleza deve estar uma delícia!

Os outros dois professores, Carlos e Jamilson, apenas observavam admirados e nada comentaram.
O papo continuou descontraído e de vez enquanto alguém levantava a vista para observar o caju mais pensando em como fazer para apanhá-lo.

Após algumas cervejas, aproximou-se da mesa um menino com seus onze anos, aproximadamente, e perguntou:
-Dona posso engraxar seu sapato custa apenas um real e prometo deixá-lo novinho em folha da mesma maneira que aconteceu ano passado!

Carla que já o conhecia disse que sim. Então o garoto sentou-se aos pés da coordenadora e começou a engraxar o sapato da coordenadora. 
De vez em quando ela levantava a vista pra admirar o caju com olhar desejoso.
Ela falou pro garoto:
-Meu filho vê pode apanhar aquele caju pra mim te dou mais um real?
O garoto levantou a vista e perguntou:
-A senhora está falando daquele caju ali? Disse ele apontando pra onde ela havia indicado pra ele.
– Sim meu filho você pode apanhar pra mim?

O garoto sorrindo com seu jeito inocente respondeu:
– Não é caju “fessora” é um bem te vi que está no seu ninho cuidando dos ovos!
Todos voltaram-se para observar enquanto o garoto levantou-se e sacudiu os braços o bem te vi espichou o bico que estava pra dentro das penugens e ficou atento.
No mesmo instante todos entreolharam-se e caíram na  gargalhada.

Alan Rubens.