A Baixada descortina sua singular epopeia

O lançamento do Livro Ecos da Baixada que ocorreu no dia 14 de novembro de 2017, foi um marco na história da literatura maranhense, notadamente nos anais das letras baixadeiras, e revelou-se um evento grandioso para o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM.

Importante destacar que o citado Fórum é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, o qual trabalha por sua região e por sua gente, visando chamar a atenção do Poder Público para os graves problemas enfrentados por aquele conjunto de municípios, bem como auxilia as comunidades locais a superarem obstáculos ao seu desenvolvimento.

O evento foi um “sucesso retumbante”, conforme relato de muitos participantes. Segundo o imortal, membro da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, foi “o dia em que a Baixada parou o trânsito da Avenida dos Holandeses, em São Luís”, algo inimaginável para os 32 escritores das crônicas e para a maioria dos baixadeiros ali presentes.

Na abertura, Simão Pedro, professor de música e natural de Matinha, interpretou o Hino Nacional e uma Canção em homenagem à Baixada, de autoria de Gracilene Pinto, natural de São Vicente Férrer, cujas crônicas o leitor pode encontrar nas páginas 156 e 191.

Em seguida, o “Poema para a Baixada Maranhense” foi declamado pelo seu autor, Hilton Mendonça, natural de Arari. O belo poema consta no introito da obra. Hilton também empresta o seu talento literário por meio de duas crônicas que poderão ser encontradas nas páginas 143 e 180.

Elinajara Pereira, natural de Bequimão, declamou o poema denominado “Ecos …”, composto por Rafael Marques em homenagem aos Ecos da Baixada e à sua amiga Elinajara, esta possui uma bela crônica, que pode ser encontrada na página 56.

 A Presidente do Fórum da Baixada, Ana Creusa, ressaltou a importância da união dos baixadeiros em prol da Baixada, e destacou que o Fórum é composto de pessoas com tendências e preferências, teorias, modelos e concepções políticas diferentes. Porém, o que os une é o sentimento único de amor à Baixada, que os torna irmãos. Os textos de Ana Creusa estão nas páginas 67 e 160.

Em sua fala, o primeiro Presidente do Fórum da Baixada, idealizador e organizador da obra, Flávio Braga, natural de Peri-Mirim, agradeceu aos ecoerios, como carinhosamente são chamados os cronistas, e ainda discorreu sobre a importância da obra Ecos da Baixada para região. As belas crônicas de Flávio estão dispostas nas páginas 83 e 98.

O Superintendente do Sebrae, João Martins, natural de Bequimão, demonstrou apoio ao Fórum da Baixada, do qual é filiado. Em sua fala, destacou a importância da obra “Ecos da Baixada”, a qual ajudará a Baixada a ecoar longe, inclusive em Brasília e outros recantos do Brasil, quiçá do exterior.

O Presidente da Academia Maranhense de Letras, brincou que os ecos da Baixada chegaram a Itapecuru, sua terra natal, e que a Baixada parou o trânsito de uma das principais avenidas de São Luís.

Natalino Salgado, com seu talento peculiar, brindou os baixadeiros com a crônica “A Baixada Maranhense e sua Vocação para a Grandeza”, que pode ser encontrada à página 35.  Como representante dos ecoeiros, saudou a todos. Em seguida, nos brindou com um texto dedicado a seu pai, matéria que evidencia o amor do seu genitor pela a sua bela Cururupu.

Em seguida foi servido um coquetel que, como se diz na Baixada “não deu para quem quis”.

Foi gratificante ver tantas pessoas disputando autógrafos, tirando fotos e fazendo selfies com os ecoeiros, numa verdadeira pororoca de emoções, como disse o ecoeiro Manoel Barros, natural de São João Batista, ao descrever o festival de emoções, envolvidas em todo o processo de lançamento do livro Ecos da Baixada.

Eis que a Baixada descortina sua singular epopeia, por meio dos Ecos da Baixada!!!

Texto de Ana Creusa, presidente do FDBM e cronista do livro. Revisão de Hilton Mendonça, escritor, compositor e cronista do livro.

 

ACHADOS PRÉ-HISTÓRICOS DOS POVOS DA BAIXADA

Na manhã do dia 11 de janeiro de 2018, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM visitou o Laboratório de Arqueologia da UFMA, em companhia do forense Prof. Mestre Manoel Barros e do aluno bolsista do Curso de História Flaviomiro Mendonça, que apresentou aos presentes, parte do grande acervo do Laboratório de Arqueologia, que é composto de peças de povos pré-históricos que habitavam em estearias, que são sítios arqueológicos específicos da Baixada Maranhense.

O acervo é composto por cerâmicas (vasilhames, estatuetas, pratos, cálices, peças de tecelagem) e ferramentas de pedra. Segundo explicou Flaviomiro Mendonça, as estearias foram habitações coletivas de povos antigos da Baixada, construídas no leito dos rios, fixadas por meio de estacas.

Foram encontradas urnas funerárias que, segundo os achados arqueológicos, os mortos primeiramente eram enterrados em covas comuns e depois apenas os ossos eram depositados em urnas de acordo com o tamanho do esqueleto.

Também foram coletados vários restos de madeira utilizados na construção das estearias. Esses fragmentos já foram catalogados e serão objeto de estudo em Universidade dos EUA, a fim de identificar a variedade da madeira.

Na oportunidade, o Prof. Manoel Barros discorreu sobre a importância do baixadeiro Raimundo Lopes para a arqueologia da Baixada.

Os forenses ficaram impressionados com a quantidade de informações que aquele laboratório possui sobre os ancestrais dos baixadeiros.

Todos saíram com a certeza de que precisam conhecer melhor essa preciosidade histórica da Baixada Maranhense, sob a guarda profissional e atenciosa do Laboratório de Arqueologia da UFMA.

 

 

CONFRATERNIZAÇÃO DO FDBM 2017

Na última sexta-feira dia 15, aconteceu em São Luís a confraternização do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM, veja as fotos aqui com o objetivo de promover a interação entre os irmãos baixadeiros, e valorizar o trabalho daqueles que durante todo o ano dedicaram várias horas de seu tempo para a esta entidadade. Tendo à frente do cerimonial a Primeira-Secretária Elinajara Pereira com o auxílio da Presidente Ana Creusa Santos, a festa que teve várias homenagens e condecorações contou com o cantor Pinheirense Fernando Pessoa como a atração musical da noite.  As instituições homenageadas foram o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o qual o Superintendente João Martins estava representando,  e a AMCAL (Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras) que teve como representantes o Presidente Cesar Brito e a Vice-Presidente Edleuza Brito. Já os homenageados com comenda foram os forenses Flávio Braga, Antônio Valente, Luiz Morais, Nélio Júnior e Valmir Abreu. O troféu imprensa foi dedicado a Jersan Araújo (Jornal Pequeno) e Carlos Henrique (Galinho, da Rádio Educadora), por serem profissionais que sempre foram vozes em favor da Baixada Maranhense.  Este ano, o FDBM prestou homenagem aos casais forenses, pessoas que juntos dividem o amor pelas causas da região. Os homenageados foram , Andreia e Flávio,  Concita e José Maria, Estela e Ferreira, Binha e Maninho, Marlilde e Alexandre, Mariana e Lolico, Zezé e Leonardo. Em seguida, houve a condecoração a Leuzanira Furtado, que recebeu o título de Rainha das Expediçõese será a responsável pelo calendário das expedições de 2018. Por fim, houve a apresentação dos novos cadastrados ao FDBM com o lema: “Baixada, verás que um filho teu não foge à luta”. Encerrado o cerimonial, foi servido um delicioso jantar e os forenses se confraternizaram alegremente. Confira aqui alguns depoimentos de quem esteve na confraternização. 

OS PROJETOS DO FÓRUM DA BAIXADA

Fórum Em Defesa Da Baixada Maranhense – FDBM trabalha para auxiliar a Baixada e sua gente a chamar a atenção do poder público para seus graves problemas, bem como auxiliá-los na busca de soluções criativas nas comunidades em que se inserem. Os problemas são muitos, mas há soluções são simples e viáveis, como disse o Dr. Flávio Braga, que é um dos idealizadores do Fórum e primeiro presidente do Fórum da Baixada.