UFMA e SEMA recebem integrantes do Fórum da Baixada Maranhense

UFMA e SEMA recebem integrantes do Fórum da Baixada Maranhense

A última quinta-feira, dia 13/02, foi marcada por duas reuniões de planejamento entre o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e seus parceiros: Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA).

Pela manhã às 10:30h, o Grupo de Trabalho UFMA-FDBM reuniu-se na sala da Pró-reitoria de Extensão e Pesquisa, após os debates, foram definidas as prioridades de demandas e alinhamento das premissas para a construção de um plano de desenvolvimento viável para Baixada e Reentrâncias Maranhenses, com a finalidade de elaboração de um Termo de Cooperação Técnica entre a UFMA e o FDBM que contemple três eixos: ambiental, social e econômico (empreendedorismo). A Pró-reitora Josefinha Bentevi e os Diretores Larissa Barreto, Maíra Rocha, Denilson e Naíla Arraes fizeram as apresentações sobre os três eixos de contemplarão o projeto.

A ideia básica é que todas as intervenções devam considerar as condições ambientais, sociais, culturais e econômicas, inclusive contemplando as iniciativas exitosas já implementadas na região, exemplo:
– Polo Itans em Matinha; – Produção do queijo; – produção do mel; – farinha biriba; – criação ostensiva de patos; – divulgação e comercialização da jabiraca; – contensão da proliferação de espécies de peixes estranhos ao ambiente; – incentivo à caprino cultura; -reflorestamento, inclusive, ao longo do Dique da Baixada e barragem de Pericumã; – plantios de frutas tropicais; – estimular o ecoturismo nos lagos e campos; – certificação de produtos e – plano de manejo e regulamento.

Reunião na UFMA

Também forma discutidas algumas ações necessárias, como:  construção de parcerias com outras instituições como Uema, Ceuma, Ifma, Iemas, Embrapa, Vale, Sema, Codevasf, Agência Espacial Brasileira, Terminal Portuário de Alcântara, prefeituras e realização de visitas técnicas a Itans, projetos de Penalva (Ufma), Anajatuba, diques de produção; criação do polo de empreendedorismo rural da baixada e reentrâncias maranhense e instalação no campus da Ufma de Pinheiro.

Ficou acertado que o Grupo de Trabalho se reunirá após o Carnaval para aprovação do esboço do plano de trabalho, definir cronograma para realização seminários e lançamento do Termo de Cooperação Técnica, apresentação e divulgação do plano de desenvolvimento entre Ufma/Fórum e ciclo de palestras nos municípios. 

À tarde às 17:00h, na sala de reunião da SEMA, reuniram-se vários técnicos liderados pela Superintendente de Economia Verde, Said Zaidan. Foi apresentado aos forenses o Projeto GAEV – Gestão Ambiental e Economia, que envolve biodiversidade, conservação e controle de desenvolvimento sustentável. Esse projeto contempla 4 municípios da Baixada. O objetivo da reunião foi disseminar o projeto e fomentar parcerias.  Também foi apresentado o projeto da Reserva da Biosfera que está em estudo e que envolve a Baixada e Reentrâncias Maranhenses. O tema chamou bastante atenção dos forenses que solicitaram para serem incluídos em outros grupos de debates. Ficou acertado que seria criado um grupo para facilitar a comunicação.

Reunião na SEMA

Vai chover na roça

Vai chover na roça

“A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente” Peter Drucker.

Texto de Expedito Moraes

Para nós, baixadeiros, a expressão “vai chover na minha roça” significa a certeza que de que haverá fartura. É a garantia de boa colheita. Da mesma forma, costumamos usá-la quando vislumbramos uma oportunidade de ganhar dinheiro, obter melhoria e prosperidade.

Entretanto, para que haja fartura o pedaço de terra precisa estar roçado, capinado, destocado, limpo e cercado, para quando as primeiras chuvas caírem ter início o plantio. A colheita, para ser boa, depende de planejamento, ainda que mínimo, e de conhecimento das condições naturais. Vários fatores devem ser observados antes e durante do plantio e também nas fases de colheita, armazenamento e comercialização.

O roceiro ou lavrador, em primeiro lugar, precisa definir o que vai plantar e para isso precisa saber o que “vai dar dinheiro” na próxima safra. Se não tiver uma boa semente e quantidade necessária para produzir o quanto deseja, terá que comprar.

Ter um pedaço de terra “que tudo dá” é fundamental. Precisa saber o momento exato do plantio e evitar pragas e ervas daninhas. Enfim, o lavrador ,para fazer uma roça e ser bem sucedido, depende de um certo aprendizado. Aprendizado esse passado de pai pra filho.

Precisamos, urgente, aprender a produzir mais e melhor. Para mudar, precisamos fazer o que sempre fizemos de modo diferente. Precisamos de novos conhecimentos, tecnologia, eficácia.

A busca da produção eficaz implica a constante implementação de novos processos eficientes. E isto só é possível por meio de conhecimento e decisão para quebrar paradigmas.

Bill Gates afirmava que, para se ter sucesso nos negócios, basta perceber para onde o mundo se dirige e chegar lá primeiro e Adam Smith dizia que a geração de riqueza de uma nação dependia do desenvolvimento e crescimento econômico de cada cidadão.

A nossa roça são a Baixada e as Reentrâncias maranhense, esse imenso território que vai receber “chuva” de investimentos nos próximos anos. Bilhões de reais serão investidos em projetos grandiosos. Anunciam o CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA e o TERMINAL PORTUÁRIO DE ALCÂNTARA. Nos próximos capítulos especialistas apontam ações necessárias e capazes para o progresso dessas regiões. Precisamos de capacitação.

PROJETO DO NOVO PORTO DE ALCÂNTARA, com capacidade para 140 milhões de toneladas/ano; obra deve ser concluída em 2024.