OS JAPIS

Em 28 de fevereiro de 2018 2:20

Às margens do Rio Pindaré, de Cachoeira rio acima, tinha imensas Caurorobeiras. Não  é uma árvore frutífera, mas frondosa e galhosa, de modo que muitos deles avançavam por sobre as águas e centenas de ninhos de Japi balançavam ao sabor do vento.

Bonito o entrar e sair dos japis com seus bicos ocupados de alimentos para seus filhotes, confinados naqueles sacos imensos feitos de capim seco e gravetinhos. A cantoria, o balançar dos ninhos e o movimento desses pássaros parecia um balé. 
Aliás o Japi é um dos pássaros com uma imensa capacidade de imitar qualquer animal. E acorda cedo!

Expedito Moraes é natural do povoado Cachoeira em Cajari/MA, graduado em Administração (UEMA), foi deputado estadual entre 1995 a 1997, exerceu vários cargos da administração pública do Maranhão, é Presidente de Honra do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM).

Expedito Moraes

Em 28 de fevereiro de 2018 1:58

Expedito Nunes Moraes é natural do povoado Cachoeira e Cajari (MA). Graduado em Administração (UEMA). Foi deputado estadual entre 1995 a 1997. Empresário. Exerceu vários cargos na administração pública do Maranhão. Presidente de Honra do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (2017 a 2019).

Reunião da Diretoria do FDBM, extensiva a todos os forenses

Em 27 de fevereiro de 2018 22:10

DIA: 01/03/2018 (quinta-feira)
HORÁRIO: 18:30h 
LOCAL: Departamento de História, Centro de Ciências Humanas  (CCH) – UFMA – Campus do Bacanga, em São Luís.

PAUTA
1) Constituir o Conselho Editorial do Selo Editorial FDBM;
2) Deliberar sobre a proposta de lançamento da 2ª ed. do Livro “Dicionário do Baixadês” pelo Selo Editorial FDBM;
3) Definir conceitos e princípios aplicáveis às publicações do  site FDBM;
4) Formar Comissão para tratar sobre a prestação de serviços dos Ferry Boats; 
5) Prestar contas da gestão até o momento;
6) Nivelar informações sobre o Projeto Academias na Baixada e
7) Deliberar sobre  Pedido de Licença para tratamento de saúde, com afastamento da Presidência, a ser apresentada por Ana Creusa.

Confirme a sua presença

Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras

Em 25 de fevereiro de 2018 14:25

Cidade aprazível, banhada pelo exuberante lago Aquiri, Matinha fica distante 240 quilômetros de São Luís. Pertence à microrregião da Baixada Maranhense, possui uma população de 22 mil habitantes, foi desmembrada do município de Viana, e teve a sua emancipação política formalizada em 15 de fevereiro de 1949.

À guisa de comemoração dessa data especial, no dia 18 de fevereiro foi realizada a cerimônia de posse dos 22 membros da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), numa solenidade marcada por fortes emoções, muito garbo e manifesto júbilo por parte dos acadêmicos, familiares, convidados e autoridades presentes. Fundada em 29 de julho de 2017, a AMCAL é composta atualmente de 22 acadêmicos, sendo eles: Alan Rubens Silva Sá; Arquimedes Soeiro Araújo; Carlos César Silva Brito; Doralice Souza Cunha; Edleuza Nere Brito de Souza; Emanoel Rodrigues Travassos; Euzébia Silva Costa; Ezequias Nascimento Cutrim; Helena de Jesus Travassos Araújo; José Antônio Alves da Silva Cutrim; João Carlos da Silva Costa Leite; João Meireles Câmara; Luís Kleber Furtado Brito; Manoel Santana Câmara Alves; Maria Zilda Costa Cantanhede; Maria de Jesus Serra Ferreira; Maria Madalena Nascimento; Os- mar Gomes dos Santos; Padre Guido Palmas; Pedro Carlos dos Santos; Raimunda Silva Barros; Simão Pedro Amaral e Valdemir dos Santos Amaral.

Na ocasião da sessão solene de fundação, foi eleita a primeira Diretoria da AMCAL, com mandato de dois anos, permitida a reeleição, com a seguinte composição: Carlos César Silva Brito – Presidente; Edleuza Brito de Sousa – Vice-Presidente; Maria Zilda Costa Cantanhede – 1° Secretária; Maria de Jesus Serra Ferreira – 2° Secretária; João Carlos da Silva Costa Leite – 1° Tesoureiro e Simão Pedro Amaral – 2° Tesoureiro.

Conforme estabelece o seu estatuto, a Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras tem por objetivo precípuo a defesa e promoção do desenvolvimento cultural (literatura, ciências e artes) de Matinha e da Baixada Maranhense.

Para a sua constituição, a AMCAL contou com o incentivo e apoio decisivo do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, por meio do Projeto Academias da Baixada, cujo desiderato é auxiliar cientistas, estudiosos, intelectuais, artistas e escritores dos municípios da região a se organizarem para a criação de academias congêneres. O gestor desse projeto é o escritor Manoel Barros, natural de São João Batista, professor do Departamento de História da UFMA e grande entusiasta da cultura baixadeira e maranhense. Vários membros da AMCAL também são associados do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, irmanados no escopo de desenvolvimento sustentável do nosso majestoso Pantanal do Maranhão.

Flávio Braga

 

A AMCAL segue sua trajetória de sucesso

Em 25 de fevereiro de 2018 13:36

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) participará da posse solene dos membros da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras – AMCAL, que ocorrerá dia 18 de fevereiro (domingo). Na ocasião o Presidente da AMCAL, César Brito, se filiará ao Fórum da Baixada.

Durante o evento, o FDBM colocará à disposição dos matinhenses exemplares do Livro ECOS DA BAIXADA, o qual contém crônica do acadêmico João Carlos, folha 101 do livro.  O Livro Ecos da Baixada é composto por 32 (trinta e duas) crônicas e artigos sobre a Baixada.

Nesse compasso, vale à pena recordar a história de sucesso da AMCAL, cuja criação deu-se no dia 29/07/2017, em sessão solene dirigida por Fátima Travassos, presidente da Academia Vianense de Letras – AVL.

Conforme prevê o Estatuto, a Academia é composta de 40 (quarenta) acadêmicos, titulares das respectivas cadeiras, sendo eles: Alan Rubens Silva Sá; Arquimedes Soeiro Araújo; Carlos César Silva Brito; Doralice Souza Cunha; Edleuza Nere Brito de Souza; Emanoel Rodrigues Travassos; Euzébia Silva Costa; Ezequias Nascimento Cutrim; Helena de Jesus Travassos Araújo; José Antônio Alves da Silva Cutrim; João Carlos da Silva Costa Leite; João Meireles Câmara; Luís Kleber Furtado Brito; Manoel Santana Câmara Alves; Maria Zilda Costa Cantanhede; Maria de Jesus Serra Ferreira; Maria Madalena Nascimento; Osmar Gomes dos Santos; Padre Guido Palmas; Pedro Carlos dos Santos; Raimunda Silva Barros; Simão Pedro Amaral e Valdemir dos Santos Amaral.

Na ocasião da Sessão Solene de criação, foi eleita a primeira Diretoria da AMCAL, com mandato de 02 (dois) anos, permitida a reeleição, com a seguinte composição: Carlos César Silva Brito – Presidente; Edleuza Nere Brito de Sousa – Vice-Presidente; Maria Zilda Costa Cantanhede – 1° Secretária; Maria de Jesus Serra Ferreira – 2° Secretária; João Carlos da Silva Costa Leite – 1° Tesoureiro e Simão Pedro Amaral – 2° Tesoureiro.

A AMCAL promoveu um evento de muita repercussão e sucesso no dia 16/09/2017, em parceria com a gestão municipal de Matinha, Fórum da Baixada, Associação Maranhense de Escritores Independentes – AMEI e Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense – FLAEMA, a Academia promoveu a Amostra Cultural de Matinha no São Luís Shopping.

O evento marcou, efetivamente, o início das atividades da Academia Matinhense, com promoção de danças, reuniu pessoas para falar de suas raízes, do seu sentimento de pertencimento, do histórico de lutas, de suas tradições, do orgulho de ser baixadeiro, com seu linguajar peculiar, que marcadamente o destaca e o diferencia, porém, costumeiramente, gera discriminações e preconceitos.

Reconhecendo a importância da AMCAL, o FDBM, dia homenageou a AMCAL no dia 19/12/2017, com entrega de uma Comenda, pelos relevantes serviços prestados à cultura baixadeira e por ser a mais recente academia criada na Baixada Maranhense, criada sob a filosofia da inclusão das diversas modalidades de manifestação cultural.

A AMCAL segue sua trajetória de sucesso, com mais uma vitória: no último dia 08/02/2018, o presidente da AMCAL, César Brito, foi eleito Tesoureiro da Federação das Academias de Letras do Maranhão (FALMA).

O povo matinhense está de parabéns pela atuação de sua academia de ciências, artes e letras que cumpre seu papel de fomentar esses valores, de forma inclusiva e participativa. Parabéns aos acadêmicos que serão empossados no dia 18 de fevereiro.

 

Texto de Ana Creusa Martins dos Santos, natural de Peri-Mirim, Presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Formada em Ciências Contábeis e Direito, pela Universidade Federal do Maranhão.

 

A Bolachinha de Lauro, um patrimônio matinhense

Em 24 de fevereiro de 2018 18:56

Dos inúmeros bens e talentos de Matinha, no âmbito cultural, artístico, literário, gastronômico e outros, um se destaca de forma unânime: a bolachinha de Lauro. Dez em cada dez matinhenses sentem prazer em degustar esse biscoito redondo, assado no forno com banha de porco, que já se tornou célebre para além das fronteiras da nossa terra.

Meu irmão mais velho, filho do primeiro casamento de papai com Estefânia, uma moça do povoado de Santa Vitória, que faleceu de parto do seu terceiro filho, Lauro Costa Leite, está hoje com 71 anos. Desde criança exerce essa atividade, começou o oficio na padaria de seu Miguel Brito, ao lado de Chengo e Patachita, dois renomados oficiais dessa milenar arte, depois foi trabalhar com Edson de Mundico Lima, o “seu Ed”. Quando Edson mudou-se para São Luís, Lauro resolveu assumir o negócio, e constituiu uma panificadora na sua própria residência.

Padeiro de reconhecida competência e valor, desde bem pequeno. Eu o conheci, madrugada adentro, fabricando pães, não lembro de tê-lo visto em outra profissão. Aos finais de semana gostava de caçar, numa espécie de hobby. Quantas vezes chegava lá em casa com tatus, pacas, cutias, siriquaras, juritis, perdizes, nambus, carões, etc.. (Nessa época ainda não havia a pressão ecológica quanto ao hábito de caçar, que existe hoje). Lauro era meu herói, eu o admirava e almejava ser como ele. Fazia tudo eximiamente, preparava pães, bolachas de febre, roscas, bolachinhas, caçava, pescava, mexia farinha, jogava futebol.  Enfim, um artista, ao meu olhar fascinado de irmão mais novo, sem contar o fato de ser extremamente namorador.

Oportuno se torna dizer, que meu irmão quando do segundo casamento de papai, tornou-se filho de Maria de Lola, nossa mãe, a quem amava e era amado com a mesma intensidade. Casou-se com Maria Francisca Soares Leite, a Maricota, tiveram quatro filhos.

Na década de noventa existiam apenas duas padarias na cidade: a padaria de Benedito de João Lima e a de Lauro. A “bolachinha de Lauro”, como ficou conhecida essa apetitosa guloseima de trigo, temperada com banha de porco, segundo ele, colocada primeiramente de modo casual, e depois fundamental na receita, tem um peculiar sabor, quando quebrada pelos dentes, faz um singular barulho, que atua diretamente às glândulas gustativas, possibilitando, produzindo, uma indizível, inesquecível sensação de prazer.

Hoje a “bolachinha de Lauro” virou paixão de todos os matinhenses, já extrapolando as fronteiras da cidade e do Maranhão. Qualquer evento, reunião, vernissage, ocorridos no município, necessariamente precisam tê-las para degustação durante os coffee breaks. Representantes da Igreja Presbiteriana Independente, quando em reuniões, ou presbitérios, sempre nos exigem a presença dessa iguaria.

Todas as vezes que vou a Matinha, sou instado, cobrado, intimado a trazer essas notórias iguarias a pessoas da igreja ou do movimento político e sindical. Temos amigos em Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, que fazem o mesmo pedido, além de matinhense que ali residem, e fazem questão de colocarem-nas em suas bagagens, para deleite próprio, bem como presentearem a parentes e conhecidos. É comum vermos baixadeiros ou turistas, das cidades circunvizinhas a Matinha, que em viagem para São Luís, via MA 014, encostam na padaria, para adquirir os petiscos.

Em suma a fama das “bolachinhas de Lauro” é inconteste, uma unanimidade que ultrapassa qualquer princípio, credo, tendência ou ala política, fator muito forte em nossa terra. Parte desta notoriedade deve-se a meu juízo, a Cláudio César, o seu segundo filho, falecido recentemente, que soube conduzir a fabricação das bolachas, de forma profissional, mais apurada, sintetizando e divulgando intensamente seu excelente conceito e tradição, de sorte que as “bolachinhas de Lauro” são hoje patrimônio dos matinhenses e orgulho de todos nós, seus familiares e amigos.

Texto de João Carlos da Silva Costa Leite é membro da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Elinajara

Em 21 de fevereiro de 2018 14:38

Luiz Figueiredo

Em 20 de fevereiro de 2018 22:23

Matinha e seu mito de criação

Em 20 de fevereiro de 2018 22:20

Matinha é uma simpática cidade, distante 240 quilômetros da capital, São Luís. Pertence à microrregião da Baixada Maranhense, possui uma população estimada em 22 mil habitantes, foi desmembrada do município de Viana, e teve sua emancipação política em 15 de fevereiro de 1949.

São 69 anos de vida, dessa   emancipação tão esperada por todos os moradores da povoação Matinha, a mata pequena. 15 de fevereiro, uma data a ser guardada em nossos corações, uma história que tem em João Amaral da Silva, o Juca Amaral, tio Juquinha, como carinhosamente o chamávamos, sua principal figura.

Segundo a Sociologia, toda sociedade, cidade ou cultura têm o seu mito de criação, que se torna simbólico, eternizado na História, assim foi com Roma, e seus gêmeos Rômulo e Remo; São Luís, com sua serpente; Viana, a índia Ana, etc; Matinha também tem a sua: A Caneta de Ouro, uma caneta de ouro puro comprada por tio Juquinha, só para que fosse assinado o ato emancipatório. Conta-se que esta valiosa caneta desapareceu misteriosamente após a evento. Verdade, mentira? Não importa, os mitos não têm o objetivo de reafirmar verdades ou mentiras, e sim demonstrar a posteridade, um aspecto marcante. da trajetória de um povo, de um herói.  É exatamente isto que este episódio representa, a abnegação, o sentimento de amor que o nosso mais ilustre conterrâneo dedicava  a sua terra, abrindo mão de custos financeiros, para alcançar seu objetivo, nossa libertação do jugo vianense.

Nesses meio século e dezenove  anos de idade, nossa terra teve como prefeitos: Manoel Antônio da Silva (prefeito nomeado); Aniceto Mariano Costa  (1º prefeito eleito); João Amaral da Silva; Benedito Silva Gomes; José Conceição Amaral; Francisco das Chagas Araújo, Raimundo Silva Costa, Pixuta (1º mandato); José Estácio Baia Silva; Aldenora Borges; Manoel de Jesus Amaral; Aristóteles Passos Araújo (1º mandato); Raimundo Silva Costa, Pixuta (2º mandato); Raimundo Freire Cutrim; Raimundo Silva Costa, Pixuta (3º mandato); Aristóteles Passos Araújo (2º e 3º mandatos (foi reeleito); Marcos Robert Silva Costa, Beto Pixuta (1º mandato); Emanoel Rodrigues Travassos, Dr. Emano; Marcos Robert Silva Costa (2º mandato) e Linielda Nunes Cunha – Linielda de Eldo.

Uma cidade com muitos filhos ilustres. No ano de 2017 alguns destes filhos fundaram a AMCAL – Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras, a denominada casa de Astolfo Serra, com objetivo de fomentar as artes e as letras do município. Matinha hoje tem no seu distrito de Itans uma referência nacional em termos de aquicultura e criação de peixes em cativeiro. Esse fator eleva atualmente o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para 31º lugar entre as 217 cidades do Estado do Maranhão.

Texto de João Carlos da Silva Costa Leite é membro da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

 

João Carlos

Em 20 de fevereiro de 2018 22:12

 

João Carlos da Silva Costa Leite é natural de Matinha (MA); bancário aposentado; presbítero em disponibilidade da IPIB Matinha; membro do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM); membro fundador da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras (AMCAL), ocupando a Cadeira nº 17; é graduando do Curso de Filosofia da UFMA.