UFMA e SEMA recebem integrantes do Fórum da Baixada Maranhense

Em 17 de fevereiro de 2020 18:12

UFMA e SEMA recebem integrantes do Fórum da Baixada Maranhense

A última quinta-feira, dia 13/02, foi marcada por duas reuniões de planejamento entre o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e seus parceiros: Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA).

Pela manhã às 10:30h, o Grupo de Trabalho UFMA-FDBM reuniu-se na sala da Pró-reitoria de Extensão e Pesquisa, após os debates, foram definidas as prioridades de demandas e alinhamento das premissas para a construção de um plano de desenvolvimento viável para Baixada e Reentrâncias Maranhenses, com a finalidade de elaboração de um Termo de Cooperação Técnica entre a UFMA e o FDBM que contemple três eixos: ambiental, social e econômico (empreendedorismo). A Pró-reitora Josefinha Bentevi e os Diretores Larissa Barreto, Maíra Rocha, Denilson e Naíla Arraes fizeram as apresentações sobre os três eixos de contemplarão o projeto.

A ideia básica é que todas as intervenções devam considerar as condições ambientais, sociais, culturais e econômicas, inclusive contemplando as iniciativas exitosas já implementadas na região, exemplo:
– Polo Itans em Matinha; – Produção do queijo; – produção do mel; – farinha biriba; – criação ostensiva de patos; – divulgação e comercialização da jabiraca; – contensão da proliferação de espécies de peixes estranhos ao ambiente; – incentivo à caprino cultura; -reflorestamento, inclusive, ao longo do Dique da Baixada e barragem de Pericumã; – plantios de frutas tropicais; – estimular o ecoturismo nos lagos e campos; – certificação de produtos e – plano de manejo e regulamento.

Reunião na UFMA

Também forma discutidas algumas ações necessárias, como:  construção de parcerias com outras instituições como Uema, Ceuma, Ifma, Iemas, Embrapa, Vale, Sema, Codevasf, Agência Espacial Brasileira, Terminal Portuário de Alcântara, prefeituras e realização de visitas técnicas a Itans, projetos de Penalva (Ufma), Anajatuba, diques de produção; criação do polo de empreendedorismo rural da baixada e reentrâncias maranhense e instalação no campus da Ufma de Pinheiro.

Ficou acertado que o Grupo de Trabalho se reunirá após o Carnaval para aprovação do esboço do plano de trabalho, definir cronograma para realização seminários e lançamento do Termo de Cooperação Técnica, apresentação e divulgação do plano de desenvolvimento entre Ufma/Fórum e ciclo de palestras nos municípios. 

À tarde às 17:00h, na sala de reunião da SEMA, reuniram-se vários técnicos liderados pela Superintendente de Economia Verde, Said Zaidan. Foi apresentado aos forenses o Projeto GAEV – Gestão Ambiental e Economia, que envolve biodiversidade, conservação e controle de desenvolvimento sustentável. Esse projeto contempla 4 municípios da Baixada. O objetivo da reunião foi disseminar o projeto e fomentar parcerias.  Também foi apresentado o projeto da Reserva da Biosfera que está em estudo e que envolve a Baixada e Reentrâncias Maranhenses. O tema chamou bastante atenção dos forenses que solicitaram para serem incluídos em outros grupos de debates. Ficou acertado que seria criado um grupo para facilitar a comunicação.

Reunião na SEMA

Vai chover na roça

Em 8 de fevereiro de 2020 11:33

Vai chover na roça

“A única coisa que sabemos sobre o futuro é que ele será diferente” Peter Drucker.

Texto de Expedito Moraes

Para nós, baixadeiros, a expressão “vai chover na minha roça” significa a certeza que de que haverá fartura. É a garantia de boa colheita. Da mesma forma, costumamos usá-la quando vislumbramos uma oportunidade de ganhar dinheiro, obter melhoria e prosperidade.

Entretanto, para que haja fartura o pedaço de terra precisa estar roçado, capinado, destocado, limpo e cercado, para quando as primeiras chuvas caírem ter início o plantio. A colheita, para ser boa, depende de planejamento, ainda que mínimo, e de conhecimento das condições naturais. Vários fatores devem ser observados antes e durante do plantio e também nas fases de colheita, armazenamento e comercialização.

O roceiro ou lavrador, em primeiro lugar, precisa definir o que vai plantar e para isso precisa saber o que “vai dar dinheiro” na próxima safra. Se não tiver uma boa semente e quantidade necessária para produzir o quanto deseja, terá que comprar.

Ter um pedaço de terra “que tudo dá” é fundamental. Precisa saber o momento exato do plantio e evitar pragas e ervas daninhas. Enfim, o lavrador ,para fazer uma roça e ser bem sucedido, depende de um certo aprendizado. Aprendizado esse passado de pai pra filho.

Precisamos, urgente, aprender a produzir mais e melhor. Para mudar, precisamos fazer o que sempre fizemos de modo diferente. Precisamos de novos conhecimentos, tecnologia, eficácia.

A busca da produção eficaz implica a constante implementação de novos processos eficientes. E isto só é possível por meio de conhecimento e decisão para quebrar paradigmas.

Bill Gates afirmava que, para se ter sucesso nos negócios, basta perceber para onde o mundo se dirige e chegar lá primeiro e Adam Smith dizia que a geração de riqueza de uma nação dependia do desenvolvimento e crescimento econômico de cada cidadão.

A nossa roça são a Baixada e as Reentrâncias maranhense, esse imenso território que vai receber “chuva” de investimentos nos próximos anos. Bilhões de reais serão investidos em projetos grandiosos. Anunciam o CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA e o TERMINAL PORTUÁRIO DE ALCÂNTARA. Nos próximos capítulos especialistas apontam ações necessárias e capazes para o progresso dessas regiões. Precisamos de capacitação.

PROJETO DO NOVO PORTO DE ALCÂNTARA, com capacidade para 140 milhões de toneladas/ano; obra deve ser concluída em 2024.

 

Fórum da Baixada participa da solenidade de inauguração da Estrada do Peixe em Matinha

Em 8 de novembro de 2019 20:30

Fórum da Baixada participa da solenidade de inauguração da Estrada do Peixe em Matinha

O Presidente, João Martins e o Vice-Presidente, Expedito Moraes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) participaram hoje (08/11/2019) da inauguração da sonhada Estrada do Peixe no Povoado Itans em Matinha. 

Na oportunidade contaram com a atenção, hospitalidade e gentileza dos forenses Jorge Soeiro e João Silveira de Matinha e Henrique Travassos de Viana que, durante a visita a Itans não mediram esforços para que os representantes da entidade compartilhassem de forma exemplar do evento de inauguração da estrada, do ginásio e da fábrica de gelo pelo Governador do Estado, Flávio Dino e pela Prefeita Linielda.

O FDBM parabeniza todos os atores institucionais envolvidos na organização do evento e em especial aos diretores e associados da Associação dos Piscicultores de Itans.

A Diretoria do FDBM

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense cumprimenta o Dr. Natalino Salgado pela sua nomeação no cargo de Reitor da UFMA

Em 7 de novembro de 2019 23:12

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense cumprimenta o Dr. Natalino Salgado pela sua nomeação no cargo de Reitor da UFMA

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) torna público o seu veemente sentimento de júbilo em relação à nomeação do Dr. Natalino Salgado para o cargo de reitor da Universidade Federal do Maranhão.

O nosso intenso contentamento se justifica porque o Dr. Natalino, membro fundador do FDBM, é um dos homens públicos mais honrados, respeitados e talentosos do estado do Maranhão.

As duas gestões anteriores do Dr. Natalino Salgado, entre 2007 e 2015, celebrizaram-se pelo timbre da boa gestão e eficiência administrativa.

O seu estilo de empreendedor arrojado transformou a UFMA em uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil.

Assim, ao tempo em aplaudimos a nomeação de Dr. Natalino, reiteramos a nossa plena convicção de que a sua nova gestão à frente da venerável Universidade Federal do Maranhão será notabilizada pela marca da competência administrativa, gestão de excelência e idoneidade moral.

A Diretoria do FDBM

 

Gracilene Pinto fala da importância dos Diques da Baixada em sua obra Serões na Baixada do Maranhão

Em 1 de novembro de 2019 18:49

Gracilene Pinto fala da importância dos Diques da Baixada em sua obra Serões na Baixada do Maranhão

Em algumas épocas do ano, a falta de pescado e de carne vermelha era muito grande e as pessoas diziam que a comida estava “vasqueira”, o que significa que a procura estava maior que a oferta e havia carência no mercado.

Aliás, este é um problema histórico e revoltante na Baixada, pois como bem escreveu o Dr. Flávio Braga em seu artigo “Baixada Maranhense – graves problemas, singelas soluções”, “as medidas para melhorar as condições de vida do seu povo são baratas, simples e de fácil resolutividade. Só depende da vontade política dos nossos governantes, no sentido de construção de barragens, açudes e canais que promovam a conservação da água doce em nossos campos… Como se vê, a Baixada tem jeito, visto que as soluções para melhorar a vida do seu povo são viáveis, exequíveis e de baixíssimo custo material. Basta querer…” A Baixada tem problemas com o excesso de água e também com a escassez. E, enquanto não forem tomadas sérias medidas para administrar essa questão o baixadeiro vai continuar lutando contra a natureza, sofrendo e passando fome e sede desnecessariamente.

Ainda bem que como já foi dito anteriormente, na atualidade muita gente tem se preocupado com essa questão, tanto que o objetivo precípuo da criação do Fórum em Defesa da Baixada é exatamente este: discutir e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelo povo da região, com ênfase para a questão de melhor administrar a preservação da água doce nos campos controlando a invasão da água salgada, problema que pode ser solucionado com a construção dos diques.

Ocorre que, com as chuvas os rios e açudes transbordam e os peixes fogem. O excesso de umidade também prejudica a lavoura causando, por exemplo, a degeneração da mandioca, como dizem na região. Então, a água, que é uma grande dádiva de Deus e significa vida, em excesso também pode ocasionar problemas. No entanto, no abaixamento as águas escoam totalmente pelos sangradouros deixando os campos secos, com raras poças de lama entre as extensões de torrão de barro esturricado e escuro. Então, escasseia o pescado e morre o gado, pelo que os criadores precisam sempre utilizar o regime de transumância, que é a transferência do gado para a região dos lagos, fugindo da seca. Em contrapartida, nas marés de sizígia a água salgada invade os campos da Baixada, destruindo o ecossistema pela salinização da água e do solo. Então, a flora e a fauna dos campos alagados sofrem, e morrem peixes e plantas. Recentemente até um filhote de tubarão foi encontrado no lago de Viana.

Em suma, tudo na vida necessita ser dosado. Daí a ansiedade pela construção dos já famosos Diques da Baixada, que, uma vez construídos, permitirão a conservação da água doce nos campos, ao mesmo tempo que impedirão a invasão da água salgada.”

Autora: Gracilene Pinto. Trecho do Livro Serões na Baixada do Maranhão, do Selo Editorial FDBM, nas folhas 62/63.

Vejam os objetivos dos Diques da Baixada, de acordo com apresentação da CODEVASF:

A ceia de bagre

Em 27 de outubro de 2019 14:08

A ceia de bagre

De tanto ouvir falar das belezas dos verdes campos de Pinheiro, dois amigos meus resolveram vir, de bem longe, me visitar aqui no Maranhão. Mas queriam ir até Pinheiro!

Do terminal da Ponta da Madeira até o porto do Cujupe, do outro lado do continente, a travessia já é uma viagem. No meio da baía, as pequenas gaivotas acompanham o ferry boat. O comandante Edson acelera os motores. Uma enorme espuma branca se forma na popa da embarcação e, sobre ela, os pequenos peixes fazem a alegria dos pássaros.

O fim de tarde se aproximava quando dobramos a curva do Farol em direção ao Cujupe. De repente, a exuberante natureza nos surpreende e coloca à nossa frente um bando de guarás. O reflexo da luz do sol poente na plumagem daquelas aves nos fez enxergar um encarnado único, indescritível e de rara beleza, que nem os mais renomados mestres da pintura seriam capazes de reproduzir.

Ficamos a contemplar, por certa de 30 minutos, bandos e mais bandos de guarás, cada qual guiado pelo seu líder, cruzando sobre nossas cabeças em direção a seus dormitórios.

Aos poucos o verde escuro do manguezal mudava de cor. Como numa pintura impressionista, o mangue ao nosso lado começava a tingir-se de rubro pela chegada dos guarás e pequenas manchas formadas pelas garças brancas enriqueciam a beleza do quadro.

A revoada dos recém-chegados, que desciam até as margens para lavar os pés, agitava a paisagem. Chama atenção que embora passem o dia inteiro à cata do sarará e do maraquanim, enterrando os pés no barro preto do mangue, nenhum guará se atreve a dormir de pé sujo; todos, sem exceção, lavam os pés antes de se recolherem aos braços de Morfeu.

Mais tarde, hospedados em uma pousada à beira do campo em Pinheiro, nós acordamos bem cedo para contemplar o nascer do sol que refletia sobre aquele manto de água a perder de vista. Um verdadeiro oceano de água doce animado pelo voo rasante dos bandos de marrecas, jaçanãs e japiaçocas.

Munidos de uma caneca de alumínio e um pouco de Nescau fomos tirar o leite das duas vacas que se encontravam ao lado. Sentados num pequeno mocho de três pernas e espremendo as tetas da vaca, o leite mungido jorrava fazendo espumar aquele saudável milk shake.

No salão, uma grande urupema recheada de cupu, bacuri, ingá, murici, pitomba, carambola, tamarindo, abacaxi, (de Turiaçu, penso eu) enfeitava a mesa do farto café, regado com sucos de manga, cajazinho e caldo de cana tirado da engenhoca. Um beiju com queijo de São Bento e um bom copo de juçara, amassada na hora, completava o petit déjeuner.

Alugamos uma pequena canoa e fomos conhecer a Barragem do Pericumã, uma das raras eclusas existentes no Norte do país. No Lago Grande, encontramos Sr. Antão, um tradicional pescador, que nos ofereceu a oportunidade de fazermos, à noite, uma pescaria de bagre.

Aceitamos a oferta com uma condição: iríamos comer os bagres que fossem pescados. Lançado o desafio, encomendamos o restante do jantar. E convidamos alguns amigos para fazerem parte da “ ceia de bagre”.

Quando o sereno começou a cair, o senhor Antão passou pela pousada para nos levar ao cais da Faveira. Devidamente orientados, todos com camisas de mangas compridas para nos proteger das muriçocas, e com lamparinas na mão, embarcamos em duas pequenas canoas, onde delgadas varas de pescar já se encontravam à nossa espera.

Enquanto remávamos em direção ao pesqueiro, pelas águas serenas do Pericumã, o breu da noite era iluminado apenas pelo brilho intermitente dos pirilampos. As cozinheiras ficaram em casa fazendo os temperos e aguardando ansiosas pela chegada dos bagres que iriam ser “tratados” ainda vivos e preparados para a ceia. As iscas (bichos de coco babaçu) eram larvas branquinhas e enrugadas que pareciam ter sido feitas sob medida para serem enfiadas nos anzóis. A cada mergulho do anzol nas águas mornas do rio, um bagre era fisgado e jogado no fundo da ubá.

Sentados nos estreito banco da canoa, ficávamos imaginando a festa do retorno. O vinho (lá em Pinheiro é o vinho tinto) para acompanhar a ceia já estava posto no gelo e em mais algumas horas iríamos degustar a nossa própria pescaria. Imaginem! Comer aquele peixe que iria pular, ainda vivo, para dentro da panela! E, de lá, para o nosso prato!

Já remávamos de volta quando o tempo começou a fechar. Um grande relâmpago ao largo tingiu de prata aquela imensidão de água e prenunciava um enorme trovão.

Sacudindo pelo barulho do trovão acordei de mais um dos meus sonhos. Um sonho que poderá se transformar em realidade. Afinal de contas, um maranhense acaba de assumir o Mistério do Turismo e o incentivo às atividades turísticas pode ser uma solução para desenvolver algumas das regiões de grande potencial turístico de nosso Estado.

Crônica publicada no Livro Ecos da Baixada, páginas 39/42.

José Jorge Leite Soares

A Baixada Maranhense e sua vocação para a grandeza

Em 26 de outubro de 2019 20:48

A Baixada Maranhense e sua vocação para a grandeza

“Esse horizonte usa um tom de paz”, disse Manoel de Barros, em sua obra “O livro das ignorãças”, ao discorrer poeticamente sobre os fins de tarde no Pantanal. Tomo emprestadas as palavras do poeta para também falar sobre o entardecer da minha sempiterna Cururupu, cenário de tantas boas lembranças de minha infância, e sobre a paisagem da Baixada Maranhense, que não me sai da memória.

Trago à baila esse assunto porque estive em Pinheiro, no início da semana passada, participando da cerimônia de instalação da primeira turma de licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no Campus instalado naquela cidade, evento esse concorridíssimo e que contou com a presença de autoridades municipais, técnicos administrativos, professores e alunos. Àquela ocasião, quarenta estudantes deram o primeiro passo rumo ao tão sonhado diploma de Educação Física. Além da motivação dos estudantes, o curso também inicia com um excelente corpo docente, de vasta experiência profissional. É nossa intenção, com a aprovação do conselho universitário, transformar o Campus de Pinheiro no terceiro centro de ensino dessa Instituição no continente.

A cada ida àquela região, volto com o ânimo renovado por constatar a vontade e a determinação de seus habitantes para o desenvolvimento. Nesse contexto, além das anteriormente referidas, outras iniciativas dignas de elogio estão sendo realizadas, a exemplo do recém-instalado Fórum da Baixada Maranhense. Aqui destaco o papel do advogado Flávio Braga, um dos principais defensores desse projeto.

A Baixada Maranhense compreende 21 municípios, que se distribuem em quase dezoito mil quilômetros quadrados na região noroeste do Estado. Com uma população de mais de 518 mil habitantes (dados de 2006), tem sua economia ancorada no extrativismo, agricultura de subsistência, pesca e pecuária cuja expressão principal é a bubalino-cultura, visto que esses animais se adaptam perfeitamente às condições de grande parte da região, caracterizada por campos inundáveis.

Mas, infelizmente, a economia baseada na exploração de atividades do campo e com escassa aplicação de tecnologia resulta em baixos índices de produtividade e coopera para manter o quadro de pobreza geral, que se expressa em insatisfatórios índices de progresso. Como exemplo disso, temos a cidade de Pinheiro, a principal da microrregião, que exemplifica com bastante acuidade a condição que se perpetua ao longo de décadas. Nessa cidade, o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), que avalia a qualidade de vida, como a longevidade, renda e educação da população, é de apenas 0,637, o que representa um crescimento médio. Sobre isso, a dinâmica é a seguinte: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. Registre-se que outras cidades do entorno possuem dados semelhantes. O quadro só não é mais desolador por causa do comprometimento de alguns poucos governantes da região que se esforçam para debelar os inúmeros problemas e desafios hercúleos, embalados pela determinação de um povo honesto, cordato e trabalhador.

No entanto, nem tudo é desanimador, pois há na região uma rica diversidade da fauna e flora e o maior conjunto de bacias lacustres do Nordeste. A transição entre o cerrado e a floresta amazônica criou um lugar único de campos dominados pelas águas, particularmente no período chuvoso, que transforma a região com seus rios e lagos num pantanal tão grandioso e exuberante quanto o equivalente mais famoso no Mato Grosso. Aquele cenário que não deixa a desejar a nenhum cartão postal do mundo. Volto a Manoel de Barros, no mesmo livro já citado, ao falar de seu pantanal, de forma modesta: “o mundo meu é pequeno, Senhor. Tem um rio e um pouco de árvores”.

A Baixada Maranhense tem vocação natural para a grandeza. Por isso mesmo, engajada no desafio de tornar essa região ainda melhor e mais próspera, a Universidade Federal do Maranhão (já tivemos a oportunidade de escrever sobre isso noutro momento) faz sua parte: iniciou o que considero um novo ciclo de crescimento. O campus de Pinheiro, que antes funcionava com os cursos interdisciplinares em ciências humanas (com habilitação em História ou Filosofia) e naturais (com habilitação em Biologia), conta hoje com os de Medicina e Enfermagem e, mais recentemente, com o curso de Educação Física, que teve sua aula inaugural no dia 16 (segunda-feira). Essas três últimas graduações atenderão a uma demanda crescente de saúde de qualidade, o que propiciará um efeito catalisador à formação dos profissionais e à produção de conhecimento. E, ainda este ano, no segundo semestre, teremos a honra de iniciar o curso de Engenharia de Pesca em Cururupu, cidade cuja economia está intimamente ligada à pesca marítima.

Deus governa grandezas”, diz Guimarães Rosa pela boca de Riobaldo em “Grande sertão veredas”. O potencial da Baixada Maranhense, somado à fé e à coragem de seu povo, haverá de legar às próximas gerações uma herança de grandes conquistas, pois as esperanças mais incompatíveis podem conviver sem dificuldades, alerta Jorge Luís Borges. Que essas ações em favor daquela região encontrem corações maduros para que as sementes do crescimento e da prosperidade possam gerar bons frutos.

Crônica publicada no Livro Ecos da Baixada, páginas 36/38.

Natalino Salgado Filho

A Baixada ontem e hoje

Em 25 de outubro de 2019 21:21

A Baixada ontem e hoje

Até os anos 60, a Baixada Maranhense ainda  conservava o seu ecossistema equilibrado, exuberante e farto. Rios e lagos navegáveis durante todo o ano, igarapés adentrando os campos, lagoas desaguando nos rios e estes na baía de São Marcos.

O transporte dessa região para as outras, inclusive para a Capital, era realizado exclusivamente pela navegação fluvial, lacustre e marítima. Não havia estradas de qualquer tipo, somente caminhos e veredas. As embarcações responsáveis pelo deslocamento de pessoas, animais, matérias-primas e mercadorias eram canoas, igarités, barcos, lanchas e batelões.

Nos pequenos trechos, carros de boi, cavalos, burros e jumentos. Dispersos pelos campos, pastavam bois, cavalos, bodes, porcos, patos e outros bichos. Ainda era possível, permitida, viável e fácil a mobilidade dos cabocos pelos campos baixadeiros sem as cercas de arames farpados. No verão, os caminhos empoeirados nos conduziam a lugares distantes e diversos, viajando a pé ou a cavalo; no inverno, transitava-se de canoa a remo ou à vara.

Posteriormente, chegaram os búfalos, criados em demasia e soltos nos campos. Em seguida, grandes áreas foram desmatadas e roçadas para fazer pastos e as cercas foram dificultando a vida dos cabocos da região, que logo se mudaram para as cidades mais próximas. Começou assim o processo de degradação do meio ambiente do Pantanal Maranhense. Estabeleceu-se, então, um silencioso ciclo de assoreamento de lagoas, igarapés e rios, devido, sobretudo, à nociva interferência humana.

Nos dias de hoje, é impraticável a navegação de médio calado. A lâmina de água nos lagos cada dia fica rasa e, consequentemente, peixes e outras formas de vida desaparecem em pouco tempo.

Nas áreas limítrofes com os rios e a baía de São Marcos, o mar e o mangue avançam a cada ano. O processo de salinização dos campos acarreta severos danos à fauna e a flora. A biodiversidade da Baixada Maranhense está ameaçada e suplica por um socorro urgente.

Apenas nos anos 70 surgiu a estrada carroçável que dá acesso à Capital, passando por Vitória do Mearim. E somente na década de 80 foram construídas pontes sobre os rios, libertando os viajantes das incômodas travessias de canoas e pontões.

Barcos e lanchas singravam a baía até São Luís abar- rotados de cargas, animais e passageiros mal acomodados e expostos a riscos de toda ordem, especialmente o perigo de naufrágios, como ocorreu em diversas tragédias.

Sobreveio o transporte via ferry boat: potentes, céleres e oferecendo maior segurança. Porém, continuam prestando um serviço com o mesmo padrão dos anos 80.

O fluxo migratório continua. Os jovens baixadeiros que partiram para estudarem em São Luís, com a expectativa de se graduarem e um dia retornarem, frustram-se em constatar que, em seus municípios de origem, as oportunidades de trabalho permanecem quase inexistentes.

A Baixada Maranhense necessita de um Plano de Desenvolvimento que contemple a universalização do conhecimento, da saúde, da pesquisa, da apreensão de novas tecnologias, capacitação, infraestrutura, logística e produção.

Tornou-se imperiosa a construção de ambientes institucionais em que as pessoas incorporem e convirjam sentimentos comuns do povo baixadeiro acerca das alternativas adequadas de intervenção nessa promissora região, a exemplo do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

O ECO de nossas vozes se confunde com o de nossos ancestrais, retumbando pelos rios, igarapés, enseadas, campos, lagos e pela baía de São Marcos. Onde existe ECO, existe vida…existe esperança.

Crônica publicada no Livro Ecos da Baixada, páginas 32/34.

Expedito Moraes

Inicia nesta sexta a Exposição de ovinos e caprinos em São João Batista

Em 2 de outubro de 2019 23:20

Inicia nesta sexta a Exposição de ovinos e caprinos em São João Batista

A VIII Exposição de Ovinos e Caprinos, promovida pela  Associação dos Produtoras de Ovinos e Caprinos de São João Batista (APPOC), acontecerá no  período de 04 a 06 de outubro do corrente ano.

No ano passado o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) se fez presente, inclusive com a presença da então presidente da entidade, Ana Creusa. Neste ano, segundo o Presidente João Martins, o 1º Secretário, David Cutrim,  representará o FDBM no evento.

O evento será marcado por palestras para alunos da Rede Municipal e Estadual de Ensino de São João Batista, com o zootecnista Nélio Freitas.

No dia 5, um café da manhã será oferecido aos participantes, seguido de palestras com vários profissionais. Enquanto que no dia 6, o evento segue com uma feira da agricultura família, bate-papo sobre o abate e cortes de ovinos e caprinos; palestras, cursos, desfiles de animais e festa de encerramento. 

Este ano, o evento conta com apoio do Governo do Maranhão, por meio da Agerp, Sebrae e da Prefeitura Municipal de São João Batista. De acordo com o superintende Articulação Política Luiz Everton, o secretário de Agricultura Familiar do Governo do Estado, Júlio Mendonça, deve participar da exposição.

Confira a programação completa abaixo:

 

Fonte: Blog de Jaílson Mendes.

João Martins assume a presidência do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Em 2 de outubro de 2019 15:45

João Martins assume a presidência do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

O presidente eleito possui credenciais para realizar uma gestão eficiente e comprometida com o desenvolvimento sustentável das microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental maranhenses. Ele já exerceu funções de destaque, como o cargo de Diretor Superintendente do Sebrae, em que prestou relevantes serviços na área do empreendedorismo e formação de líderes, funções essenciais para progresso do país. João Batista Martins é natural de Bequimão, é sócio fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e já exerceu o cargo de Presidente de Honra na instituição. Nesta oportunidade, atendendo a pedido dos forenses, João Martins aceitou concorrer ao cargo de Presidente do FDBM.

A eleição da 3ª diretoria do FDBM ocorreu no dia 28/09/2019 no espaço da Livraria AMEI no São Luís Shopping. Durante a solenidade, a então presidente, Ana Creusa, fez os agradecimentos aos forenses pela colaboração, ao tempo em que era exibida no telão uma retrospectiva da gestão que se despedia.  Em seguida foi realizada a eleição, bastante participativa, pois a assembleia saudava com aplausos cada nome anunciado pelo candidato à presidência. 

Os forenses elegeram como presidentes de honra, os dois primeiros presidentes do Fórum, Flávio Braga e Ana Creusa, como demonstração de harmonia e gratidão pelos serviços prestados.

Todos saíram da solenidade com a certeza de que o FDBM está em boas mãos, pois além das credenciais do presidente,  ele ainda conta com uma equipe multidisciplinar e valorosa de forenses, conforme se pode comprovar pela relação abaixo em que consta os eleitos para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal no biênio 2019-2021:

Presidente: João Batista Martins; 1º Vice-Presidente: Expedito Nunes Moraes; 2º Vice-Presidente: Antônio Lobato Valente; Presidente de Honra: Wewman Flávio Andrade Braga; Presidente de Honra: Ana Creusa Martins dos Santos; 1º Secretário: David Dérik Aguiar Cutrim; 2º Secretário: Alexandre Ayrton Muniz de Abreu; 1ª  Tesoureira: Estela Cristina Lima Ribeiro Ferreira; 2ª Tesoureira: Deuzenir Costa Carneiro Szekeresh. Membros Efetivos do Conselho Fiscal: 1) Jaílson Mendes Mota; 2) joão Muniz Silveira e 3) José Ribamar Gusmão Araújo. e Membros Suplentes do Conselho Fiscal: 1) Flaviomiro Silva Mendonça; 2) João Carlos da Silva Costa Leite e 3)Marlilde Mendonça Abreu.