A POROROCA E A SARAFINA

A POROROCA E A SARAFINA

Por Expedito Moraes

Em sua origem tupi “pororoca” quer dizer algo como “causar um grande estrondo”. E foi esse o nome escolhido para nomear um dos mais impressionantes fenômenos da natureza, que ocorre quando o mar invade um rio na forma de uma grande onda que se choca contra a corrente fluvial, podendo atingir até quatro metros de altura.

Nas luas cheias e novas, as marés crescem bastante no Golfão Maranhense, chegando em alguns meses a alcançar mais de sete metros acima da lâmina de baixa-mar. De modo que invade o estuário do Mearim e avança furiosamente pelos rios Mearim e Pindaré, invertendo a corrente do rio. Nestas fases da lua, a velocidade da correnteza rio acima é muito maior, e permanece durante quase três horas, elevando a lâmina d’água até o cimo das barreiras. Principalmente, entre os meses de março e abril ou setembro a dezembro.

Nasci na margem direita do Rio Pindaré, no povoado Cachoeira, Município de Cajari. Do lado esquerdo é Viana.

Nessa época não existia assoreamento. As matas ciliares estavam perfeitas, o rio era altamente navegável, não havia estradas na região, e as lanchas de grande porte faziam o transporte de cargas e passageiros da cidade de Pindaré até São Luís, passando pelas demais localidades ribeirinhas.

Durante o inverno (período chuvoso), essas embarcações faziam tal percurso em 24 a 30 horas. No verão (período de estiagem), a viagem podia durar até 72 horas. E quem determinava esse tempo eram as marés, pois com o leito mais seco, os navegantes obrigavam-se a fundear em vários trechos para esperar a maré, até que esta elevasse a lamina d’água e evitasse o encalhe nas croas.
Ocorre que, quanto mais as embarcações se aproximavam do estuário, maiores eram as pororocas.

Lembro de muitos naufrágios e ameaças ocorridos quando eu ainda era criança. Havia um determinado lugar entre a Boca do Rio Mearim (local do encontro do Pindaré com o Mearim) e o Porto da Gambarra, chamado Malhadinha, que era o terror dos embarcadiços.

Fundear no Canto do Lago, local mais profundo com o canal passando junto às altas barreiras e mangueiros, já se tornara obrigatório. As embarcações eram amarradas com grossos cabos de manilha, com o ferro (âncora) arriado, para esperar a passagem da pororoca e poder atravessar a Malhadinha sem perigo.

Essa parada forçada durava de seis a oito horas. Rezava-se para que isto não acontecesse à noite, e, se fosse o caso, que não chovesse, e chovendo, que não fosse com trovoadas. E caso tudo isso acontecesse, que não fizesse frio. Imagine um cenário desse com as terríveis muriçocas, tão comuns nesses locais. Nem se podia abrir a boca. Quando o timoneiro da embarcação por imperícia ou imprudência não esperava a maré se encher nesse “fundiador” seguro e aventurava-se a atravessar a tenebrosa Malhadinha, corria grande risco de encalhar nas suas imensas croas ou bancos de areia, o que poderia redundar em naufrágio.

Ocorre que, esse pedaço do rio tinha o solo composto por um tipo de material que chamavam de “esmeril”, que transformava essas croas em areia movediça. Com o peso da embarcação, da carga (normalmente com 1.200 a 2.000 sacas de arroz e babaçu nos porões e por cima do convés), dos passageiros, animais e bagagens, corria um risco enorme de encalhar e ser tragada pela croa. À proporção que a maré baixava, a lancha ia sendo sugada e terminava ficando presa na croa.
O verdugo é uma peça de madeira forte que vai de um extremo a outro das embarcações, e, além de protegê-las de danos em choque com outros obstáculos, serve como limite entre o casco e convés. Quando a lâmina d’água ultrapassa essa peça é sinal de que a embarcação está com excesso de carga e corre perigo de ter seus porões invadidos pela água diante de banzeiros e pororocas. Da mesma forma, num encalhe desse tipo, é certo ter seu casco enterrado até à altura do verdugo. Isto é como uma sentença de morte – naufrágio certo.

Naquele trecho a Pororoca vinha com mais de cinco metros de altura e com uma força descomunal, de modo que alagava, e até emborcava, a embarcação, que, assim enterrada, pesada e imóvel, com a hélice e o leme presos na areia, não obedecia a nenhum comando.

Numa situação assim, restava esperar por um milagre. Wady Sauáia em “Cenas que Ficam”, proprietário da lancha Afife, assim descreve este fenômeno que ocorria no local: “Falo, então, para o Dizim que se encaminhe para o Corredor da Morte, pois queria ver se aquela onda se formaria da mesma forma que no dia anterior. Não demorou e bem a nossa frente avistamos um verdadeiro “Monstro” de água e espuma marrom que avançava furiosamente destruindo a margem e levando tudo que encontrava pela frente.” Esse era o cenário, e foi essa imagem que ficou também na minha memória. Não tinha como não sentir pavor.

É preciso registrar que, tanto na citação do autor como na minha, as lanchas estavam flutuando, e não encalhadas. Mas, mesmo assim era perigoso. Podia emborcar; no terrível choque do casco com a pororoca e as seguidas ondas “cavaleiros”, poderia sacar uma das tábuas do casco, passar por cima do porão, o que, caso não estivesse vedado por resistentes planchas e encerados, poderia enche-lo de água ou quebrar o leme, e a lancha ficaria à deriva sobre as ondas.

Pois, em 1956, foi exatamente com um “monstro” desse que, numa noite de lua nova, quando ela é maior, por volta das 19 horas a SARAFINA (em hebraico significa “aquela que protege o trono de Deus”) encontrou na Malhadinha, e “se perdeu”.

A lancha estava enterrada até o verdugo, imóvel e pesada, e a Pororoca passou por cima levando tudo que podia. A maré subia velozmente, a escuridão mais parecia um breu, e os passageiros subiram até o segundo toldo e começaram a queimar roupas na esperança de serem vistos por alguma embarcação.

Ocorre que, naquela época essa região era totalmente inóspita, ninguém habitava por ali. E, mesmo que tivesse alguém por perto, teria que dispor de uma outra embarcação capaz de abrigar os muitos passageiros e tripulantes.

Mas, milagres acontecem. Eis, que surge ao longe as luzes de uma embarcação. A correnteza era imensa. Todos queimavam as roupas, desesperados, porque, se demorasse muito, a água poderia chegar ao último toldo, e a morte seria certa. Mesmo para quem soubesse nadar, na escuridão, com a correnteza e água agitada, o nadador não saberia para que lado estaria a terra.

Porém, finalmente a embarcação se aproximou e conseguiu resgatar todos que estavam ali.

No dia seguinte, pela manhã, ficamos surpresos com o repentino desembarque no porto da nossa casa, dos muitos sobreviventes trazidos pela bendita lancha salvadora.

Todos foram aconselhados a ficar em nossa casa para esperar a lancha, da qual meu pai era o comandante, para levá-los aos seus Municípios.
Era desesperador. Alguns choravam, ainda apavorados. Outros, lamentavam as perdas, pois não conseguiram salvar nada. Outros, ainda, agradeciam a Deus por estar vivos. Os sobreviventes estavam com fome, sujos e sem roupas para trocar. Minha família fez rápida campanha para adquirir vestimentas para essas pessoas que ficaram só com a roupa do corpo.

Expedito Moraes
18/03/2020

FÓRUM DA BAIXADA ACOMPANHA A ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE FERRYBOAT NO MARANHÃO

FÓRUM DA BAIXADA ACOMPANHA A ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE FERRYBOAT NO MARANHÃO

GOVERNO REALIZA ASSINATURA DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE FERRYBOAT NO MARANHÃO

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), por meio do seu presidente, Expedito Moraes e Ana Creusa, acompanhou a assinatura, através da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), realizou, na manhã desta quinta-feira (9), a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Transporte Aquaviário Intermunicipal. O serviço de ferryboat foi licitado pela primeira vez no Maranhão e trará benefícios para a sociedade que utiliza esse meio de transporte, atendendo as necessidades dos usuários que utilizam o serviço, além idealizar e concretizar um compromisso do Governo com todos os maranhenses, sobretudo, com os que residem e trabalham na Baixada, garantindo mais acessibilidade e desenvolvimento econômico e social para o Maranhão.

“Esse é um processo que a MOB tem conduzido há bastante tempo, desde o início da gestão do governador Flávio Dino, e agora chegamos ao final do processo licitatório para o transporte aquaviário entre São Luís/Cujupe e que se culmina hoje com a assinatura do contrato. É um grande marco para o Maranhão e em um curto prazo teremos novas embarcações e constantes melhorias no serviço”, pontou o presidente da MOB, Daniel Carvalho.

No processo licitatório da Concorrência Pública de nº 001/2021-MOB duas empresas estavam concorrendo: Internacional Marítima e Celte Navegação. A Internacional Marítima venceu o lote I e a Celte Navegação venceu o lote II, e desta forma serão duas empresas operando no sistema em um prazo de 90 dias da data da assinatura da ordem de serviço, realizada nesta quinta-feira (9).

“Teremos mais disponibilidade de novos ferrys e novos horários para que a população que necessita tanto desse serviço, para que o ir e vir do dia a dia seja garantido de forma mais rápida e eficiente, com melhores acomodações e melhorias de modo geral”, explicou Marcel Lopes, diretor de operações aquaviárias e aeroviárias da MOB.

“Definitivamente é um novo momento para o serviço de ferryboat, com mais investimentos e também trazendo melhorias para os usuários dos ferrys e consequentemente dos terminais, acompanhando, assim, o crescimento desse serviço tão importante para a população”, destacou Ted Lago, presidente da EMAP.

O contrato de concessão terá duração de 20 anos podendo ser prorrogado por mais 20 anos. Com o contrato, as empresas agora têm segurança jurídica e podem investir em melhorias. O documento já assinado também rege que as empresas têm um prazo de 90 dias para iniciar as operações com os ferrys de acordo com as cláusulas do contrato.

“Pela primeira vez o Estado do Maranhão toma a iniciativa de conceder uma concessão para a iniciativa privada e isso possibilita que o investimento seja de fato feito. Nossa pretensão é atender essa demanda, voltada com bons resultados para a população com embarcações mais adequadas, seguras e confortáveis e que tudo possa fluir de modo que consigamos atender a população”, afirmou Luiz Carlos, presidente da Internacional.

“A nossa ideia é proporcionar um serviço melhor que o que está sendo proporcionado atualmente, justamente o motivo da licitação, melhorar o serviço. Oferecer embarcações melhores, equipamentos melhores, um serviço mais confortável e aproveitar a mão de obra local, de preferência”, frisou Sérgio Maia, diretor da empresa Celte.

Várias autoridades acompanharam a solenidade de assinatura do Contrato de Concessão do Serviço Público de Ferryboat no Maranhão. Participaram da solenidade: a promotora de Justiça, Lítia Cavalcante; o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau; o presidente da EMAP, Ted Lago; dentre outros.

Fonte: https://www.ma.gov.br/agenciadenoticias/

Expedito Moraes é eleito presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Expedito Moraes é eleito presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

O presidente eleito possui credenciais para realizar uma gestão eficiente e comprometida com o desenvolvimento sustentável das microrregiões da Baixada e Litoral Ocidental maranhenses. Ele já exerceu funções de destaque na sociedade, como Deputado Estadual e Assessor Legislativo. Expedito Moraes é natural de Cajari, é sócio fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) e já exerceu o cargo de 1º Vice-Presidente.

A eleição da 4ª diretoria do FDBM ocorreu no dia 7/12/2021 no espaço do Restaurante Picuí Tábua de Carne, na Cohama em São Luís. A solenidade de eleição e posse foi presidida por Flávio Braga que fez os cumprimento aos forenses e às autoridades presentes. Falou dos projetos do FDBM que estão em andamento.

Franqueada a palavra, o vereador Marcial Lima falou da importância do FDBM para os baixadeiros e que grande parte da população de São Luís é formada por baixadeiros. Outros forenses usaram da palavra, como Valmir Abreu, Elinajara, João Silveira e outros, sempre enaltecendo a importância do Fórum da Baixada.

O representante do Vice-Governador Carlos Brandão recebeu uma lista de reinvindicações de obras e melhoramentos para a Baixada, em especial os diques da Baixada e outras outras estruturantes.

O presidente eleito, em sua fala explicou a origem do slogan da sua gestão “NOVOS CAMINHOS”, ocasião em que a assembleia o saudou com aplausos de gestos de gratidão, por aceitar presidir o Fórum da Baixada pelos próximos dois anos. 

Todos saíram da solenidade com a certeza de que o FDBM está em boas mãos, pois além das credenciais do presidente,  ele ainda conta com uma equipe multidisciplinar e valorosa de forenses, conforme se pode comprovar pela relação abaixo em que consta os eleitos para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal no biênio 2021-2023:

EXPEDITO NUNES MORAES, Presidente; ANA CREUSA MARTINS DOS SANTOS, 1º Vice-Presidente; ANTÔNIO VALENTE LOBATO, 2º Vice-Presidente; ANTÔNIO JOSÉ MARTINS, Presidente de Honra; WEWMAN FLÁVIO ANDRADE BRAGA, Presidente de Honra; ELINAJARA PEREIRA CASTRO, 1ª Secretária; GRACILENE DO ROSÁRIO PINTO PEREIRA, 2ª Secretária; ALBERTO LEITE MUNIZ, 1° Tesoureiro; ALEXANDRE AYRTON MUNIZ DE ABREU, 2º Tesoureiro. CONSELHO FISCAL TITULARES: JOSÉ RIBAMAR GUSMÃO ARAÚJO; JOSÉ RIBAMAR AROUCHA FILHO; JOÃO MUNIZ SILVEIRA. CONSENHO FISCAL SUPLENTES: VALMIR FERREIRA ABREU; ANTÔNIO FRANCISCO DE SALES PADILHA e NARLON SANTOS SILVA.

 

 

 

O Fórum da Baixada promoverá Confraternização e eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal

O Fórum da Baixada promoverá Confraternização e eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal

A votação será realizada no espaço do Restaurante Picuí Tábua de Carne, localizado Av. Daniel de La Touche, 1040 – Cohama – São Luís – MA, às 18:00 horas do dia 7 de dezembro de 2021 (terça-feira). A eleição para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal será realizada por votação direta e secreta para um mandato de 2 (dois) anos. Na mesma ocasião será realizada a Confraternização de Final

A Diretoria Executiva é o órgão de representação da Sociedade em Defesa da Baixada Maranhense, eleita simultaneamente com o Conselho Fiscal, e será constituída do Presidente, primeiro Vice-Presidente, segundo Vice-Presidente, Primeiro e Segundo Secretários e Primeiro e Segundo Tesoureiros. O Conselho Fiscal é constituído por 3 (três) membros efetivos e seus respectivos suplentes.

As chapas que concorrerão à eleição serão compostas para todos os cargos previstos no Estatuto e poderão ser registradas até 72 (setenta e duas) horas antes da data do pleito, mediante comunicação à Sociedade em Defesa da Baixada Maranhense e em 24 (vinte e quatro) horas antes da data da eleição, deverá ser dada publicidade sobre a composição de todas as chapas inscritas, conforme Edital abaixo:

 

Fórum da Baixada parabeniza a Rádio e TV Maracu pelos seus 31 anos

PARABÉNS À RÁDIO E TV MARACU POR MAIS UM ANO DE RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADO AO MARANHÃO, ESPECIALMENTE À BAIXADA MARANHENSE.

Nós, que compomos o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), somos testemunha e orgulha-nos tê-la como parceira que sempre está de portas e braços abertos para difundir as nossas mensagens e que tanto tem estado junto nessa nobre missão de comunicar-se com todos, de forme democrática e universal.

Nossa homenagem, reconhecimento, e gratidão a todos que fazem com competência, responsabilidade e compromisso desse poderoso veículo de comunicação.

Em nome do seu Diretor BENITO, parabenizamos todos.

Expedito Moraes

1º Vice Presidente do FDBM

URGENTE: O Campus de São Bento da UEMA oferece o Curso de Tecnologia em Fruticultura

URGENTE: O Campus de São Bento da UEMA oferece o Curso de Tecnologia em Fruticultura

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) – campus São Bento/MA está oferecendo o curso superior de TECNOLOGIA EM FRUTICULTURA.

O curso será presencial, com três anos de duração. Com áreas de atuação: 1) Pesquisa e Desenvolvimento; 2) Projeto junto a Produtores e 3) Cadeia Produtiva da Fruticultura.

O acesso será via Vestibular PAES. https://www.paes.uema.br/

O curso de Tecnologia em Fruticultura visa à formação de profissionais qualificados para atuarem na cadeia produtiva da fruticultura. Dessa forma, a Universidade visa contribuir e estimular o desenvolvimento da economia regional. Os profissionais dessa área estarão habilitados para planejar, projetar, gerenciar e executar empreendimentos voltados para a produção de frutas. Eles também podem elaborar e executar projetos agrícolas que compreendem a implantação, cultivo, produção, colheita e pós-colheita de frutas. Além disso, podem fiscalizar, elaborar relatórios e pareceres sobre o controle de qualidade, classificação e certificação de frutas. Podem ainda fazer vistorias, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnico em sua área de formação, entre outras atribuições.

O período para solicitação de isenção já iniciou: 22/11/2021 a 17/12/2021.

As informações foram fornecidas pelo Diretor do Curso, o Pós-doutor em Agroecologia, Prof. Dr. Augusto César Vieira Neves Junior e Prof. Dr. José Ribamar Gusmão Araújo, doutor em Agronomia (Horticultura) e Fruticultura da UEMA e membro do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, responsável técnico pelo Projeto Bosques da Baixada.

Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes na Ação de Graças na Jurema

A Academia de Letras, Ciências e Artes Perimiriense  (ALCAP) participou da IV Ação de Graças na Jurema, dia 20 de novembro de 2021, durante o evento promoveu, por meio do Projeto Plantio Solidário, a primeira Edição da Feira de Troca de Mudas, Sementes e Saberes.

O objetivo da feira é preservar a biodiversidade, promover a educação ambiental e estimular a alimentação saudável e orgânica, que foi coordenada pro Jessythannya Santos. As mudas foram fornecidas pela UEMA, por meio do Prof. Dr. Gusmão Araújo e pela comunidade interessada na troca das mudas.

Além de mudas de hortaliças, legumes e vegetais, foram trocadas plantas ornamentais, como por exemplo, flores e cactos, bem como frutíferas e não-frutíferas, plantas medicinais, sementes e muito conhecimento. Contudo, por ser um evento gratuito e não possuir inscrição não foi registrada a quantidade de plantas disponíveis. Para participar, bastou levar uma muda e/ou sementes, para troca ou doação no local.

O evento deste ano não contou com a participação do engenheiro agrônomo ou outro especialista, Mas algumas orientações foram repassadas.

A feira, conforme relatou a coordenação, foi muito bem aceita pela comunidade, pois agregou conhecimentos sobre cultivo e ecologia, os quais foram compartilhados pelos participantes.

 

Parteira Dadá de São João Batista completa 99 anos de idade

Parteira Dadá de São João Batista completa 99 anos de idade

EUGÊNIA MENDES CÂMARA, carinhosamente chamada Dadá. Nasceu no dia 13 de novembro de 1922, no povoado Enseada dos Bezerros, São João Batista-MA.

Filha de Raimunda Nonata Mendes e pai desconhecido, situação comum naquela época em que as mães solteiras não tinham os filhos reconhecidos pelos pais, pois não existiam leis que os obrigasse reconhecê-los.

A segunda dos sete filhos de Raimunda, relacionados a seguir: Maria de Lourdes (Lulu), Eugênia (Dadá), Levi, Belízia (Belinha), Julião, Miriam e José Manoel.

Dadá passou parte da sua infância, no povoado onde nasceu, com sua mãe e sua avó Cândida que era o referencial familiar dos netos.

Sua origem humilde não foi obstáculo para tentativas de uma vida melhor. Queria estudar, mas não era possível porque não havia escolas naquele lugar e, estudar era privilégio dos himens, uma vez que, as mulheres eram educadas para ser donas de casa. Deveriam aprender a cuidar dos filhos e do marido.

Aos 7 anos, veio para São Luís onde morou com sua tia e madrinha Ângela Araújo, no bairro Sítio do Meio, sendo matriculada na Escola Modelo Benedito Leite, cursando até a 3ª série do antigo ensino primário, porém, seu currículo foi preenchido por si própria: um vasto conhecimento do mundo, sua universidade foi a própria vida.

Aos 21 anos conheceu o jovem João Câmara no bairro Diamante, avistando-o normalmente. No entanto, aquele jovem vindo de São Vicente Férrer para prestar contas com o Serviço Militar, procurou se informar sobre o endereço daquela senhorita para enviar-lhe uma Carta, pedindo-a em namoro. A carta foi recebida pelo tio Matias Araújo que ao lê-la buscou informação sobre o autor da mesma e, depois de algumas formalidades familiares, autorizou o namoro, pois o seu futuro marido era um homem de tradicional família de São Vicente Férrer, a família Marques Câmara, vinda da Ilha da Madeira – Portugal, a qual teve um ancestral que, por determinação da Coroa portuguesa fixou-se no município de Peri-Mirim-MA.

Após um ano de namoro, Dadá casou-se com João Câmara e desse casamento nasceram dez filhos: Carlos Alberto, Sônia, Edna, Dalva, João, Flor de Maria, Apolinária, Jomar, Anilde e Váldina.

Supermãe! Além de seus dez filhos, adotou e criou outras crianças, educando-as sem fazer distinção entre os seus filhos biológicos.

Sempre preocupada com a educação dos filhos, foi capaz de desempenhar com muita sabedoria os papéis de mãe, professora e, às vezes, psicóloga, tendo como base os princípios da ética e da honestidade: valores imprescindíveis para a boa formação do ser humano.

Em 1956, mudou-se, com toda a família, para São Vicente Férrer, lugar onde seu esposo nasceu, permanecendo lá por quatro anos.

No início de 1960, a fim de que seus filhos pudessem estudar, resolveu fixar residência em São João Batista. Logo que chegou no município, a primeira providência a ser tomada foi sair em busca de escolas para matricular seus filhos, porém, conseguiu organizar, em sua própria casa, uma escolinha com duas salas de aula multisseriado, contando com a ajuda de um representante político, partido PTB, o Sr. Procópio Meireles, que remunerava duas professoras alfabetizadoras: Violeta Meireles e Maria Souza Coelho. A escola foi denominada de Escola Trabalhista Brasileira.

Em São João Batista desenvolveu várias atividades, tais como: professora alfabetizadora, costureira e parteira, mas a sua maior dedicação, durante vinte anos (1960-1980), foi o trabalho de parteira. Este trabalho tornou-se tão intenso que era necessário sair de casa às altas horas da noite, transportada em canoas ou a cavalos, meios de transportes da época, para prestar atendimento a mulheres em povoados distantes.

Prestava também atendimento, em sua própria residência, às gestantes que iam verificar a posição do bebê, bem como, receber orientações acerca da gravidez e do parto.

A fim de uma melhor qualificação para o trabalho, Dadá fez um estágio na maternidade Benedito Leite, em São Luís, no final dos anos 60.

Conquistou, em São João Batista, a amizade da população e das autoridades locais, nutrindo com todos um bom relacionamento.

Mulher religiosa e movida pela fé, construiu com a ajuda de três amigas, uma igreja católica – Igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Paulo VI, existente ainda hoje.

Seu retorno a São Luís, concretizou-se em 1980, residindo no Conjunto Vinhais até os dias atuais, sendo visitada diariamente por pessoas amigas e conterrâneos.

Aos 99 anos, ainda lúcida e com tanta experiência de vida, é capaz de orientar seus filhos, netos e bisnetos. Faz tudo o que é possível para manter a família sempre unida, comemorando aniversários e outras datas festivas com almoços e jantares.

Com grande satisfação repete em suas conversas diárias: … tenho dez filhos, vinte netos e dezesseis bisnetos! …

Mulher extrovertida, de temperamento assumidamente forte, determinada, mas generosa. Sente-se feliz e abençoada por Deus porque criou seus filhos, orientando-os a fim de que alçassem seus próprios voos. Uma sensação de dever cumprido!

Sua imagem engrandece seus familiares, seu exemplo de vida dignifica seus filhos, dignificará, também, suas futuras gerações!

Biografia de autoria de sua filha Apolinária Câmara.

MENSAGEM GRACILENE PINTO AOS SEUS CONFRADES E CONFREIRAS DA ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS

MENSAGEM GRACILENE PINTO AOS SEUS CONFRADES E CONFREIRAS DA ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS

Por Gracilene Pinto

Somente hoje (31/10/2021), passados já dois dias do ato de criação da Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais, venho manifestar-me para me congratular com os prezados confrades e confreiras.

Aproveitando o ensejo, esclareço que meu silêncio não significa ausência ou desinteresse, pois, apesar das múltiplas tarefas e assuntos, de ordem particular, que requisitaram minha atenção nestes dias, estive muito bem representada em nosso evento pelo nobre colega, Dr. Eulálio Figueiredo, e, dentro do possível, acompanhei amiúde os acontecimentos torcendo e aplaudindo todo o feito.

Além disso, acredito que somente agora, serenados os ânimos, poderemos refletir sobre o verdadeiro sentido do memorável acontecimento e a responsabilidade desse ato advinda, e por nós assumida, ante a cultura de São João Batista. Responsabilidade esta, que não se limita a promover belos eventos nem outorgar títulos. Mas, a responsabilidade de transmitir um legado que auxilie na preservação e no engrandecimento da nossa cultura, ratificando aos pósteros a importância da valorização histórica e cultural do nosso povo e da nossa terra. Porque o que imortaliza o homem são suas obras, não os títulos.

A palavra academia provém do grego Akadémia, bosque de oliveiras e platános próximo à Atenas, frequentado pelo herói Academus, onde, no ano 387a.C., fundou Platão uma escola livre com a finalidade de ensinar filosofia à adultos letrados. Uma espécie de pós-graduação. Tal conceito, se disseminou pela região, vigorando por cerca de novecentos anos.

Posteriormente, em Florença, berço italiano de cultura, capital da Toscana e paridouro de grandes nomes da História, tais como, Durante Alighiére (mais conhecido como Dante), Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Nicolau Maquiavel, Donatello, Botticelli, Boccaccio, Brunelleschi, e tantos outros, no ano de 1440 foi fundada a Accademia Platônica.

Em nossos tempos, o termo se tornou mais popular e menos erudito, sendo usado cotidianamente para denominar lugares onde se desenvolvem práticas desportivas. Como as academias de ginástica, por exemplo.

Mas, para mim, a verdadeira acepção da palavra continua sendo a platônica, qual seja, uma organização de teor literário, científico ou artístico, como a escola filosófica de Platão.

Nessa linha, a criação de uma Academia é, portanto, um grande feito. E ninguém realiza grandes feitos se não tiver a ousadia de sonhar com coisas grandiosas. Daí, dizer-se que o sonho é o desejo da alma, porque é a partir dele que nascem as grandes realizações. Um sonho, nada mais é, do que a vontade incontrolável de realizar alguma coisa que desejamos com paixão. E, os grandes feitos se tornam realidade muito mais facilmente quando sonhados em conjunto, comungados por muitos. Pois, quando um grupo se une em prol de um mesmo ideal, a energia motriz do projeto se vê multiplicada. Isso é científico. É radiônica pura.

Eu sempre acreditei que títulos não importam. Importam as pessoas. Importa a firmeza de caráter e a dignidade com que elas encaram a vida, e o amor e a dedicação que colocam naquilo que fazem.

Não somos muitos nesta agremiação, se comparados à população do Brasil ou mesmo à de São João Batista. Mas, se mantivermos ao longo do caminho a capacidade de coesão, a força e a resiliência deste primeiro momento, que é apenas a etapa inicial da concretização do sonho, o sucesso virá como meritório prêmio. Porque o sucesso de um projeto subsiste, principalmente, no ideal comum e na capacidade de resistir ao tempo e às intempéries. O sucesso será certo se nos permitirmos alimentar o sonho de deixar aos pósteros um legado que eternize a nossa história e não deixe morrer a singular cultura que faz parte de nós, porque está em nossa própria essência.

A realização deste ideal deve-se à pessoas, como o atual, e merecidamente, Presidente desta nobre instituição cultural, Marcondes Serra Ribeiro; como Manoel Barros, Batista Azevedo, Eulálio Figueiredo (que representou a mim e a Dra. Elymar Figueiredo, impossibilitadas de comparecer ao evento de criação); Luiz Figueiredo e Raimundo Cutrim; Ana Márcia Araújo e Edinete Alves; Ana Creusa Martins, que, representando o Fórum da Baixada, tanto apoiou e estimulou a realização deste sonho antigo; e a todos os demais participantes, pois, com determinação, coragem, espírito de liderança e resiliência, seguiram em frente, tudo fazendo para que as coisas ocorressem de maneira satisfatória e com o garbo que o projeto merece.

Parabenizo a todos os confrades e confreiras desta nossa recém-nascida Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais, com especial destaque para Marcondes Serra Ribeiro, que, como todos sabem, deu o sangue para que o evento tivesse a grandeza necessária e se perpetuasse no coração de todos. E, aproveito a ocasião para agradecer à minha filha, Márcia Fernanda Gonçalves, à minha amiga Dilercy Adler e a Eulálio Figueiredo, pelo estímulo para que me decidisse a fazer parte desta digníssima agremiação. Tendo o último, me concedido a subida honra de representar-me, por procuração, no evento do dia 29/10/2021.

Dias atrás, falei ao Marcondes sobre a ideia de iniciarmos, desde já, os fundamentos de uma biblioteca em nossa academia. Ele, como sempre receptivo às boas sugestões, respondeu de imediato: estamos juntos! E, de pronto, foi criada uma estante com obras dos novos acadêmicos para abrilhantar o evento de criação. Minha nova sugestão é que se busque, junto a Secretaria Municipal de Educação, a implantação de um projeto que inclua no cronograma escolar municipal as obras dos escritores conterrâneos, na qualidade de paradidáticos.

Porém, necessário se faz lembrar, que não só de momentos festivos é feita a nossa estrada. Agora é hora de cada membro assumir a responsabilidade do seu posto, enquanto representante da cultura joanina, e desenvolver um trabalho, com o olhar voltado para o futuro porém sem esquecer o passado, visando sempre a preservação da nossa identidade e do nosso patrimônio cultural, de modo a deixar um legado que sirva de exemplo às novas gerações.

Existem lutas sem causa. Mas, não há vitória sem razão. Todos somos movidos pelos nossos sonhos, pela nossa paixão, por aquilo à que aspira a nossa alma. Essa é a mais forte razão para a peleja. Porque, se tivermos um ideal, o sonho nos dará asas. E então, poderemos até perder algumas batalhas, mas, ao final, venceremos a guerra e hastearemos o nosso pavilhão no pico mais alto, cantando o hino da vitória.

Talento, boa vontade e inspiração, esta, sempre renovada ante a beleza natural com que Deus agraciou este torrão, nunca faltaram aos filhos desta terra. Por isso, considero que todos os que se habilitaram a fazer parte desta Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais são pessoas capacitadas e comprometidas a desenvolver sua missão de modo a engrandecer o Município de São João Batista e a herança cultural deixada por nossos avós, honrando, deste modo, sua memória. Sendo assim, temos em nossas mãos tudo que se faz necessário para realizar a contento esta missão, que, de acordo com o ideal filosófico de Platão, deve ser sempre a busca do conhecimento.

Confiança em Deus, fé na vida e pé na tábua!
Foi dada a largada!
Que o Senhor nos abençoe a todos!

DISCURSO FEITO POR OCASIÃO DA FUNDAÇÃO DA ACADEMIA JOANINA

DISCURSO FEITO POR OCASIÃO DA FUNDAÇÃO DA ACADEMIA JOANINA

Por Eulálio Figueiredo*

Bom dia confrade e confreiras.

Transcrevo abaixo o breve discurso que fiz por ocasião da fundação da Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais de nossa terra São João Batista. Foi um momento de muita responsabilidade e cautela, haja vista o nível cultural dos presentes e a gentileza dos que me distinguiram para essa missão. Obrigado a todos. Segue o texto do discurso verbal abaixo:
DISCURSO FEITO POR OCASIÃO DA FUNDAÇÃO DA ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS DA MINHA QUERIDA TERRA SAO JOÃO BATISTA.

Após saudar as autoridades, confrades, confreiras e os cidadãos presentes.

Esto brevis, et placebis.

Nesta bela manhã de glória, de regozijo, de júbilo e de incontrolável alegria, sob o afago do sol que brilha em todo seu esplendor, está sendo lançada a pedra filosofal, sobre a qual se edificará a Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais, maior casa de cultura da nossa querida terra mãe São João Batista, que nossos hermanos castelhanos chamam de La Pacha Mama.

Estamos no mês de outubro, considerado no calendário anual como o mês das missões. Nada mais justo que nossa academia obtenha sua certidão de nascimento exatamente nesta áurea missionária, em que os idealizadores desse projeto de mãos dadas com os membros fundadores e efetivos, hoje aqui comparecem para prestarem contas da missão cumprida, sob as bênçãos de Deus e de Nossa Senhora.

O que nos conforta neste momento é saber que todos nós estamos irmanados em busca de um mesmo objetivo, qual seja a criação de uma casa que pretende congregar homens e mulheres imbuídos do propósito de disseminar letras, ciência e saberes culturais na terra onde nasceram e onde, por alguma razão, fixaram raízes que se transformaram em árvores frutíferas e sombreiras.

A academia que hoje vem à luz, sob o comando de tão ilustres e eméritos confrades e confreiras, que se unem num afetuoso amplexo, será a flâmula que hastearemos bem alto no pavilhão de nossa terra para o sopro incontido dos ventos joaninos e orgulho de nossos conterrâneos.

Será também a insígnia que nosso intrépido peito, impulsionado por corações que pulsam sem parar, palpitantes de alegria e de emoções, ostentará doravante, semelhante ao vestíbulo ou portal que conduz ao páramo cerúleo onde habitam os deuses do olimpo.
Sim. Estamos todos contagiados neste momento de júbilo, porque o nascimento desta casa de cultura é uma marco histórico para nossa cidade que um dia, pelos mares de Cabral, nos conduziu à capital do estado e foi a porta de entrada para a região da baixada maranhense através do porto da Raposa.

Junto com a Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais também nasceu, hoje, embora de forma embrionária, a biblioteca dessa entidade, a partir da estante de livros (expostos na antessala deste prédio) já publicados pelos membros fundadores e definitivos que criaram essa confraria de notáveis escoliastas.

Os que hoje compareceram para esta solenidade, em solo joanino, serão testemunhas oculares da concretização desse grande projeto idealizado pelos confrades e confreiras da academia nascitura, que tem como patrono o jurista e professor Fran Figueiredo, um dos seus filhos mais ilustres, pelo exemplo de vida e por tudo que representou para sua geração e para o povo de nossa cidade.

Meu desejo ab imo pectore é que a novel academia não seja apenas uma casa de encontros de boêmios inveterados, de intelectuais descompromissados com as artes ou de nefelibatas sonhadores, mas um panteão literário, onde sejam preservados os costumes, os hábitos, a cultura e toda a tradição de nosso povo, contada pela memória e criatividade de nossos confrades e confreiras para conhecimento da posteridade in saecula saeculorum.

Muito obrigado.
José Eulálio Figueiredo de Almeida.