AQUELA VOZ NO SILÊNCIO

AQUELA VOZ NO SILÊNCIO

Por Gusmão Araújo*

Há um sopro de Deus entre a intimidade que me religa pelo umbigo a alguém inesquecível e a saudade que se alimenta do perfume do amor que permanece. Perfume de rosas!

 Na terra onde fui parido e o meu umbigo enterrado, especialmente após as primeiras chuvas do inverno, sinto um cheiro de chão peculiar, incomparável, que remonta à minha infância feliz. A ligação minha e da família com a terra é muito intensa. Cultivar a terra e produzir a própria comida que frutificava do chão fértil era tradição familiar, além das aventuras em pescarias muito prolíficas.

Na pequena comunidade Qindiua (terra abundante de doces) onde nasci, a doçura da vida era viver com simplicidade e obter da natureza os frutos emanados do céu. Quando eu ainda era muito jovem, a família migrou para a sede do município, Bequimão, singela e linda cidadela encostada entre o litoral e os campos da Baixada.

No novo lugar, a família cresceu e alcançou alguns laivos de prosperidade. Casa simples e típica, situada próximo à Igreja Matriz de Santo Antonio e Almas, quintal grande, cheio de árvores frutíferas e pequenas criações, cantoria de pássaros… Parecia um cenário perfeito pra se viver e sonhar.

Há uma marca entre mãe e filho que cicatriza mas não se apaga: o umbigo. Basta tocar no umbigo e o pensamento voa pra ela e uma caixa de boas memórias se abre. Aquela que me gerou e deu a vida pela minha, me alimentou por algum tempo por esse cordão vivo que depois se transformou numa marca indelével, a cicatriz do amor. Com o passar dos anos um outro cordão surgiu, como contas de um rosário – mãos que cuidam, abraços que acolhem, palavras que ensinam, conselhos que educam, sorrisos que encantam, gestos que eternizam o amor.

Na rede atravessada na varanda onde repouso por alguns instantes ao cair da noite, dirijo meus pensamentos para um tempo distante no qual contemplo o barulho matinal das crianças – eu e meus irmãos – e a voz doce daquela mulher simples que me gerou, gerando em mim também uma alegria que não cabe nos sentidos.

O lugar na varanda onde me encontro foi o mesmo espaço onde, no grande quintal, vicejou o jardim da minha mãe e, logo próximo, havia um recanto dedicado às brincadeiras intermináveis das crianças ao final da tarde.

Fecho os olhos e, intencionalmente, conduzo meus sentidos para cenas remotas, ricas em simbolismos e significados…

Enquanto “ela” regava suas plantas e se embriagava com o perfume das rosas – suas prediletas – corria os olhos ágeis em nossa direção. Do seu olhar saia uma voz inaudível e, ao mesmo tempo, perfeitamente compreensível. Parecia dividida entre conversar com as flores do seu jardim e cuidar, com o olhar altaneiro, os rebentos de seu ventre, pululando nos arredores. Em seu semblante havia uma certeza de que os rebentos banhados de terra eram seus verdadeiros tesouros os quais ela iria gastar uma vida para lapidar e fazê-los dignos de um futuro luminoso e da bondade de Deus. E fazer brilhar em cada um a luz de Cristo, conquistada nas águas do batismo.

Sempre que me colocava nessa situação, na rede na varanda, contemplando o infinito, conseguia congelar as imagens e eternizar um tempo que não morreu no passado. No inquietante e reconfortante silêncio do meu ser, com a pureza d’alma de uma criança, conseguia ouvir aquela voz familiar e insubstituível. Nessa condição, entre não estar acordado e não estar sonhando me permitia vivenciar uma realidade paralela que só amor era capaz de reproduzir e eternizar. Era como se sentar numa confortável poltrona para assistir a um filme ansiosamente aguardado. Há um sopro de Deus entre a intimidade que me religa pelo umbigo a alguém inesquecível e a saudade que se alimenta do perfume do amor que permanece. Perfume de Rosas!

De repente, aquela voz tão conhecida rompe o silêncio e ouço um chamado: “José, tá na hora de parar e se preparar para o banho”; ouvem-se outros chamados à prole: “João, Antônio, Francisco, Bal”…, chamados prontamente atendidos mesmo que não se desejasse que a tarde findasse. Em outro canto do quintal um grupo de quatro meninas também brincava de construir sonhos e, vez ou outra, aumentar o barulho do dia com gritos de alegria. Após os acenos, aquela nobre mulher, com cheiro de rosas, seguia na frente e nós, com cheiro de terra, a seguíamos com a justa obediência daqueles que respeitavam porque amavam.

Por vezes, perdia a noção do mergulho que fazia na nossa história comum e quão tênue era a linha que separa a realidade cotidiana e a alegria genuína esculpida no íntimo do meu coração. Quando parecia que ia acordar, procurava meu umbigo e começava tudo outra vez e aquela voz silenciosa se colocava dessa vez a cantar, fazendo-me adormecer e sonhar, como um menino da pequena Quindíua que não desejava crescer…

Aquela nobre mulher, que conversava com as flores e se encantava com a história de Maria Santíssima e Jesus partiu para o jardim celestial há tempos, por certo auxiliando Nossa Senhora em suas tarefas divinas, mas a sua voz continua ecoando silenciosamente na minha história, aquecendo minha realidade, remexendo meu umbigo e me renovando o encanto pela vida e pelas vidas que também tive a graça de gerar. São flores que também cultivo no jardim do meu coração.

Senhora Antônia, esposa de Antônio…

O seu amor me fez vencer a dor e os desafios E acreditar que o seu olhar

Sua voz

E o seu abraço Me fazem sentir

Que continuas aqui Bem perto de mim Como um anjo

A me proteger Do anoitecer Ao amanhecer

Sempre, Minha Querida Mãe!


 * José Ribamar Gusmão Araújo  é natural de Bequimão/Maranhão. Membro-fundador do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), Gestor do Projeto Bosques na Baixada do FDBM. Engenheiro Agrônomo, formado pela UEMA. Mestre e Doutor em Agronomia/ Horticultura pela UNESP, Campus de Botucatu/SP. Professor Adjunto do Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade (DFF)/CCA/UEMALeciona no Curso de graduação em Agronomia e no Programa de Pós-graduação em Agroecologia.

Mais um ano sem os Diques da Baixada Maranhense

Mais um ano sem os Diques da Baixada Maranhense

Por Luiz Figueiredo*

A Baixada Maranhense sofre mais uma vez a grave crise da estiagem o que acontece dos meses de agosto a dezembro, todos os anos, a partir da década de 50, quando aumentaram o número e a profundidade dos igarapés que além de drenarem a água doce, levam uma enorme quantidade de peixes, e contribuem também para invasão da água  do mar, provocando a salinização dos campos naturais em prejuízo da biodiversidade ali existente.

Os diques da Baixada foram concebidos em 1986, portanto há mais de trinta anos, tendo início com a construção da barragem de Pericumã no município de Pinheiro. De lá até agora nada mais foi executado. Interrompido o andamento desse importante projeto, o caos voltou a se instalar na Baixada com a falta d’agua causando grandes prejuízos para os que ali vivem e tirando o  sustento das famílias,  a pesca, a caça e agropecuária. Quem visita a região hoje, se depara com os campos áridos, semidesertificados, onde os animais perambulam de um lado para outro a procura de pasto e água.

Um verdadeiro crime e falta de sensibilidade daqueles que manipulam o dinheiro público. Muitos desses animais e aves, típicos da região, já se encontram em fase de extinção. O peixe, alimentação básica, está cada vez mais difícil e caro. Sentindo o agravamento desse quadro, tomei a iniciativa de em novembro de 2006, portanto a quase vinte anos do início (1987) e paralização dessa obra, de acompanhar técnicos do governo do estado para constatar “in loco” o  situação de abandono dos nossos campos, e encontramos pessoas carregando água na cabeça, em lombo de animais e o torrão rachado e a vegetação seca.

Agradeço a Reginaldo Telles que me deu apoio, Luiz Raimundo Azevedo, Leo Costa, Manoel Bordalo, Júlio Noronha, o saudoso e grande líder Neiva Moreira, que juntos formamos um grupo para apresentar uma nova proposta para o governo, a qual foi analisada, aprovada e de imediato autorizada o reinício dessa tão almejada e importante obra. Já se passaram outros dez anos e tudo continua como antes. A Baixada é uma região imensa, linda e bem localizada, rica,  com potencial para continuar sendo o celeiro da capital, como foi no passado, portanto merece uma ação urgente e definitiva para que aquela gente humilde e trabalhadora não venha continuar a sofrendo.

Sabemos que com os diques teremos uma região semelhante ao pantanal mato-grossense, com uma biodiversidade e um ecossistema bem característicos.  Vamos agir antes que seja tarde, pois a água salgada está prestes a invadir os lagos o que seria uma catástrofe ambiental sem precedentes. Medidas paliativas, soluções localizadas como pequenas barragens, canais ou açudes não resolvem, apenas minimizam as dificuldades da população. Só os diques promoverão a redenção dessa região rica e exuberante que a Baixada Maranhense.

Lamentavelmente concluo afirmando, 2016, MAIS UM ANO SEM OS DIQUES.

Luiz Figueiredo, administrador, presidente da Fundação Chiquitinho Figueiredo e Rádio Beira Campo, ex-prefeito de São João Batista.

MEMÓRIAS DE UMA ELEIÇÃO

MEMÓRIAS DE UMA ELEIÇÃO

Por Eulálio Figueiredo*

Desde a minha investidura como magistrado de carreira, tenho vivido situações inusitadas. As experiências mais interessantes se passaram no período em que exerci a judicatura nas comarcas do interior do Estado.

No pleito que se realizou recentemente, fui designado para presidir as eleições e apurações na Junta Eleitoral que compreendeu os municípios de Palmeirândia e Peri-Mirim, localizados na Baixada Maranhense. Os trabalhos transcorreram dentro da mais completa normalidade, deixando aos presentes a sensação de que o serviço judiciário não sofreu qualquer deslize.

Proclamados os resultados das eleições, um fato inusitado ocorreu, qual seja: o desejo de uma vereadora eleita, em primeira candidatura, falar algo. Nesse momento, percebi que alguns partidários do prefeito eleito torceram o nariz e o advertiram para que não permitisse que a futura edil se pronunciasse sob o argumento de que a mesma era analfabeta e que poderia manchar a imagem do grupo que apoiava o novo chefe do executivo municipal.

Tranquilo e sereno, o prefeito lembrou aos correligionários que a referida candidata era da base aliada do seu go- verno e que teria recebido a maior votação, razão pela qual não podia impedir a vontade manifestada.

Afastado o óbice, e aproveitando a presença de autoridades e pessoas ilustres da cidade, inclusive o padre e algumas religiosas, no próprio recinto da apuração, a candidata eleita iniciou seu discurso. Disse inicialmente: “Gente, eu não gosto de política. Quem me meteu foi cumpadre Batista!”

Nesse momento, um assessor mais próximo do prefeito sussurrou ao seu ouvido: “Chefe, eu não disse para o senhor impedir Ivanilda de falar.” O Prefeito calmamente respondeu: “Deixa ela prosseguir, pois eu preciso do apoio dela na Câmara.”

Ivanilda, com sua simplicidade, prosseguiu levantando a mão seca, calejada e nodosa: “Não sou de farsa, nem culiada com ninguém. Quando quero falar de alguém não meto o pau por trás, só pela frente.” O clima esquentou e, dessa vez, um vereador reeleito se aproximou do prefeito e disse-lhe: “Rapaz, vamos sair logo daqui. Ivanilda vai nos envergonhar, eu não te falei para que não deixasses ela discursar?” O prefeito novamente ignorou a advertência do seu companheiro de partido e apostou no que viria depois.

A candidata, então, contagiada com a possível aceita- ção de sua fala continuou o improviso: “Sou pobre, meu marido é pescador, mas sou uma mulher de palavra. Não faço promessa que não posso cumprir. Queria dizer ao cumpadre “Zé Curica” que já cumpri parte da promessa. A carroça eu já consegui, o que tá me pegando agora é o jumento”. Nesse momento houve um completo mal-estar no ambiente e alguns aliados do prefeito, entre atônitos e envergonhados, se retiraram do recinto, ante a relutância do mesmo em não cassar a palavra de Ivanilda.

Por último, a iletrada candidata finalizou: “Quero agradecer a presença das otoridades” e, virando-se, para o vigário sentenciou: “Agradeço especialmente a presença do nosso vigarista, que veio abençoar esta eleição, e a todos aqueles que não se cansaram de me ouvir.”

Após os aplausos e cumprimentos, Ivanilda deixou o local levando consigo grande contingente de admiradores. Nós, doutores da língua e da lei, que ali permanecemos encerrando os trabalhos e fechando o prédio, também nos perguntávamos porque proibir Ivanilda de falar? Ela, na sua ingenuidade, não cansou os ouvintes, nem fez-lhes falsas promessas, muito menos empenhou sua dignidade por conta do voto recebido.

A ausência de alfabetização não a tornou ignorante, nem astuciosa. Essa pecha somente carrega quem um dia, assentado no mais alto cargo da nação, ilude com promessas irrealizáveis desde o esperto doutor até o inocente caboclo.

*Eulálio Figueiredo é natural de São João Batista (MA). Juiz de Professor do Departamento de Direito da UFMA. Escritor, poeta e compositor.

Crônica publicada no livro ECOS DA BAIXADA às folhas 118 a 120.

SÃO JOÃO

SÃO JOÃO
Por Gracilene Pinto
São João, terra querida,
Teu nome é diversidade,
Estas palavras são pobres
Para expressar, de verdade,
Tudo o que representa
O teu povo, o teu chão,
E esse amor imensurável
Que há muito virou paixão.
Teus campos e manguezais,
Bosques e matas em flor,
São a prova mais concreta
De que Deus abençoou
Teu nascimento e batismo
Consagrado a São João
Quando o povo ali clamava
A celeste proteção.
E, quando as palmas ao vento,
Cantam o hino dos palmeirais,
O coração dá o tom,
Porque amor nunca é demais!

(Imagem Campos de São João Batista de David Wilkirson)

Academia Joanina, um marco na História do município

Academia Joanina, um marco na História do município

Por Marcondes Serra Ribeiro*

Confesso que me encontro deveras ansioso pela chegada do dia 29, quando será criada nossa Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais. É um sonho que se vai transformando em realidade, sonhado juntamente com outros sonhadores (desculpem-me a tautologia premente) – aquele desejo que se firmou permanentemente em cada um de nós, vivo e constante. Um sonho coletivo, e por isso mesmo bem mais forte, que nos une e motiva-nos para seguir em frente, otimistas, esperançosamente alegres, carregando uma certeza de que estamos construindo um marco em nossas vidas, na história de São João Batista!

Estamos bem otimistas, tentando disciplinar a empolgação, vislumbrando tudo pelo lado bom, concebendo a academia como um lugar de convivência real, amigável e elegantemente pacífica. Um ambiente ameno, onde nos dedicaremos esforçadamente ao usufruto daquilo que nos beneficiará e engrandecerá nossa alma, em forma de projetos contemplativos do crescimento de nossa terra, nas áreas afinadas com os propósitos institucionais – culturais e artísticos – que sejam dignos construtores, mantenedores, resgatadores da memória joanina. Somos conscientes que nossos propósitos não diferem das outras academias, quanto ao aspecto teórico, mas certamente que nosso ânimo fará a diferença no aspecto atitudinal , pois, graças a Deus, compomos um grupo com grandes expoentes, reunidos provavelmente pela saudade dos tempos de mais dedicação, gentileza e delicado amor ao próximo, apego à nossa eclética cultura, com o especial ufanismo que sempre caracterizou a ligação dos bons joaninos à sua querida terra – um sentimento que se mostra em semblante alegre e sincero, funda-se em argumentos extremamente firmes, expressa-se em termos de claro entendimento, pois provém da decisão vocacional em dar mais significância a nossas vidas, transforma-nos em plantadores das sementes dos sonhos mais prósperas , em solo abençoadamente fértil.

Não nos foge a certeza de que precisaremos ser fortes e corajosos para os embates contra as adversidades. Aqueles que se dedicam às artes, à cultura, tantas vezes são confundidos como articuladores apenas de projeção pessoal, mas isto, para nós, é mera consequência daquilo que é bem feito e torna-se agradavelmente digno de sucesso, por isso é que somos dedicados detalhistas, caprichosos artesãos de cada obra. Sabemos que remaremos contra a maré, enfrentaremos desafios terríveis e de toda ordem, mas bem determinados e decididos, seguiremos em frente, como temos seguido até aqui.

Não apenas homenagearemos, reconheceremos nossos valores, nossos expoentes artísticos, profissionais das mais variadas performances, mas também nos lançaremos às pesquisas que nos possibilitem o resgate de uma legião de esquecidos do passado e também do presente, pois muitos valores joaninos estão por aí, espalhados por esse imenso Brasil, desconhecidos de nossa gente, mas expressivos cidadãos de outras plagas, – personagens encantados pelo fenômeno da alma artística, pela dedicação e responsabilidade profissional concedente de grandes conquistas. Sentimo-nos, portanto, com a distinta obrigação de coloca-los em evidência, trazê-los zelosamente ao conhecimento e reconhecimento e proximidade de nossa gente, laureá-los condignamente!

Não poderia deixar de exaltar o especial apreço pela Língua Portuguesa, uma das inspiradoras razões que principiaram e justificam a existência da academia. Muitos de nós são poetas, escritores que se esmeram no trato com as palavras e deliciam-nos com obras requintadamente maviosas. A última flor do lácio inculta e bela, como referenciou Olavo Bilac, é o universo no qual esses confrades e confreiras movem a inspiração e pela qual se integram à comunidade lusófona, constituída de milhões de pessoas espalhadas pelos diferentes continentes, comunicando-se em português , cada povo a seu modo. Vale-nos lembrar o magistral Fernando Pessoa e seu dito: “a minha pátria é a língua portuguesa” e nós estaremos certamente muito inspirados por ele e assim cultuaremos a literatura e os livros e as produções literárias entre nossos conterrâneos.

Amigos, nossa academia está sendo criada com o orgulhoso referencial “a casa de Fran Figueiredo”. Ele foi escolhido para ser patrono da instituição, mas será também a casa de todos os demais patronos, a casa de todos os acadêmicos, mas, acima de tudo será uma realização que orgulhará nossa terra, firmar-se-á como o ambiente do diálogo entre a tradição e a contemporaneidade que esperançosamente dará bons resultados!

Marcondes Serra Ribeiro é natural de São João Batista, Graduação Superior em Língua Portuguesa e Literaturas na instituição de ensino CESB, Trabalhou como Professor de Língua Portuguesa na empresa Área de educação, Trabalhou como Management na empresa Ministério da Saúde.

Academia Joanina, a um passo da fundação

Academia Joanina, a um passo da fundação

Por Marcondes Serra Ribeiro*

Caminhamos, promissora e entusiasticamente, “no tempo de Deus”, para a criação oficial de nossa ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS, no próximo dia 29 de outubro, pela manhã, no Centro de Convenções da cidade Já temos, graças a Deus, a promessa de nossa sede própria – honroso comprometimento do Adm. Luiz Figueiredo, que também é confrade, além de filho, irmão, primo de importantes personagens ligados meritoriamente à ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS.

Muito significativo, prazeroso e bem oportuno o orgulhoso entusiasmo e confiável compromisso de nosso Prefeito Municipal, Emerson Soares Pinto e da Primeira Dama, Hildene Pinto, que se comprometeram em ajudar-nos em tudo quanto for possível , tendo inclusive o Sr. Prefeito prometido um espaço primoroso para instalação inicial da Academia. Nossa gratidão, em nome de todos que compõem a instituição, que vem chegando para assegurar responsavelmente o resgate e engrandecimento dos segmentos inseridos em sua abrangência!

PATRONOS JÁ ESCOLHIDOS (após o patrono da academia, os demais seguem por ordem alfabética):
Por unanimidade, escolhemos o advogado, escritor, brilhante orador e expoente intelectivo Fran Costa Figueiredo para Patrono da Academia – escolha que muito nos honra e indubitavelmente dignifica a instituição!

Fran Costa Figueiredo, Acrísio Figueiredo, Alfredo Firmino Serra, Antônio dos Santos Jacintho, Antônio Penha Duarte, Arthur da Serra Freire, Arthur Marques Figueiredo, Joaquim Roque Pereira (Bigurrilho), Carmelita Alves Campos, Cristino Ananias de Campos, Domingos Tibúrcio, Francisco Ferreira Figueiredo, Iracema Ferreira de Araújo, João Penha Dominice (João de Agenor), João Evangelista, José Maria de Araújo, José Ribamar Dominici, José Ribamar Martins, José Sousa Martins, Marcolino Jardim Arouche, Maria Assunção de Araújo Teixeira Gomes dos Santos, Maria Creusa Costa Araújo, Maria Creusa da Silva Santos Jacintho, Onesinda Serra Castelo Branco, Raimunda Alves Mota, Raimundo Aranha Aragão, Raimundo Ferreira Almeida.

OS TRINTA PRIMEIROS ACADÊMICOS:
No dia 4 de dezembro, em festividade solene – que se realizará no salão da Colônia dos Pescadores – tomarão posse das cadeira , já devidamente nomeadas por seus respectivos patronos, os primeiros acadêmicos:
Ana Márcia Ferreira de Araújo, Ana Régia Passos, Arnaldo de Jesus Dominici, Claudiana Soares Cotrim, Deuzimar Costa Serra, Dilercy Aragão Adler, Edinete Correia Alves, Elifas Levi Meireles, Elimar Figueiredo, Edeilce Aparecida Santos Buzar, Evandro Araújo Bezerra, Evandro Cutrim Souza, Flávio Newman Andrade Braga, Gilberto Matos Arouche, Jailson Mendes Mota, João de Araújo Teixeira Filho, João Batista Duarte Azevedo, João Damasceno Figueiredo Júnior, José Eulálio Figueiredo de Almeida, José Jersan Santos Araújo, Iolanda Castro Serra, Josefina Martins Ferreira, Lília Penha Viana Silva, Luiz Raimundo Costa Figueiredo, Manoel de Jesus Barros Martins, Marcondes Serra Ribeiro, Raimundo Campos Filho, Raimundo Correa Cutrim (Raimundinho), Raimundo Nonato Cutrim e Sharlene Lopes Serra.

Que seja BEM-VINDA a ACADEMIA!

* Marcondes Serra Ribeiro é natural de São João Batista, Graduação Superior em Língua Portuguesa e Literaturas na instituição de ensino CESB, Trabalhou como Professor de Língua Portuguesa na empresa Área de educação, Trabalhou como Management na empresa Ministério da Saúde.

A ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS

A ACADEMIA JOANINA DE LETRAS, CIÊNCIAS E SABERES CULTURAIS

Por Marcondes Serra Ribeiro*

Faz certamente bem mais que dez anos, desde o dia em que eu e o nobre conterrâneo e amigo, Professor Batista Azevedo – mui respeitosamente, um grande profissional da área educacional, particular expoente e orgulho da terrinha – conversamos, muito empolgados, sobre a criação da Academia Joanina de Letras.

Na oportunidade, as considerações feitas primavam pelo propósito de reunir nossos intelectuais para tratarmos coletivamente, com cuidadoso carinho, sobre as questões contemplativas de nossa língua, com especial enfoque às produções literárias, incentivo à arte de escrever, apoio às manifestações culturais, e reconhecimento da qualidade valorativa de seus membros, o que aconteceria através de eventos, homenagens e premiações. Outra assertiva colocada em pronta evidência naquela oportunidade, e muito valiosamente fortalecedora do intento, foi a funcionalidade da “academia” como uma instituição voltada à preservação de nossa memória, zeladora do acervo reconhecidamente criativo dos cidadãos joaninos.

Não nego que o compartilhamento da ideia criativa da academia seja contemplativa de minha vontade em ser um dos acadêmicos, com a necessária humildade que me caracteriza, sem o esplendor de “tornar-me imortal”, a exemplo daquilo que ocorre com a maioria dos membros das instituições congêneres. Embora seja uma vaidosa intenção, tenho consciência de que há necessidade de enquadramento aos critérios estatutários estabelecidos mediante as discussões em reuniões com os demais envolvidos, pessoas que, desde o primeiro momento, foram inclusas em uma listagem de convidados para apreciação da ideia, também seguindo os moldes das academias existentes. É claro que eu e o amigo Batista Azevedo tínhamos em mente a justa certeza de que não deveriam existir precedências privilegiáveis de algum membro.

Na ocasião, ainda sabíamos muito pouco sobre o assunto, mas conhecíamos alguns importantes itens do estatuto da Academia Brasileira de Letras, como por exemplo aquele que estabelece aos candidatos à vaga na instituição, a necessidade de ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário. Esse detalhe levou-me a dedicação mais resolutiva da edição de meu primeiro livro, Revérbero Amarelo, que se fez realidade, embora com alguns pormenores pendentes quanto ao ISBN, pois a gráfica relaxou este importante detalhe, mas que está em trâmite, junto à Câmara Brasileira do Livro. Apressei-me na divulgação, pelas redes sociais, de alguns trabalhos que habitualmente faço com dedicada paixão: escrever e postar meus textos reflexivos, notas e poemas – retratos de mim em aproveitamento da inspiração que o dom instiga e o hábito constrói, mesclando as qualidades e defeitos de todos os artistas.

Depois de algumas investiduras, ao longo destes anos, juntamo-nos a outros expoentes joaninos e caminhamos, determinados e bem confiantes, para a elaboração do estatuto e criação da então nominada “Academia Joanina de Letras, Ciências e Saberes Culturais”. Estão conosco, os respeitáveis futuros acadêmicos, perfis do mais puro ajuste aos preceitos institucionais: Manoel Martins, Edinete Alves, Gracilene Pinto, Flavio Braga, Sharlene Serra, Damasceno Júnior, Raimundo Cutrim, Evando Cutrim, Dilercy Adler, Gilberto Matos Aroucha, José Eulálio Figueiredo, Jersan Araújo, Raimundo Correia Cutrim, Ana Márcia Ferreira, entre outros profissionais que também labutam com as artes, ciências e os saberes culturais, componentes iniciais de um quadro que estará completo até o dia previsto para a fundação e que se seguirá preenchendo condignamente o número de cadeiras, na medida em que surgirem candidatos a atenderem os requisitos.

Todos nós comungamos as ideias mais promissoras quanto à promoção da literatura, leitura, educação, defesa consciente do meio ambiente, dos patrimônios artístico, cultural, histórico, turístico, paisagístico de nosso município, além de nos mostramos desejosos de investir na manutenção de intercâmbios com as demais entidades nacionais, realização de seminários, cursos, encontros que congreguem expoentes das atividades culturais, proporcionem condições de produtividade e livre debates de ideias.

Até o momento, temos definidos alguns nomes para Patronos das Cadeiras Acadêmicas. Personalidades escolhidas para serem inicialmente as homenageadas, por terem expressivo destaque e marcado verdadeiramente a história joanina: José Maria de Araújo, Francisco Figueiredo, Antônio Santos Jacinto, José Ribamar Dominici, Onezinda Castelo Branco, Fran Figueiredo, José Souza Martins, Iracema Ferreira de Araújo, Arthur Marques Figueiredo, Creusa Costa Araújo, Maria Creusa Santos Jacinto, Padre Domingos Tibúrcio, Padre Dante Alligiere Lasagna, Suvamyr Viverkananda Meireles, José Brígido da Silva Neto, entre outros.

Em reuniões conectadas, nós, os membros fundadores, conhecedores das limitações do nosso município quanto à militância puramente literária, resolvemos ampliar o leque de abrangência da academia, certos de estarmos investindo em uma expressiva referência no mundo cultural de nossa cidade, porque a academia simbolizará o assento da historicidade de nosso povo, preconizando um caminho venturoso para aqueles que se empenham nas artes, ciências e nos saberes e divulgação da cultura como grandes ideais de suas vidas!

A fundação e posse dos primeiros acadêmicos está prevista para o dia 29 de outubro – Dia Nacional do Livro, em sessão solene, com a honrosa presença das autoridades municipais e convidados, podendo se constituir, talvez, com o apoio de representantes do Poder Público e de empresários locais, um dos mais significativos eventos da nossa querida São João Batista!
Nós merecemos!

* Marcondes Serra Ribeiro é natural de São João Batista, Graduação Superior em Língua Portuguesa e Literaturas na instituição de ensino CESB, Trabalhou como Professor de Língua Portuguesa na empresa Área de educação, Trabalhou como Management na empresa Ministério da Saúde.

REUNIÃO DO VICE-GOVERNADOR e o FÓRUM DA BAIXADA

REUNIÃO DO VICE-GOVERNADOR e o FÓRUM DA BAIXADA

Na tarde desta segunda-feira, 12 de julho, o Vice-Governador, Carlos Brandão, acompanhado do chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, recebeu membros da Diretoria do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM). A reunião contou com a participação do Presidente do FDBM, João Martins, (que solicitou o agendamento); dos vice-presidentes Expedito Moraes e Antônio Valente e da Presidente de Honra, Ana Creusa; dos forenses Eduardo Castelo Branco, Secretário de Agricultura de Anajatuba, e Eliseu Silva, Presidente da Associação de Piscicultores de Itans.

O Vice-Governador deu as boas-vindas aos participantes da reunião. Discorreu sobre o potencial econômico da Baixada, especialmente para a produção de alimentos e outros projetos de desenvolvimento que beneficiarão a população da região. Falou sobre o exemplo de Itans, que é prova viva de que os empreendimentos, uma vez incentivados pelo Poder Público, têm tudo para prosperar.

O Chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, lembrou da necessidade de implantação de uma Agência de Desenvolvimento da Baixada, bem como viabilizar parceria entre a Universidade Estadual e dos Institutos Estaduais de Educação.

O Presidente do FDBM, João Martins, discorreu sobre a necessidade de um amplo esforço do Estado e Gestores Municipais das duas regiões para potencializar as grandes oportunidades naturais existentes na promoção de investimentos em produção agrícola e turística. Exaltou a enorme carência de conhecimento, tecnologia e incentivo aos pequenos e médios empreendedores. O Presidente da Associação de Itans, Elizeu Silva, solicitou a manutenção da Estrada do Peixe e enfatizou a necessidade de uma máquina para auxiliar na escavação e manutenção de tanques para os associados.

O objeto da reunião proposto, então, foi da elaboração de um Plano de Desenvolvimento da Baixada e Litoral Ocidental que apresente resultados imediatos capazes de melhorar o índice de qualidade de vida na região.

A estratégia consiste em envolver o governo estadual, os consórcios de prefeitos, classe política; IEMAS, UEMA, UFMA. Os polos de produção (a exemplo de ITANS), técnicos, etc. e implantar uma Agência de Desenvolvimento da Baixada para coordenar o processo que contemple as seguintes ações:

Barragem de Maria Rita; barragens de enseadas; manutenção da Estrada do Peixe; linhas de crédito a pequenos e médios empreendedores e agricultores; diques da Baixada; acesso ao processo Licitatório do Ferry Boat, barragem do rio Maracu etc.

A diretoria do Fórum definirá agenda para o próximo mês visitar as duas regiões, contemplando por exemplo, a nova Uema, Ufma, Consórcios de Prefeitos e alguns locais da região onde deverão ocorrer algumas obras.

O Vice-Governador ressaltou a necessidade de mais encontros dessa natureza, para que sejam discutidos projetos de natureza prática, que muitos já existem, necessitando apenas de ajustes, para refletir a realidade atual.

Carlos Brandão recebeu dos forenses o livro Ecos da Baixada, Comprometeu-se a ler para conhecer melhor a Baixada. Ao final da reunião, o Vice-governador fez questão de gravar um vídeo, no qual transmite uma mensagem otimista comprometendo-se com o desenvolvimento da Baixada.

Superintendente da Codevasf recebe membros do Fórum em Defesa da Baixada

Superintendente da Codevasf recebe membros do Fórum em Defesa da Baixada

Nesta segunda-feira, dia 05 de julho, membros do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM) reuniram-se, na sede da 8ª Superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para tratar de assuntos ligados aos DIQUES DA BAIXADA.

Pelo FDBM participaram da reunião, o presidente João Martins e os vice-presidentes Expedito Moraes e Antônio Valente e pela Codevasf, o superintendente Regional, Celso Adriano Costa Dias, e os engenheiros: Julimar e Gustavo.

João Martins foi  muito bem recebido na sua antiga casa por todos os funcionários. A conversa com o Superintendente e técnicos foi para demonstrar o desejo dos forenses em em acompanharem na região o andamento dos estudos das obras dos Diques da Baixada. Foi agendado uma próxima reunião em Brasília.

O superintendente Celso Dias publicou em suas redes sociais o encontro.

O Fórum da Baixada parabeniza Elizeu Gomes pela eleição à presidência da Associação de Piscicultores de Itans

O Fórum da Baixada parabeniza Elizeu Gomes pela eleição à presidência da Associação de Piscicultores de Itans

O presidente do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), em nome de todos os forense, parabeniza Elizeu Gomes Silva  pela sua eleição à presidência da Associação de Piscicultores do Povoado de Itans (APPI), bem como deseja uma gestão com sabedoria e muitos resultados para a comunidade de Itans, município de Matinha e para todo Maranhão. 

A eleição correu ontem, 12 de junho. Elizeu foi eleito à presidência da APPI, para biênio 2021-2023, juntamente com seu vice-presidente, Adilson de Jesus Silva. Narlon Silva, vice-prefeito de Matinha que presidia a entidade, fez a transmissão do cargo à nova diretoria eleita.

Elizeu tem grandes desafios pela frente, um deles é dar continuidade ao empreendimento de sucesso em Itans e oferecer soluções criativas para o futuro. O empreendimento que agora preside vive dias de prosperidade e se tomou exemplo para Maranhão. O milagre ocorrido em Itans é fruto da criação do polo de piscicultura que vem transformando a vida de pequenos agricultores que antes sofriam para cultivar lavouras de subsistência, em cidadãos cujo a melhoria da qualidade de vida é notável.

Na oportunidade, o FDBM parabeniza a todos os piscicultores que contribuíram para o sucesso que serve de exemplo para todo estado e para o país e que, com a eleição de Elizeu deve continuar e aperfeiçoar uma iniciativa que está dando certo. Parabéns.

Fonte Blog de Jaílson Mendes e informações dos forenses.